A alienação

A alienação

terça-feira, 22 de julho de 2014

Israel e Palestina, vítimas do ódio irracional e da ação do marxismo "cultural", "cultura" esta que produziu os alienados "politicamente corretos" que infiltrados em organizações "sociais" e de "direitos humanos" por toda a sociedade ocidental apoiam bandidos e terroristas




Na Folha de S.Paulo de ontem saiu o artigo semanal do filósofo Luiz Felipe Pondé que comenta aspectos da atual situação na Palestina que reproduzo partes abaixo:

Marketing geopolítico
 21/07/2014 02h00

Uma das últimas modas da mídia foi a Primavera Árabe. Neste caso, quase um caso de estelionato geopolítico. O Egito voltou a ser o que era. A Líbia, terra de tribos, caiu no caos. A Síria estava melhor com o Assad mandando. As mentiras do Bush sobre "smoking guns" no Iraque foram também um estelionato geopolítico. Mas, este, todo mundo reconhece. Já a "primavera árabe", custa a ser vista como é: uma invenção do marketing geopolítico da esquerda de butique.
E este marketing serve para grupos como o Hamas fingirem que querem a paz, quando, na realidade, querem matar os israelenses. Não por acaso, o Hamas louvou o assassinato dos três adolescentes israelenses.
........
Israel é um "anacronismo" contemporâneo. Primeiro porque não faz marketing geopolítico e isso, aliado ao velho antissemitismo hoje travestido de crítica a Israel, cria o caldo no qual grande parte da mídia discute o conflito entre judeus e árabes no Oriente Médio. Os árabes investem pesado em marketing geopolítico. Israel, não.
Importante lembrar que os palestinos são uma cabeça de ponte dos países árabes e do Irã que continuam buscando a eliminação de Israel do mapa da região. O marketing geopolítico árabe oculta este fato. O Hamas não lança foguetes pela criação do Estado Palestino, lança pela destruição do Estado de Israel. Sabia disso?
..........
O filósofo britânico, nascido em Riga, Isaiah Berlin (1909-1997), descreve Israel no artigo "The Origins of Israel" de 1953 (republicado no volume "The Power of Ideas", Princeton University Press, 2000) como um anacronismo porque fundado nos mais puros ideais da "intelligentsia" liberal russa do século 19: liberdade, igualdade, justiça, ciência, democracia, ou seja, a busca de assimilação dos judeus aos modos da vida moderna da Europa ocidental.
..........
Como dizia antes, Israel não trabalha no plano da propaganda geopolítica como o Hamas. O Hamas se esconde atrás da população civil porque sabe que quando Israel é obrigado a revidar, muita gente morre e a mídia internacional embarca de novo no estelionato geopolítico.
......
Quer exemplos? 1. No dia 15 de julho, um hospital em Gaza foi danificado por mísseis. Por quê? Porque o Hamas colocou uma base de lançamento de foguetes contra Israel ao lado do hospital. 2. Você já se perguntou por que só aparece foto de criança chorando em Gaza? 3. Quando Israel lança panfletos dizendo para as famílias saírem de casa por conta de ataques na região, se você sair, o Hamas considerará você colaborador do sionismo.
Os defensores da política de "judeus ao mar" sabem que militarmente perderam todas as guerras, do contrário Israel não existiria mais. Por isso, investiram na mídia: esperam que muitos palestinos morram para dizer que Israel é mau e eles uns "docinhos de coco".

Eu fiz dois comentários no artigo, os coloco abaixo, e em seguida vou fazer outros comentários mais abrangentes:

"A primavera árabe foi só mais um enorme fracasso apoiado pelos "intelectuais" do marxismo "cultural" e pela midia alienada nascida dessa "cultura". Se Israel é um anacronismo os palestinos e árabes também são, por séculos a região toda foi dominada pelo Império Otomano e não existia nação alguma ali a não ser o próprio império, só em 1919 o domínio otomano acabou, mas, logo veio a segunda guerra e só com o fim da guerra fizeram a Resolução 181 da ONU que criou em 1947 os estados de Israel e Palestina."
É recente o "marketing", existiram várias guerras perdidas pelos árabes, dai eles apelaram para o terrorismo de Arafat, que matou judeus até em Olimpíada. Se o Hamas tivesse uma bomba atômica a lançaria contra Israel e mataria todos os judeus. Em Gaza existem muitos "voluntários" estrangeiros, são eles que orientam o Hamas para usar crianças como escudo, tudo é válido em prol da "causa", até extrema covardia. O Ocidente foi ocupado pela hipocrisia do marxismo "cultural" que quer a sua destruição."


Comentário

Como mencionei, desde antes da queda do Império Bizantino, desde a queda de Constantinopla em 1453, hoje Istambul, até 1922 nunca existiu nação alguma na região, tudo era dominado pelo sultão em Istambul, soberano do Império Otomano.

 Domínios do Império Otomano que existiu entre 1299 até 1922

Império Otomano a alguns anos do seu final em 1922.
Vemos claramente que a região da Palestina ainda pertencia aos otomanos.

Então, os palestinos nunca chegaram a ter uma nação na região.

Os judeus tiveram ali uma nação, originados das 12 tribos de Israel, com reis como Saul, Davi, Salomão, desde 3 mil anos atrás.

 As 12 tribos dos Hebreus e sua localização geográfica.

Das 12 tribos dos Hebreus (judeus) resultaram dois reinos,
o Reino de Israel e o Reino de Judá.
Estes reinos foram estabelecidos em 965 a.C. de existiram por 400 anos.

Escavações arqueológicas mostram as ruínas do Aqueduto de Ezequias
construido pelo 13o. rei de Judá, Ezequias, em 701 a.C. para levar água a Jerusalém.

Desde o ano 70 d.C. quando os judeus foram expulsos da região pelo Império Romano e se espalharam pelo mundo, não existiram mais reinos judeus na Palestina.
Em vista dessa realidade, deste fato, não se justifica a alegação de que a região pertencia a este ou aquele povo no início do século XX, não, a região pertenceu por séculos até 1922 ao Império Otomano e a mais ninguém.

O Império Otomano deixou de existir em 1922 após sua derrota na Primeira Guerra Mundial, a região da Palestina ficou sob a guarda da Inglaterra, porém logo veio a Segunda Guerra Mundial e a situação da região só pode ser resolvida em 1947.

Em 1947 as nações do mundo reunidas na ONU fizeram a Resolução 181 que criava dois países na região, Israel e Palestina.

Divisão feita pela ONU em 1947

Na soma total dos territórios de cada país a Israel foi destinado 53% e a Palestina 47%, essa diferença de 6% a favor dos judeus se explica por dois motivos:
Um, grande parte das terras destinadas a Israel faziam parte do Deserto do Sinai e eram desertos;
Dois, para Israel nos próximos anos iriam milhares de judeus de todo o mundo.

Em 1948 viviam na região da Palestina 700 mil judeus e 500 mil árabes, para a Palestina iriam emigrados mais 900 mil árabes de diferentes partes do Oriente Médio, sendo previstas uma população de 1 milhão e 200 mil árabes na Palestina.
Atualmente dentro do Estado de Israel vivem 8 milhões de pessoas sendo que 20,7% são árabes (1 milhão e 655 mil);
Nos territórios palestinos atualmente temos a seguinte população: na Cisjordânia temos 2.535.927 de habitantes, sendo 2.171.927 árabes e 364.000 judeus, em Gaza temos 1.428.757 habitantes sendo 80% deles compostos por refugiados vindos de outras partes do Oriente Médio e 20% são nativos do lugar.
Desta forma atualmente vivem na Palestina entre judeus e árabes as seguintes populações:
judeus = 6 milhões e 764 mil pessoas,
árabes = 5 milhões e 772 mil pessoas,
ou seja, 54% de judeus e 46% de árabes.
Em vista dessas populações atuais a partilha feita pela ONU em 1947 estava perfeitamente correta.

Além destas circunstância, podemos mencionar que nas vastas terras do Oriente Médio em sua maior parte a partir de 1922 foram criados países árabes, como a Arábia Saudita que é um país de grandes proporções territoriais, além do Irã, Iraque, Síria, Jordânia, Egito, Líbano, etc, para os judeus e palestinos foram destinadas pela ONU uma porcentagem muito pequena desse vasto território.

O oriente Médio é um continente grande,
países árabes como Arábia Saudita, Egito, Iraque, Líbia, 
tem grandes áreas de terra,
mesmo assim, não quiseram dar aos judeus um pedaço pequeno 
desse continente para que eles pudessem ter ali a sua nação.

Devemos ressaltar que o que a ONU fez foi criar dois estados, todos os que estavam morando na região iriam continuar a morar sem problemas, ninguém seria expulso de sua casa, é como quando o estado de Goias foi devido em dois sendo fundado o estado de Tocantins, foi uma divisão política, mas, ninguém perdeu sua casa, ficou tudo como estava.

Na Palestina foi a mesma coisa, porém, com a longa guerra de 1948 muitos árabes fugiram da região devido a guerra, e não porque foram expulsos, e se tornaram "refugiados", os árabes que não saíram de Israel continuam lá até hoje, são 1 milhão e 655 mil árabes vivendo em Israel.


Os muçulmanos ficaram com a maior parte das terras do Oriente Médio, não deveriam se importar com a diminuta área de terras dada pela ONU para aos judeus viverem, mas, o problema não era a quantidade de terras, o problema era outro.


Em 1948 os judeus fundaram o Estado de Israel seguindo os critérios estabelecidos pela ONU, porém, no dia seguinte da fundação cinco nações árabes, Líbano, Síria, Iraque, Jordânia e Egito, invadiram com seus exércitos o Estado de Israel com a intenção de "jogar os judeus no mar", não conseguiram, depois de um ano e meio de guerra foi estabelecida uma paz precária.

Cenário da guerra de 1948 mostrando por onde 
os exércitos árabes invadiram Israel

Os árabes não conseguiram destruir Israel, mas, conseguiram destruir o estado destinado aos palestinos, milhares de árabes fugiram da região devido a guerra e se tornaram "refugiados".

Com a paz as terras destinadas a fundação da nação palestina ficaram de posse da Jordânia e do Egito, a Jordânia ficou com a Cisjordânia e o Egito ficou com Gaza, nenhuma dessas nações árabes demonstrou intenção de fundar o estado palestino, elas incorporaram as terras palestinas a seus territórios . 

Gaza e a Cisjordânia somente passaram a ser livres em 1967 quando da Guerra dos Seis Dias entre Israel e árabes, Israel saiu vitorioso da guerra e a Cisjordânia foi separada da Jordânia e uns tempos depois entregue a Autoridade Palestina, e o Egito perdeu a posse de Gaza que também passou a ser administrada pela AP

Existiram várias guerras entre árabes e israelenses desde 1948, todas elas Israel ganhou, em vista das derrotas militares a parte radical dos árabes passou a apelar para o terrorismo, surgiu a Al-Fatah e a ANP comandada por Arafat, depois surgiu o Hamas, estas organizações praticaram muitos atentados terrorista contra Israel, o mais tragicamente famoso foi o assassinato de 11 atletas judeus durante a Olimpíada de Munich em 1972.

Onze atletas judeus foram mortos na Olímpia de Munich em 1972 vítimas do terrorismo

Devido ao terrorismo, para sua segurança, Israel manteve a ocupação da Cisjordânia onde vivem 300 mil judeus, em 2005 Israel entregou Gaza aos palestinos e saiu de lá, em pouco tempo a organização terrorista Hamas tomou o poder a força em Gaza e de lá passou a lançar mísseis contra as cidades israelenses.

Atualmente existe dentro do território palestino uma luta pelo poder entre o Hamas e a Autoridade Palestina, o Hamas está tentando se transformar em "defensor dos palestinos" e tomar o poder, sua estratégia é atacar Israel diariamente com foguetes para levar Israel a guerra e com ela o Hamas espera ganhar o apoio do povo palestino.
Porém, Israel não foi a guerra apesar de ser constantemente atacado... para forçar Israel a ir a guerra foram assassinados 3 jovens judeus na Cisjordânia, isso levou Israel a guerra, era o que o Hamas queria.

Durante todo o "período de paz" quando o Hamas lança diariamente foguetes contra civis israelenses nenhuma organização mundial se preocupa em condenar tais atos do Hamas... mas, quando são assassinados jovens judeus e Israel vai a guerra bombardeando Gaza ai as organizações mundiais se põem contra Israel pedindo paz...

É uma ação irracional e apenas motivações ideológicas justificam esse tipo de atitude.

O Hamas usa escolas, hospitais, igrejas, como base para lançamento de foguetes contra Israel, com isso crianças, mulheres, velhos, passam a ser escudos humanos para as ações do Hamas, e muitos deles morrem quando Israel vai a guerra, é o que o Hamas quer, crianças palestinas mortas, e a alienada "comunidade internacional" em vez de condenar o Hamas por essa ação não o faz, pelo contrário, condena Israel por "matar crianças"...

Brigadas dos Mártires de al-Aqsa, braço armado do Hamas - Julho/2014
Essa foto é bastante esclarecedora!
No noticiário da midia quando se referem aos mortos, nunca deixam de frisar "X eram civis".
Porém, como vemos nessa foto, os militantes do Hamas não usam uniforme militar, usam roupas civis, são civis, quando o exército de Israel mata um militante do Hamas, ele vai ser contado como uma morte de civil!
Notem que nas notícias da midia nunca é fornecido o número de militantes do Hamas mortes... por que? - porque ninguém sabe, eles se misturam aos civis.
Se queremos saber a verdade, se queremos não ser enganados, devemos avaliar bem a notícia antes de aceitá-la como verdadeira.


Estamos diante de uma aberração.

Chegamos a isso devido a dominação da sociedade ocidental pela "hegemonia" gramsciana aplicada pelos "intelectuais" do marxismo "cultural" a já 70 anos nas escolas, universidades, na midia e nas instituições mundiais ocidentais, em especial nas ONGs e demais organizações "sociais" e de "direitos humanos", todas servindo como fachada para a dominação socialista por toda a sociedade ocidental.

Os palestinos no meio dessa trama são apenas vítimas, vítimas do ódio dos árabes contra Israel, e vítimas da ideologia socialista disfarçada no "politicamente correto" dominante na sociedade ocidental que apoia o terrorismo do Hamas.

O marxismo já causou por todo o século XX milhões de mortes em diversas nações do mundo, os palestinos são mais uma vítima dessa loucura que dominou a sociedade ocidental e vai destruí-la - o que é a única ambição do marxismo!


***


Texto escrito em 23 de Julho de 2014


Mohammad Deif, chefe da "Brigadas Izz ad-Din al-Qassam" disse: "As Brigadas al-Qassam estão melhor preparadas para continuar com nosso caminho exclusive ao qual não há outra alternativa, o caminho da jihad e da luta contra nossos inimigos da ação muçulmana e do mundo. Dizemos a nossos inimigos: vocês estão no caminho da extinção e a Palestina vai se tornar nossa, desde o Mar Mediterrâneo até o Rio Jordão, do Norte ao Sul. Vocês não têm direito a um centímetro dela”.

Qual seria uma "resposta proporcional" a isso?
Diante de "vocês estão no caminho da extinção" e "Vocês não têm direito a um centímetro dela" - qual seria uma "resposta proporcional" que Israel pode dar ao Hamas?


Diante destas palavras é impossível qualquer tipo de acordo, o único "acordo" que o Hamas aceita é a completa extição do Estado de israel.

Acredito que os judeus, que já foram escravos  no Egito, na Babilônia, depois foram expulsos da Palestina pelos romanos e passaram a viver pelo mundo, na Inquisição espanhola foram cassados e mortos, os nazistas mataram 6 milhões de judeus, e agora os árabes radicais do Hamas querem exterminar os judeus... acredito que os judeus não vão permitir isso, nem que seja para por fogo em toda a região e ninguém mais possa viver ali por milhares de anos.
Se o Hamas ganhar vai ter uma vitória de Pirro.

O Hamas usa escolas, parques infantis, creches, igrejas e hospitais para estocar armas e para lançamento de foguetes contra as cidades israelenses, o "quartel general" do Hamas era no Hospital Waffa na cidade de Gaza, ali terminavam tuneis para se infiltrar em território israelense.
No hospital o Hamas tinha grande estoque de munição e foguetes, Israel hoje bombardeou o hospital com toda força, esplodiu tudo, vou colocar o site do jornal Jerusalém Post com vídeo onde é mostrada conversas telefonicas, o bombardeio inicial e uma série de esplosões secundárias resultantes das bombas estocadas no hospital.
Essa é uma prova da ação do Hamas de usar "escudos humanos" em suas operações.



Hospital Waffa

http://www.jpost.com/Operation-Protective-Edge/IDF-determines-Gaza-hospital-empty-being-used-as-command-center-by-terrorists-368633



 ***



Nenhum comentário:

Postar um comentário