A alienação

A alienação

sexta-feira, 1 de março de 2013

O que aconteceu no Vaticano não foi uma renúncia do Papa, foi um golpe de estado


O Papa Bento XVI apresentou inicialmente uma carta onde explica o suposto motivo da renúncia, colocamos abaixo o trecho da carta:

"Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério de Pedro."

Este suposto motivo é por demais incoerente com a opinião anterior do Papa, que em diversas ocasiões se manifestou contra a permissão de renúncia, em especial no caso do "papa negro".
Alem disso nas suas aparições posteriores ao anúncio da renúncia o Papa não demonstrou fragilidade de qualquer tipo alem das normais para pessoas da sua idade, o Papa se locomove sem problemas e fala normalmente com voz normal e plenamente consciente.
Alem disso também, mesmo que o Papa estivesse doente isso não seria a primeira vez que um Papa ficou doente, isso não é motivo para renúncia, o Vaticano tem uma poderosa estrutura administrativa e funciona independente da ação papal, desde que o Papa possa falar ele pode continuar normalmente no trono.

Desta forma, o motivo apresentado inicialmente não é verdadeiro, as razões reais o Papa as disse no seu sermão falado durante a missa do dia 12 de Fevereiro onde o Papa criticou severamente os “hipócritas na Igreja", as "cisões internas" e “aqueles que desfiguram o rosto da Igreja”.
E ainda mais, o Papa se referiu ao “o lixo que se acumula na Santa Sé".

O Papa porém, não pode dizer quem é esse lixo, quem são os hipócritas e quem são aqueles que desfiguram a igreja... devido a essa impotência, foi obrigado a renunciar.
Ou seja, aconteceu um golpe de estado no Vaticano.


Tanto João Paulo II como Bento XVI foram papas "conservadores", Bento XVI combateu severamente os "liberais" da "teologia da libertação".
Os últimos papas nada disseram contra os regimes militares que existiram na América Latina no século XX e por isso o clero nestas nações é desprezado hoje em dia pelos esquerdistas que tomaram o poder por toda a América Latina.
Esse desprezo se estende por todo o Ocidente que na atualidade tem forte influência "liberal" e tem no atual governo de Obama no EUA sua maior vitória política.

É conveniente neste momento definirmos o que vem a ser "conservador" e "liberal" no âmbito da igreja católica.
"Conservadores" são a parte do clero que defendem que a boa ventura humana só acontece no céu, junto a deus, na terra o desapego material deve ser a norma para o fiel.  A vida reclusa e pobre dos monges é o exemplo disso.
"Liberais" são a parte do clero que defendem os direitos dos gays, o feminismo, o uso de camizinha, o divórcio, o aborto, as minorias em geral, ou seja, são os membros da "teologia da libertação", o fruto da atuação do "marxismo cultural" dentro da igreja católica nestes últimos 80 anos com a intenção de  destruir uma das bases da cultura ocidental - a moral judaico-cristã e a família nela centrada.

Dentro da igreja, por todo o mundo, existe uma luta surda entre estes dois grupos a já 80 anos, desde a década de 1930 quando os "intelectuais" marxistas elegeram as bases da cultura ocidental (o Direito Romano, a Filosofia Grega, a Moral Judaico-cristã e a família "burguesa" fruto desta última) que deveriam ser destruídas pois eram, segundo eles, a causa do marxismo/comunismo não ter sido aceito no mundo ocidental.

Essa luta na atualidade está atingindo seu climax porque a ideologia marxista "cultural" corrompeu todas as instituições da cultura ocidental, em especial o ensino, ocupou toda a midia e universidades, ocupou todos os órgãos internacionais, em especial a ONU e o FMI, e assumiu o poder político por toda a América e na maioria das nações da Europa.
Em virtude disso o Vaticano "conservador" está de mãos amarradas, pois se quiser algo do presidente do EUA, isso vai ser difícil de obter, pois Obana é "liberal", se quer algo do Brasil, vai ser difícil, pois o Brasil foi tomado por "liberais", mesma coisa na Argentina, etc.

Os "liberais" da igreja católica possuem por trás deles enorme poder político...
Poder este que usaram para dar um golpe de estado no Vaticano.
Acredito que o próximo Papa será diferente dos anteriores, será "liberal' e provavelmente fará um concílio para liberar geral.


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