A alienação

A alienação

domingo, 22 de abril de 2012

A escola de Frankfurt e sua "teoria crítica" - origem do "criticismo" atual

Atualmente nos deparamos com muitas pessoas defendendo que "devemos ser críticos"... e depois de afirmarem isso passam a descrever as maravilhas que desfrutam por serem "críticos".
Sem dúvida tais pessoas jamais demonstram com uma argumentação fundamentada o por que tal opinião é correta.


Críticos


Tais pessoas jamais justificam de forma lógica por que devemos criticar em vez de antes analisar se a situação realmente merece críticas ou se merece elogios.
Por que em vez de sempre criticar a tudo que existe na sociedade não podemos colaborar, contribuir com idéias positivas e imaginativas ?
- Essa é uma pergunta que jamais será respondida !
- Não sabem a resposta porque foram induzidos a serem críticos, são inocentes e crédulos que foram submetidos a lavagem cerebral na universidade pelos "professores" marxistas e dai para frente passaram a ser usados pelo marxismo em prol da "praxis" marxista.
Tais "críticos" nem mesmo sabem que estão a serviço das intenções de uma ideologia que desde que surgiu a única coisa que faz é criticar a sociedade democrática sem jamais apresentar soluções práticas que possam ser usadas em proveito da sociedade.
Tais críticos são socialistas, marxistas, mas, sobre qual seria o caminho para se chegar a uma socidade socialista boa, que nunca existiu, eles nada dizem, a única coisa que fazem os socialistas é criticar a sociedade democrátia.
O maior exemplo dessa ausência teórica socialista foi Karl Marx, em vez de Marx escrever um livro para mostrar como seria uma sociedade socialista, ele escreveu um livro onde a única coisa que faz é criticar o "capitalismo" e buscar a destruição da sociedade "burguesa".
Sobre o "paraiso" comunista Marx não disse uma palavra de como seria tal sociedade.
Estes são os "críticos", gente negativa que só pensa em destruir o que existe.


Essa inocente moça entrou na faculdade de geografia no Chile, não terminou o curso, porque virou ativista comunista, fizeram lavagem cerebral na cabeça dela com grande facilidade, e em vez de ela ser uma geógrafa e ajudar na educação de seu povo, ela vai ser uma inútil a serviço da ideologia cega.



A guerra civil espanhola foi uma revolução do proletariado, onde comunistas e anarquistas assumiram o poder e levaram a Espanha para uma matança de 700 mil pessoas, dentre eles muitos jovens estrangeiros que foram para lá em nome da "causa". É apenas isso que o marxismo produz - matança e destruição.


Karl Marx queria destruir a sociedade democrática e liberal, que ele chamava de "sociedade burguesa", através da revolução do proletariado, essa forma de "praxis" revolucionária apesar de dezenas de tentativas práticas, como a guerra civil espanhola, não se mostrou correta para atingir os objetivos de Karl Marx, em vista dessas sucessivas derrotas os "intelectuais" marxistas mudaram de estratégia e passaram a agir sobre a cultura ocidental, dai surgiu o "marxismo cultural" que tem como meta destruir os pilares da sociedade ocidental - a filosofia grega, o direito romano e a família centrada na moral judaico-cristã.


O marxismo cultural deu como culpados de Marx não ter sido aceito no ocidente a família, a filosofia grega e o direito romano... e 80 anos já, os marxistas "culturais" estão em campo para destruir estas instituições da cultural ocidental, estão conseguindo...


Os "intelectuais" do marxismo cultural criaram milhares de teorias e estratégias "culturais" para com elas destruir a cultura ocidental e mudar o "senso comum" da humanidade, com isso eles esperam que os desejos de Karl finalmente sejam realizados.


Os marxistas "culturais" criticam tudo na cultura ocidental, nada presta para eles, o motivo sabemos, a cultura ocidental não aceitou a ditadura socialista que eles queriam implantar em todo o mundo. Querem destruir mas não fazem a menor ideia de como será a sociedade que colocarão no lugar, a única coisa que sabem, igual Marx, é que existirá a ditadura do proletariado.


Um grupo de "intelectuais" marxistas fundou em 1924 dentro da Universidade de Frankfurt na Alemanha o "Instituto de Estudos Sociais", que era uma associação com participação exclusiva de marxistas e que tinha a intenção de imaginar formas "culturais" para denegrir as instituições da sociedade ocidental.
Esse grupo ficou conhecido como "escola de Frankfurt" e seu último presidente na Alemanha, entre 1930-1933, foi Max Horkheimer (1895–1973), um judeu alemão ateu e marxista, Horkheimer entre 1930 e 1933 entre seus primeiros trabalhos criou os preceitos da "teoria crítica", os quais seriam editados como ensaio com o título "Teoria Tradicional e Teoria Crítica" (Traditionelle und kritische Theorie) e publicado na revista "Zeitschrift fur Sozialforschung" em 1937, já exilado no EUA, e nele Horkheimer estabeleceu os princípios e estratégias do que hoje é chamado de "criticismo" e que passou a ser "ensinado" nas universidades.


Ai estão em primeiro plano Horkheimer e Adorno, e no fundo os demais "intelectuais" de Frankfurt, estão muito animados confabulando! Eles estavam certos que estavam fazendo uma coisa muito importante... queriam mudar o mundo. É interessante, queriam mudar o mundo mas na prática o que queriam mesmo era destruir o mundo, e trabalharam muito para essa destruição.


A "escola" existiu até 1933, pois nesse ano o nazismo assumiu o poder na Alemanha e fechou a "escola" por ser sabidamente de tendência marxista/comunista.
Horkheimer, e os demais "intelectuais" marxistas da "escola", dentre eles Adorno e Marcuse, no ano seguinte, 1934, foram para o EUA e lá continuaram a sua ação "cultural" nas universidades norte-americanas.
A penetração de tais idéias dentro do meio universitário e cultural foi enorme e suas idéias, devido a influência da cultura norte-americana no mundo, se propagaram para toda a América e dai para todo o mundo.
Devido a isso é que surgiram os atuais "críticos", que nem mesmo sabem que estão sendo usados a serviço da "praxis" marxista, tais alienados "críticos" nem mesmo sabem os mentores de tal "crítica" não tenham nenhuma intenção de melhorar o mundo com a sua "crítica", mas sim, tenham a intenção de destruir toda a sociedade ocidental que segundo eles é uma "sociedade burguesa" opressora.

Antes de comentarmos algumas coisas que os atuais "críticos" dizem vamos colocar um popular texto de Horkheimer, encontrado em muitos sites da Internet, e que nos dá a idéia básica da "teoria crítica" feita por ele e que é a origem de todo o "criticismo" atual.
Em seguida iremos demonstrar que essa teoria é falsa, possui uma premissa mentirosa, e pode ser facilmente demonstrada a sua incoerência.

Este texto de Horkheimer foi colocado na segunda parte do ensaio feito em conjunto com Hebert Marcuse no ano de 1937 e publicado no "Jornal de Pesquisa Social" (Zeitschrift für Sozialforschung), também foi lançado como livro com o título em alemão "Philosophie und kritische Theorie" (Filosofia e Teoria Crítica).

Site para venda do livro atualmente:
http://www.amazon.co.uk/Filosofia-critica-Herbert-Marcuse-Horkheimer/dp/8806164716/ref=sr_1_2?s=books&ie=UTF8&qid=1335118832&sr=1-2


Filosofia e Teoria Crítica


Colocamos a seguir o trecho citado:

“Em meu ensaio “Teoria Tradicional e Teoria Crítica” apontei a diferença entre dois métodos gnosiológicos.
Um foi fundamentado no Discours de la Méthode [Discurso sobre o Método], cujo jubileu de publicação se comemorou neste ano, e o outro, na crítica da economia política.
A teoria em sentido tradicional, cartesiano, como a que se encontra em vigor em todas as ciências especializadas,
organiza a experiência à base da formulação de questões que surgem em conexão com a reprodução da vida dentro da sociedade atual.
Os sistemas das disciplinas contêm os conhecimentos de tal forma que, sob circunstâncias dadas, são aplicáveis ao maior número possível de ocasiões.
A gênese social dos problemas, as situações reais, nas quais a ciência é empregada e os fins perseguidos em sua aplicação, são por ela mesma considerada exteriores.
– A teoria crítica da sociedade, ao contrário, tem como objeto os homens como produtores de todas as formas históricas de vida.
As situações efetivas, nas quais a ciência se baseia, não é para ela uma coisa dada, cujo único problema estaria na mera constatação e previsão segundo as leis da probabilidade.
O que é dado não depende apenas da natureza, mas também do poder do homem sobre ela. Os objetos e a espécie de percepção, a formulação de questões e o sentido da resposta dão provas da atividade humana e do grau de seu poder."


Antes de comentarmos o texto em si vamos apresentar uma "curiosidade" sobre ele.
Este texto aparece em muitos sites na Internet, e neles a data de autoria do texto nunca é 1937!
São dadas outras datas, em especial 1968, vejamos alguns sites:

No site do "Grupo de pesquisa teoria crítica e educação":
http://www.unimep.br/teoriacritica/index.php?fid=116&ct=2636
No final temos:
"(Horkheimer, Filosofia e Teoria Crítica, 1968b, p. 163)"

No site "A COMUNA":
http://www.acomuna.net/index.php/contra-corrente/2699-f-de-fatima-a-batalha-ideologica-em-directo
No final temos:
"(Max Horkheimer, Filosofia e Teoria Crítica, 1968, em Textos Escolhidos, Coleção Os Pensadores, p. 163)"

No site "Psicologia USP":
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-65641997000100002
No final temos:
"(Horkheimer, 1989a, p.69)"

Na wikipédia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_cr%C3%ADtica_da_sociedade
No final temos:
"(Max Horkheimer, Filosofia e Teoria Crítica, 1968, em Textos Escolhidos, Coleção Os Pensadores, p. 163)"

No site "ÂMBITO JURÍDICO":
http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=4856
No final temos:
"HORKHEIMER, Max. Teoria Tradicional e Teoria Crítica. In: Horkheimer/Adorno. 5ª ed. São Paulo: Nova Cultural, 1991(Os Pensadores, 16). p. 69."

No site da FGV:
http://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/3302/000340752.pdf.txt?sequence=2
No final temos:
"(HORKHEIMER at alii, 1989:69)."


É interessante ver essa discrepância de datas para o texto, uma vez que no próprio texto Horkheimer diz:
"Um foi fundamentado no Discours de la Méthode [Discurso sobre o Método], cujo jubileu de publicação se comemorou neste ano"...
Como o livro de Descartes foi publicado em 1637 e "jubileu" é comemorado de 50 em 50 anos, em 1937 foi comemorado o sexto jubileu de publicação, como o outro jubileu no século XX seria em 1987, e Horkheimer faleceu em 1973, o jubileu que Horkheimer se refere só pode ser o de 1937, que é o ano que ele escreveu o texto.

Em vista disso podemos perguntar - por que existe essa discrepância na data de publicação ?
- Quem lida com o marxismo está acostumado com estas coisas... são "sutilezas" que o marxismo usa quando quer "transformar" uma mentira em verdade.
Eles chamam isso de "desconstrução"...
O motivo é que Horkheimer a partir da década de 1960 - mudou a sua opinião.
No final de sua vida, depois de ver as atrocidades praticadas por marxistas em dezenas de países onde assumiram o poder, em especial o que estava sendo feito na ditadura socialista na Alemanha Oriental, Horkheimer mudou consideravelmente suas idéias negativas e destrutivas colocadas na teoria crítica, na revolta estudantil de 1968 ele se distanciou dos socialistas e não participou dos protestos.
Adorno também, desiludido, não participou.
Vejamos as palavras de Horkheimer em um Prefácio de 1968 que ele assinou:

"Proteger, preservar e, onde for possível, ampliar a liberdade efêmera e limitada do indivíduo face à ameaça crescente a essa liberdade é uma tarefa muito mais urgente que sua negação abstrata, ou o pôr em perigo essa liberdade com ações que não tem esperança de sucesso".
Max Horkheimer; Prefácio da nova edição de Coletânea de Ensaios escritos entre 1932 a 1941; Abril de 1968.

Mesmo texto em inglês:
"To protect, preserv, and, where possible, extend the limited and ephemeral freedom of the individual in the face of the growing threat to it is far from for urgent a task than to issue abstract of denunciations of it or to endanger it by actions that have no hope of succees."
"Critical Ecologies" Edited by Andrew Biro
Fonte: http://books.google.com.br/

"... que sua negação abstrata,"

Os "intelectuais" marxistas querem esconder isso, e a malandragem da alteração da data de publicação do texto de Horkheimer no ensaio "Filosofia e Teoria Crítica" é para fazer parecer que mesmo em 1968 ou em anos subsequentes Horkheimer ainda continuava a pensar da mesma forma.
Eles querem esconder que Horkheimer chegou a conclusão de que o que eles faziam era uma "negação abstrata".
Essa desonestidade é comum no marxismo, marxistas não dão importância para a ética, por isso podem fazer isso sem problemas, está de acordo com a "praxis", leitores inocentes, crédulos ou que desconhecem a "praxis" do marxismo são enganados, mas, leitores experientes descobrem com facilidade a fraude.

A relação das obras de Horkheimer pode ser encontrada no site da Universidade de Stanford.
http://plato.stanford.edu/entries/horkheimer/


Comentando o texto de Horkheimer no livro "Filosofia e Teoria Crítica".

Isso que Horkheimer disse não é verdade.
Não é verdade que a teoria de Descartes esteja em todas as ciências.
Horkheimer não demonstrou essa sua premissa, ele não fez uma análise científica ou dialética para demonstrar o que ele afirma.
Não é verdade que as ciências sociais estão submetidas ao mesmo processo científico que as ciências naturais!
Vamos demonstrar essa falsidade a seguir.
Trata-se apenas de uma opinião a serviço de uma intenção ideológica - pré-definida - de Horkheimer, a ideologia marxista.


Comentários sobre o texto original de Horkheimer da "Teoria Tradicional e Teoria Crítica".

Vamos colocar e comentar a seguir o texto original contido nas páginas iniciais do seu livro "Teoria tradicional e teoria crítica" e vamos ver se nele Horkheimer justifica de forma concreta a sua opinião.
Eis o texto:

O que é "teoria"?
A pergunta parece um tanto fácil para a ciência contemporânea.
Teoria para a maioria dos pesquisadores é a soma total de proposições acerca de um assunto, basicamente as proposições vão sendo ligadas uma com as outras e as demais passam a derivar delas. [c1]
Quanto menor o número de princípios primários em comparação com as derivações, mais perfeito é a teoria.
A real validade da teoria depende das proposições derivadas estarem em consonância com os fatos atuais.
Se a experiência contradiz a teoria, um dos dois deve ser reexaminado.
Ou o cientista deixou de observar corretamente ou alguma coisa está errada com os princípios da teoria.
[c2]
Em relação aos fatos, portanto, uma teoria permanece sempre uma hipótese.
É preciso estar pronto para alterá-la se após os testes ela se mostra i8mperfeita.
[c3]
Uma teoria é armazenamento de conhecimento, é necessário coloca-la de uma forma que o torne útil e descreva da forma mais precisa possível os fatos.
Poincaré compara a ciência a uma biblioteca que possa ser expandida.
A Física Experimental é o bibliotecário, que cuida das aquisições, isto é, o conhecimento enriquece através do fornecimento de material novo.
A Física e a Matemática são o cerne da teoria da ciência natural [c4], mantém a rota, sem uma direção uma teoria não teria acesso ao rico conteúdo da biblioteca.
"Esse é o papel da física matemática.
Deve direcionar as generalizações, de modo a aumentar o que eu chamei só agora de "produção de ciência". 1
O objetivo geral de toda teoria é uma ciência universal sistemática, não se limitando a um determinado assunto

importante, mas sim, abraçando todos os objetos possíveis.
A divisão das ciências em áreas especiais está sendo arruinada por derivar os das mesmas premissas básicas. [c5]
O mesmo aparato conceitual que foi elaborado para a análise da natureza inanimada está servindo para classificar a natureza animada
[c6], bem como, e qualquer pessoa que tenha uma vez dominado o uso do mesmo, isto é, as regras para derivação, os símbolos, o processo de comparação das proposições derivadas com os fatos observáveis, pode usá-lo [o mesmo aparato conceitual] a qualquer momento.
Mas estamos ainda bastante longe de uma situação ideal.
Isso, em linhas gerais, é a idéia amplamente aceita do que é teoria.
Suas origens supostamente coincidir com o início da filosofia moderna.
A terceira máxima no método científico de Descartes é onde me baseio
[c7] para manter minhas reflexões na devida ordem, começando com os objetos mais simples e fáceis de compreender, de forma a aumentar pouco a pouco, degrau por degrau, para chegar a conhecimentos mais complexos, assumindo uma forma, mesmo parecendo ser fictício, entre aqueles que não seguem uma sequência natural em relação ao outro.
A derivação como geralmente é praticada na matemática está sendo adotada para toda a ciência. [c8]
A ordem do mundo é capturada por uma corrente de pensamento dedutivo.
Essas longas cadeias de raciocínio dedutivo, simples e fácil como elas são, das quais matemáticos fazem uso a fim de chegar às mais difíceis demonstrações, induziu-me a imaginar que todas essas coisas que entram no conhecimento dos homens poderiam muito provavelmente ser mutuamente relacionadas da mesma maneira, e que, faz com que recebamos as coisas como verdadeiras e que na verdade não é bem assim, e sempre mantém a ordem que é necessário chegar a uma conclusão a partir de outra, ela não pode ser tão remoto que não possamos chegar até ela, nem tão escondida que não possamos descobrir-la.2 [c9]
Dependendo do olhar lógico próprio da filosofia geral, as proposições mais universais a partir das quais começam as deduções são eles próprios considerados como provas experimentais, como

induções (como em John Stuart Mill), como percepções evidentes (como nas escolas racionalistas e fenomenológica), ou como postulados arbitrárias (como na abordagem axiomática moderna).
Na lógica mais avançada da atualidade, como é representada pela lógica de Husserl, a teoria é definido "como um sistema fechado de proposições para uma ciência como um todo". 3 [c10]
Teoria no sentido mais amplo é "a, sistematicamente ligada a um conjunto de proposições e toma a forma de uma dedução sistemática unificada." 4, a ciência é "uma determinada totalidade de proposições ..., emergindo em uma ou outra forma de trabalho teórico, na ordem sistemática de proposições que uma determinada totalidade de objetos adquire definição". 5
O requisito básico que qualquer sistema teórico deve satisfazer é que todas as partes devem se relacionar completamente e sem atrito.
Harmonia, que inclui falta de contradições, e a ausência do supérfluo, elementos puramente dogmáticas [c11], que não têm influência sobre os fenômenos observáveis, são condições necessárias, de acordo com Weyl. 6

.....

Além disso, o sujeito pensante não é o lugar onde o conhecimento e objeto coincidem, nem, consequentemente, o ponto de partida para alcançar conhecimento absoluto [c12].
Tal ilusão sobre o sujeito pensante, em que o idealismo tem vivido desde Descartes, é a ideologia, no sentido estrito, pois nela a liberdade limitada do indivíduo burguês é colocada de forma ilusória como sendo de perfeita liberdade e autonomia. [c13]
Por uma questão de fato, no entanto, numa sociedade que é pouco transparente e sem auto-consciência do ego, se ativa apenas como pensador ou também de outras formas, é também insegura de si mesma.
Na reflexão sobre o homem, sujeito e objeto estão separados; sua identidade está no futuro, não no presente.
O método que leva a essa identificação pode ser chamado de explicação em linguagem cartesiana, mas na explicação do pensamento genuinamente crítico significa não só um processo lógico, mas um processo histórico concreto também. [c14]
Na trajetória tanto a estrutura social como um todo e a relação do teórico para a sociedade são alteradas, de forma que o sujeito e o papel de pensamento são alteradas. [c15]



Teoria Tradicional e Teoria Crítica


Vamos comentar os textos em negrito.
[c1]
Sim, mas em nenhum momento isto significa que TODAS as teorias partem de um ponto único.
A Teoria da Relatividade parte de um ponto, e a Teoria Quântica parte de outro ponto diferente.
Ambas as teorias são discordantes, a Teoria psicanalítica parte de outro ponto completamente diferente das duas citadas.
Portanto, não seguem um princípio comum como Horkheimer apregoa, ele está equivocado em sua interpretação do que vem a ser teoria.
Acreditamos piamente que ele está - intencionalmente - equivocado.
[c2]
Exato, para que a ciência possa usar uma teoria ela precisa se mostrar correta, para comprovar isso ela é testada, o teste, nada mais é que uma forma crítica de avaliar a teoria, o cientista não confia nela, para aceita-la antes ele precisa critica-la, e o faz de forma concreta, através do teste empírico, e não da simples crítica pela crítica como o marxismo faz.
Vamos lembrar que estamos falando de ciência natural e não de ciência social ou humana.
[c3]
Exato, qualquer que seja a teoria ela jamais será dada como perfeita, apenas o marxismo se supõe perfeito, a ciência da sociedade liberal não se acha perfeita, e os cientistas "tradicionais" sempre estarão prontos a criticar uma teoria que achem estar incorreta, mas o fazem de forma concreta, fazem uma crítica construtiva visando melhorar a teoria. Ao contrario, o marxismo, apenas critica, o marxismo faz uma crítica inútil, negativa, que nunca propõe solução a nada, a crítica marxista é apenas destrutiva, e esta característica é muito fácil de entender - a crítica marxista é destrutiva porque o marxismo quer destruir a sociedade ocidental.
[c4]
Sim, das ciências naturais, e não das ciências humanas.
[c5]
Não é verdade. Horkheimer não demonstrou e conceituou nada, apenas opinou.
Como já foi dito, a Teoria da Relatividade, a Teoria Quântica e a Teoria Psicanalítica não usam o mesmo método e não partem da mesma premissa, são teorias científicas que partem de pontos diferentes, não são recorrentes, são concorrentes. Cada uma delas tem um método próprio.
[c6]
Isso não é verdade.
Auguste Comte, o fundador das ciências sociais, da sociologia, não usa o Racionalismo de Descartes, pelo contrário, é contra o emprego dele nas ciências humanas.
[c7]
Isso é o que é amplamente aceito - para as ciências naturais.
Para as ciências humanos esse aparato não é usado.
Descartes fez quatro "máximas" em seu livro, Horkheimer se preocupa apenas com a terceira, então, vamos colocar a seguir a "terceira máxima" de Descartes:

"O terceiro, o de conduzir por ordem meus pensamentos, iniciando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para elevar-me, pouco a pouco, como galgando degraus, até o conhecimento dos mais compostos, e presumindo até mesmo uma ordem entre os que não se precedem naturalmente uns aos outros."

Esse procedimento que Descartes acha correto na verdade é uma forma universal de agir na espécie humana.
Se estivermos diante de algo complexo para explicar não vamos começar pela parte mais difícil, vamos começar pelas partes mais fáceis, isso não foi Descartes que inventou, Descartes apenas o ressaltou, essa forma de agir faz parte do agir humano, e não existe nada errado com ela.
Entretanto isso não é usado para tudo, é usado em certas situações onde há a necessidade de termos esse procedimento, por exemplo se um pesquisador está pesquisando na área genética, ele não vai desconsiderar o que já existe, não pode fazer isso, a não ser que pretenda iniciar um novo ramo dentro da genética.
No caso da Psicanálise, Freud não agiu dessa forma (terceira máxima), porque ele estava fazendo algo novo, Freud começou não pelo mais fácil, começou pela sua percepção acurada na identificação das partes componentes da mente humana.
Freud começou indo direto ao fundo da complexidade da mente humana, local onde ninguém antes dele tinha penetrado.
Freud e seu método psicanalítico refutam por completo a alegação de Horkheimer.
[c8]
Essa é uma afirmação inverídica e irresponsável.
Seria excelente que Horkheimer provasse que a Psicanálise usa a terceira máxima de Descartes...
Seria muito útil que Horkheimer provasse que a Teoria Quântica de Schrödinger usa a terceira máxima de Descartes.
Seria excelente para a verdade se o marxista Horkheimer provasse que a Teoria Quântica da Probabilidade tem como base a terceira máxima de Descartes...
Seria muito bom se o "intelectual" Horkheimer, que está a serviço da ideologia marxista, provasse que Auguste Comte quando da fundação da Sociologia usou a terceira máxima de Descartes.
Mas, Horkheimer não faz isso, tal qual o "mestre" Karl Marx ele apenas decreta "o que é", mas, não demonstra nada.
[c9]
Isso é ideologia marxista em seu mais alto grau!
São acusações irresponsáveis sem nenhuma base em provas científicas, tal como Marx, Horkheimer vai enumerando suas acusações sem dar a mais leve demonstração que tais acusações mereçam crédito.
[c10]
Husserl está dizendo "para UMA ciência como um todo", Husserl NÃO esta dizendo "para TODAS as ciências".
Alias, Husserl está dizendo uma coisa óbvia, quando Freud estabeleceu os princípios da sua teoria, ele estabeleceu os princípios - para sua ciência - como um todo, Freud não estabeleceu princípios para a Fenomenologia de Husserl.
[c11]
Dogmática é a ideologia marxista a quem ele está a serviço.
[c12]
É hilário ver um marxista falar em conhecimento!
O marxismo não busca conhecimento algum, tudo no marxismo é feito em função da revolução do proletariado e não do conhecimento!
Karl Marx inicia o seu "Manifesto Comunista" com as seguintes palavras: "Um fantasma ronda a Europa - o fantasma do comunismo."... não existe nada no "Manifesto Comunista" que tenha a mais leve intenção de conhecimento... só existe ânsia por vingança.


A muitos anos Hollywood faz filmes com o presidente do EUA sendo um afro-descedente e filmes com a destruição do mundo, essa "tendência" foi influência direta de Adorno, que por algum tempo esteve hospedado lá.


O marxismo tem uma única intenção - destruir a cultura ocidental que segundo eles é a causa das idéias do "mestre" não terem sido aceitas no ocidente (foram aceitas no oriente, Rússia e a URSS, China, etc), desta forma é uma piada um marxista falar em conhecimento.
A "teoria crítica" a única coisa que faz é tentar denegrir tudo que existe na cultura ocidental, com a conhecida intenção de a destruir para que com essa destruição o marxismo domine no mundo.

Karl Marx teve apenas um desejo na vida - destruir a sociedade que ele odiava, e odiava por razões pessoais.


[c13]
Neste ponto Horkheimer deu mostras da sua loucura ideológica, ele diz que Descartes é ideologia!
E usa a palavra "burguês" com preconceito e ódio ideológico.
[c14]
Ele quer por a história no meio porque ele quer introduzir o "materialismo histórico" marxista na conversa.
A ciência natural não necessita de "interpretação histórica", necessita apenas de provas concretas.
E as ciências humanas também não precisam colocar a "luta de classes" marxista, da qual supostamente a história é movida segundo a doutrina marxista. A tal "luta de classes" leva sempre ao mesmo lugar - a revolução do proletariado, e o que os humanos de bom senso no mundo querem não é revolução, é desenvolvimento cultural e econômico.
[c15]
De uma acusação irresponsável a outra Horkheimer vai despejando a sua ideologia marxista ao longo do texto até o fim dele.
Não conceitua cientificamente nada do que fala, apenas põe para fora a sua ideologia cega.
Não precisamos mais ver isso, já tivemos o suficiente para demonstrar a falsidade da "teoria crítica" do marxista Horkheimer.


Conclusão

Os marxistas da "escola de Frankfurt" que fizeram a "teoria crítica" depois de seu lançamento em 1937 imaginaram dezenas de "críticas" a sociedade ocidental, talvez o mais famoso escrito deles seja a "Dialética do iluminismo" escrito por Horkheimer e Adorno, e concorrendo com ele temos o "conceito" de "desconstrução" elaborado pelo marxista francês Jacques Derrida.

No primeiro podemos identificar com facilidade o sentimento que os moveu - é um enorme desconforto com a modernidade, é um profundo ressentimento contra o progresso e excelente qualidade de vida que os autores viram ao chegarem no EUA fugidos do nazismo... em vez de agradecerem a sociedade que lhes estava dando abrigo, a odiaram extremamente, e neste livro fazem uma pesada crítica contra ela, em especial se voltaram contra o maior valor da sociedade norte-americana - a liberdade democrática, a imprensa e as artes, em especial direcionaram sua crítica contra o cinema. Para os marxistas tanto a imprensa quantos as artes em geral estavam a serviço da alienação do povo para manter a opressão contra ele.
Sem dúvida isso beira a loucura... pois eles estavam dizendo isso da nação onde o povo desfrutava de total liberdade de expressão e tinha excelente cultura e qualidade de vida!
Os marxistas criticavam, criticavam, mas, jamais apresentaram uma argumentação que mostrasse de forma concreta, por exemplo, do por que o cinema ser uma coisa ruim, ou do por que o cinema trás alienação, jamais demonstraram isso, a crítica dos marxistas sempre foi vazia e desprovida de qualquer comprovação com a verdade factual.


Livro de Adorno condenando o cinema e outras coisas mais.


No segundo caso é talvez a mais diabólica invenção do marxismo!
A "desconstrução" permite ao marxista mudar qualquer coisa no âmbito cultural, eles podem desconstruir Shakespeare e transforma-lo em um machista, ou podem desconstruir Camões e transforma-lo em um colonialista, e assim fizeram com milhares de autores, no Brasil a maior "obra" do desconstrucionismo foi a mudança total do ensino de história, na História do Brasil uma das maiores "produções" do desconstrucionismo foi dizer que na Guerra do Paraguai o Brasil era um país imperialista e o Paraguai "progressista" uma vítima do Brasil.

Depois de 80 anos de "teoria crítica" os seus seguidores continuam na mesma toada, criticam tudo, mas não apresentam solução para nada.
A ação dos "críticos" é unicamente negativa, destrutiva.
Porém, em sua loucura ideológica os "criticistas" atribuem a eles mesmos qualidades superiores, eles se acham pessoas superiores pelo fato de serem críticos.
Por mais que procuremos algo de útil para a sociedade vindo desse bando de alienados - não se encontra nada - mas eles continuam a se acharem o máximo.
É nada mais que uma patologia, uma ilusão, e em sendo uma ilusão enraizada é uma neurose.
Freud explica.


Criticismo atual


Um dos muitos "críticos" hollywoodianos, Michel Moore, não tem talento para fazer bons filmes... dai resolveu ser "ativista".


Depois de mostrarmos a origem do "senso crítico" podemos agora mostrar alguma coisa do que dizem os alienados defensores do "criticismo" no mundo atual.
A seguir colocamos um texto encontrado em um site da Internet de um desses "críticos", vamos separar o texto em partes e comentar.

"A criticidade manifesta-se de várias formas.
A criticidade óptica atua pelo olhar.
O olhar crítico desvenda as entranhas da realidade. Capta a intimidade, dedilha nervuras. Olhar crítico não só registra o que aparece, mas sobretudo garimpa o que se esconde. O olhar crítico não se detém na configuração dos fatos, mas esmiúça-lhes as motivações. Descobre o sutil.
Sabe lidar com ciladas. Debulha a espiga capciosa. O olhar crítico desfia urdiduras para destrançar trapaças. Desaponta os que escorregam sob a penumbra. Surpreende os astutos."


Comentário:
Diante dessa descrição do que vem a ser o "olhar crítico" ficamos certos de que o olhar da Mona Lisa pode ser desprezado diante do "olhar crítico", ou mesmo o olhar de Shakespeare sobre Hamlet é uma quimera, e o olhar de Freud diante no ego humano é uma coisa diminuta tamanha a beleza do "olhar crítico".
Nem o olhar do Super Homem tem tamanhos poderes diante do "olhar crítico" de um marxista!
Como um ser humano pode transformar seu olhar de simples mortal nesse olhar divinamente maravilhoso... eles não dizem, é segredo, eles guardam apenas para si essa maravilha.

"A criticidade hermenêutica é o conhecimento interpretativo, é a compreensão que vai além do simples olhar. Há olhar embasbacado. Mas não basta ver fatos e procedimentos. Importa extrair deles o significado real, as motivações ocultas. Os mesmos fatos podem abrigar razões diferentes. Alguém comparece a garante que vai resolver os problemas da sociedade. Mas qual é o verdadeiro sentido dessa promessa: É aí que se situa a criticidade. Ver e ouvir estão ao alcance de quase todos. Mas é preciso avaliar o que está escondido naquele ver e ouvir. A sociedade seria muito diferente se praticasse a criticidade hermenêutica, se fosse além das rotulagens que embrulham a população. Não basta ver o acontecimento. O principal é descobrir o que está por trás do acontecimento."

Comentário:
O espetacular poder do "olhar crítico" perto da "criticidade hermenêutica" passa a ser um "simples olhar"!
O grande poder dessa modalidade é penetrar no "oculto", ver o que ninguém vê...
Sim, tenho toda certeza que eles possuem esse "dom", afinal, são doentes mentais, neuróticos, podem ver o que quiserem ver, a realidade pára eles não existe.

"A criticidade kairológica fundamenta a opção. É indispensável que o senso crítico embase solidamente a decisão humana. Perante determinados cenários, as pessoas são provocadas a aderir ou a rejeitar, a concordar ou a discordar. Decidir é definir-se existencial, social e historicamente. Escolher exige apurada criticidade. Muitos aderem a proposta sem avaliação crítica. E empenham apoio em projetos que irão prejudicar a sociedade. Avalizam ingenuamente ou maliciosamente propostas que depois se mostrarão nocivas. A falta de decisão crítica tem legitimado ditaduras políticas, economias selvagens, práticas corruptas e calamidades sociais."

Comentário:
Kairos é o deus grego do tempo, sua habilidade é o senso de oportunidade, os marxistas mudaram um pouco o sentido para "decisão", não entenderam que senso de oportunidade não tem a ver necessariamente com decisão. Para um crítico marxista decidir é algo universal, e em especial, não poderia deixar de ser, é "histórico"... então, a decisão de ver um filme ou não, passa a ser algo existencial e histórico! Não é a toa que marxistas não tem habilidade para gerir uma economia ou empresas, decidir para eles é algo tão importante que exige deles "apurada criticidade", que com certeza demora, e quando a decisão finalmente é tomada, ela já está obsoleta.
No final, na parte grifada, ficamos pensando se Fidel Castro, o ditador marxista cubano, não tem senso crítico? Pois afinal ele criou uma das mais grotescas ditaduras socialista que já existiram!

"A criticidade praxiológica estimula e orienta o agir humano. Há ações que constróem e ações que destroem.
Há atividades que promovem a vida e atividades que a devastam. A criticidade suscita atitudes que amadurecem pessoas e sociedades. É aliada da autonomia humana."


Comentário:
Os marxistas fundadores da "teoria crítica" não devem ter este maravilhoso dom! Uma vez que a única coisa que querem é destruir a sociedade ocidental. Marx também não tinha, pois queria destruir tudo e colocar no lugar uma ditadura.

"Criticidade emancipatória, que leva o ser humano a tornar-se agente de emancipação individual e coletiva. A criticidade tem paixão pela verdade e pela liberdade. Não quer o ser humano cego nem escravo. Mas lúcido e autônomo."

Comentário:
Marx e Lenin tinham a mentira e o cinismo como principais ferramentas de ação, em todas as nações do mundo em que marxistas "críticos" assumiram o poder eles criaram ditaduras socialista que acabaram por completo com a liberdade.

E assim chegamos ao fim dos relatos dessa coisa sublime que é o "criticismo", tenho certeza que todos aqueles que tem bom senso perceberam que estamos diante de uma mente que reside fora da realidade, a descrição apresentada se parece com a descrição das belezas de um rolo de papel higiênico feitas por alguém que acabou de fumar um belo baseado e o mundo passou a ser colorido!

E é essa irrealidade, essa fantasia, essa ilusão neurótica que foi propagada pela humanidade e hoje em dia está presente em quase tudo, e contra a qual as pessoas lúcidas do mundo deveriam lutar, porque o que eles querem é destruir tudo que existe.


Isso é o que o marxismo deseja - a destruição da humanidade, Hollywood, diretamente influenciado por ele, nada mais faz que expressar esse desejo.



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