A alienação

A alienação

sábado, 27 de abril de 2013

Na Islândia descobriram a fórmula mágica para se ter um imóvel sem precisar ter despesas para construi-lo ou paga-lo quando comprado !


Na TV Cultura de São Paulo, no programa "Jornal da Cultura" do dia 25/04/2013 um dos assuntos foi a falência da Islândia em 2009 e a visita que o professor da USP Vladimir Safatle fez a Islândia e relatou no programa.

Abaixo coloco o link para o vídeo do programa, a conversa sobre a Islândia está no minuto 40:18


As partes mais importantes da conversa são as seguintes.
Uma representante do governo diz o seguinte ao professor:


... foram banqueiros que controlaram o processo político e fizeram os partidos de marionetes.

... os bancos da Islândia tinham dívidas que somavam 10 vezes o PIb do país

... o presidente da Islândia já foi reeleito 3 vezes, ele acha que a crise é política e social, ele diz que austeridade na Espanha e Grécia estão esmagando a vontade do povo e que deveriam fazer como a Islândia e continuar com as políticas sociais. 
O presidente lança críticas aos bancos e diz que "um país que tem um sistema financeiro forte vai mal".

No final o professor da USP Vladimir Safatle que foi na Islândia diz que a Islândia tomou a decisão de que todas as pessoas que tivessem uma dívida que fosse 110% superior ao valor do seu imóvel terão a dívida perdoada, ficariam com o imóvel sem pagar
Ele diz que o governo partiu do princípio que a pessoa não vai conseguir pagar e se recuperar e que isso é ruim para o estado porque o banco tirar a casa do devedor iria tira-lo do mercado.
O professor continua dizendo que a Islândia para resolver o problema foi ao FMI pedir dinheiro emprestado e nas negociações eles afirmaram que não iriam abrir mão do sistema social deles, e como na época o presidente do FMI era o socialista francês Dominique, que foi acusado de estupro no EUA, permitiu o empréstimo do dinheiro para a Islândia sob essas condições.
Por último o professor diz que o primeiro-ministro da época da falência e banqueiros foram julgados culpados e foram presos.



Comentários:

Tudo isso que foi dito não é verdade, essas mentiras são típicas dos "progressistas" que fracasso econômico após fracasso sempre acham um culpado que nunca é a absurda idéia que eles tem na cabeça de que todos são iguais e o estado tem que fazer isso que eles tem na cabeça ser realidade.
A URSS e todas as dezenas de nações socialistas que existiram no século XX também faliram porque sempre usaram essa mesma idéia, porém, os "intelectuais" marxistas atuais culpam os socialistas que durante 70 anos governaram a URSS de "não terem feito certo", de que foi "capitalismo de estado", de que "nunca existiu socialsimo', e jamais culpam ao sistema socialista, ao qual continuam defendendo cegamente apesar do lugar comum do socialismo de sempre levar a nação a falência e a ditadura.
Quando os "intelectuais" marxistas criticam o capitalismo sempre dizem que é o sistema o culpado, nunca as pessoas, mas, quando é o falido sistema socialista eles nunca dizem que é o sistema, dizem sempre que foram as pessoas os culpados pelo socialismo não ter dado certo.
O capitalismo, cujo nome correto é Liberalismo, é feito por seres humanos, e seres humanos erram, estão sempre em crises existenciais de diversos tipos, mas, o capitalismo (liberalismo) sempre se renova, o capitalismo apesar de não ser perfeito foi o único sistema político-econômico que conseguiu produzir sociedades com excelente qualidade de vida e igualdade social, antes do capitalismo em todas as sociedades em qualquer parte do mundo o povo era pobre, servil ou escravo, foi o capitalismo que mudou isso nas nações que tiveram dirigentes competentes para  administrar a nação.
O socialismo existiu por todo o século XX em 50 nações do mundo, em todas o socialismo apenas produziu ditaduras, matança, pobreza e falência.


Antes dos comentários propriamente ditos que vamos fazer vamos destacar o que o atual presidente da Islândia disse... "um país que tem um sistema financeiro forte vai mal" !
Isso é uma coisa ridícula !
Coisa que apenas pode vir da cabeça alienada de "progressistas".
O país dele foi a falência porque a Islândia não tinha bancos fortes, os fracos bancos islandeses precisaram emprestar dinheiro de estrangeiros, e foram a falência porque não conseguiram pagar suas dívidas.
Todos os estadistas e economistas sérios sabem que os países devem ter um sistema financeiro forte para sustentar seu desenvolvimento - capitalizado como poupança interna e não poupança externa como na Islândia.
E esse presidente que diz absurdos como esse já foi reeleito 3 vezes na Islândia!
A Islândia nas mãos de gente como esse presidente vive em ilusão, vive fora da realidade econômica, e seu destino será sempre a falência.


Vamos recordar o que a Islândia era a décadas atrás e o que a Islândia fez para mudar.

A Islândia sempre teve sua economia dependente da pesca e sabemos que a pesca não leva nenhuma nação a ter o melhor IDH do planeta, como foi então que a Islândia conseguiu seu excelente IDH ?

A Islândia abriu seu mercado e incentivou o investimento estrangeiro dentro da Islândia, investidores privados e bancos estrangeiros (em especial bancos ingleses e holandeses) investiram em geração de energia e serviços em tecnologia na Islândia, bancos estrangeiros emprestaram dinheiro para bancos islandeses aplicarem, via "investimentos sociais" do governo, em infra-estrutura e em habitação, coisas que a Islândia não tinha, não existiam casas boas para os islandeses habitarem, essas casas foram construídas com o dinheiro emprestado de bancos estrangeiros para bancos islandeses e os bancos islandeses, com a garantia do governo islandês, financiaram as compras de casas próprias feitas pelos mutuários islandeses.

Com estes investimentos a Islândia desenvolveu a criação de tecnologia e suas exportações de "serviços" aumentou consideravelmente, as exportações da Islândia passaram a ser 40% do PIB, uma situação perigosa que colocava a Islândia a mercê do mercado externo, mas que em sendo o PIB muito superior que a média anterior elevou o padrão de vida (IDH) dos islandeses ao melhor do mundo!

Com a crise financeira de 2008 nos EUA a Islândia foi a maior atingida com a queda das suas exportações e a população ficou sem emprego e não conseguiu mais pagar os financiamentos feitos junto aos bancos, os bancos que também tinham emprestado dinheiro de investidores estrangeiros ficaram com enormes dívidas devido aos juros e multas, tais encargos foram repassados aos mutuários, por isso as dívidas dos mutuários islandeses atingiram 110% do valor do imóvel...

Para resolver essa situação a Islândia, governada por "progressistas", pós a culpa no bancos, mas, foi ao FMI, que nada mais é que um banco, pedir mais dinheiro emprestado.
A Islândia colocou ao FMI a condição de que iriam manter os "investimentos sociais", por que a Islândia fes essa exigência ?
- Fez isso porque pretendia perdoar as dívidas de mutuários que não podiam pagar as casas que compraram...
Mas claro, os bancos estrangeiros iriam exigir o pagamentos do dinheiro emprestado, se a Islândia não pagasse ela seria submetida a sanções na UE, por isso a Islândia foi pedir dinheiro ao FMI, para pagar as dívidas que tinha com a Inglaterra e Holanda.

E com isso a Islândia vai continuar com a sua política do "bem estar" com o estado dando de presente as coisas que as pessoas necessitam para viver...
Vai fazer isso até a próxima "chuva" no mercado externo que vai cair na Islândia como tempestade pois a Islândia ainda tem 40% do seu PIB comprometido com as exportações, sendo que a maioria dos países (Brasil, Argentina, EUA, etc) tem apenas 10% do PIB sendo exportações.

Então, em vista dessa ilusória economia na qual apenas as mentes alienadas dos "progressistas" acreditam, esperemos a próxima crise no comércio internacional para vermos uma nova falência da Islândia.



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*

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Por que a Islândia, que tinha a melhor qualidade de vida (IDH) do planeta, faliu ? Como as sociais-democracias conseguem manter seus bons IDHs ?


Nos colunistas da Folha cheguei ao seguinte artigo que coloco apenas os dois primeiros parágrafos:

hélio schwartsman
20/04/2013 - 22h00
Delícias da burocracia

SÃO PAULO - A pílula do dia seguinte é oferecida de graça na rede púbica, mas muitos postos de saúde exigem receita médica para fornecê-la. Pegadinha: marcar uma consulta ginecológica pelo SUS leva até dois meses e o medicamento só funciona se tomado até cinco dias após a relação sexual desprotegida.
Casos de disposições burocráticas absurdas ou pelo menos muito esquisitas é o que não falta. Acho até que nutrimos um prazer meio masoquista em identificá-las e ridicularizá-las. Não é mera coincidência que uma das definições de "burocracia" no meu "Houaiss" registre: "Estrutura ineficiente, inoperante, morosa na solução de questões e indiferente às necessidades das pessoas".
.....

Schwartsman coloca a culpa na burocracia...
A opinião dele é superficial, ingênua até, a culpa não é da burocracia do estado, a culpa é daqueles que querem que o estado faça coisas para as quais não foi criado para fazer pois não tem competência para fazer.
O estado dar pílulas para não engravidar para o povo é uma coisa absurda... sem sentido, numa nação como o Brasil milhões de pessoas podem precisar dessa pílula todos os meses!
De onde o estado que nada produz vai tirar dinheiro para fazer isso ?
Cobrando impostos dos que produzem ?
Mas que tipo de cidadão esse estado quer que exista ?
Quer que existam cidadãos que paguem impostos para que ele possa dar pílulas para pessoas não engravidarem ?
Então agora parte dos brasileiros trabalham para isso ?
Isso é revoltante, isso não é função do estado, isso cabe a cada pessoa ter competência para comprar a sua pílula e não esperar que o estado lhes dê.

Bom, mas sabemos a origem desse absurdo....
É a alienada idéia "revolucionária" que acha que o estado deve suprir todos os "direitos" das pessoas.
É a alienada idéia de fazer "solidariedade" com o dinheiro do trabalho alheio.
Ou dizendo de forma mais clara - é a idéia que quer roubar o dinheiro dos que trabalham e produzem para dar aos "oprimidos", mesmo que seja para a porcaria da pílula citada.

Essa alienada ilusão, essa neurose, já causou milhões de mortes, já levou dezenas de nações a falência no século XX, recentemente levou a Espanha, a Grécia e Portugal a falência, levou a Islândia a falência.


***


As sociais-democracias só possuem excelente qualidade de vida porque existem nações que precisam comprar a cara tecnologia que elas possuem e mandam em troca comidas e roupas para eles.

O tema deste texto é sobre a Islândia e as demais sociais-democracias e seus excelentes IDH,

A Islândia tinha o melhor IDH do planeta, mas.... faliu.
Por que faliu ?
Faliu porque não tinha competência para "dar" todos os "direitos" ao povo, mas, mesmo assim, a loucura dos que defendem essa idéia fez com que o estado continuasse a "dar" o que não tinha para dar, para isso a Islândia teve que emprestar dinheiro de países vizinhos para custear as despesas na forma de investimentos, chegou uma hora que teve que pagar, não tinha dinheiro, faliu.
Mas, os credores, em especial Inglaterra e Holanda, querem receber, em vista da cobrança vejamos o que dizem os "solidários" islandeses que gostam de viver uma vida de alta qualidade sem entretanto merece-la:

Notícia no site "Esquerda.net"

http://www.esquerda.net/dossier/isl%C3%A2ndia-popula%C3%A7%C3%A3o-volta-dizer-n%C3%A3o-ao-pagamento-da-d%C3%ADvida-da-banca

Islândia: população volta a dizer "não" ao pagamento da dívida

dossier | 16 Abril, 2011 - 00:20
Os islandeses votaram, novamente, em referendo que o Estado não deve pagar a dívida de cerca de quatro bilhões de euros à Holanda e ao Reino Unido. De acordo com os resultados anunciados, o "não" ganhou com quase 60 por cento.
Na Islândia, a palavra de ordem “não pagamos a crise deles” é mesmo o mote que indica o caminho.
.....


E ainda tem coragem de dizer que "não pagamos a crise deles" !
Coisa típica dessa ralé, que claro, o "esquerda.net" vai apoiar.
Quem está em crise são eles e não a Inglaterra e a Holanda !
Lá no site do "esquerda.net" tem mais artigos falando da "luta" dos islandeses... o que nos causa surpresa !
Não sabíamos, mas na Islândia a alienação "revolucionária" domina e governa a nação !
E levou a nação a falência.
A Islândia atual é governada por socialistas da "Aliança Social Democrática" em coalizão com o "Movimento de Esquerda Verde", ou seja, é a mesma turma que aqui no Brasil são chamados de "companheiros' ou "humanistas', por isso são apoiados pelo "esquerda.net".

Economia da Islândia

A economia da Islândia sempre dependeu da pesca, mas como sabemos, somente a pesca não leva nenhuma nação a ter o melhor IDH do planeta, a pesca participa com 12% do PIB e 7% dos empregos na Islândia.

Dados econômicos da Islândia

PIB: 12,95 bilhões de dólares em 2012
PIB per capita: 39400 dólares em 2012
Composição do PIB por setor:
Agricultura: 5.3%
Industria: 24.4%
Serviços: 70.3%
Carga tributária:  40,3% do PIB
Déficit fiscal atual:  2,3% do PIB
Dívida Pública:
    118.9% do PIB em 2012
128.6% do PIB em 2011
Exportação: 5.1 bilhões de dólares em 2012
Importação:  4, 699 bilhões de dólares em 2012

Devemos observar a relação entre o PIB e as exportações, as exportações da Islândia correspondem a 40% do seu PIB.

Comparemos com o Brasil:
PIB 2012:  2,362 trilhões de dólares.
Exportações:  256 bilhões de dólares
Corresponde a 11% do PIB.

Ou com a Argentina
PIB em 2012:  747 bilhões de dólares
Exportações: 85,3 bilhões de dólares
Corresponde a 11% do PIB

Ou com o EUA:
PIB em 2012: 15,66 trilhões de dólares
Exportações em 2012:  1,612 trilhões de dólares.
Corresponde a 10,2% do PIB

Ou seja, a Islândia vive em grande parte em função das suas exportações, que são de "serviços" em tecnologia, em troca de comida e outras mercadorias não manufaturadas.
Países como Brasil, Argentina e EUA dependem pouco das exportações e muito mais da produção interna (PIB).



Para conseguir o seu excelente IDH a Islândia diversificou sua economia com indústrias de manufatura e serviços, e especialmente em produção de software, biotecnologia e turismo.
Para isso foi ajudada por investimento estrangeiro, em especial inglês e holandês na área de produção de energia e mineração de alumínio.
Empresas de alta tecnologia se estabeleceram na Islândia.
Em vista dessas condições econômicas a Islândia era altamente dependente das suas exportações e de lucros de filiais de suas empresas pelo mundo.

Entretanto, a Islândia era a mais fraca das sociais-democracias escandinavas e com a crise de 2008 teve afetada a continuidade dos investimentos externos e de suas exportações, a sua principal mercadoria, a pesca, não foi suficiente e a Islândia foi a falência

As demais nações sociais-democratas

As demais nações que são chamadas de "sociais-democracias", o que já deixaram de ser a muito tempo porque hoje são estados dominados por camuflada ideologia socialista, Suécia, Noruega e Finlândia, ainda não faliram porque possuem maior tecnologia, com menor dependência de financiamento externo, e a vendem para as nações do mundo que não tem e isso sustenta a artificial boa vida que ostentam...

Vejamos alguns dados econômicos:

Finlândia

PIB 2012:  191 bilhões de dólares
Composição do PIB em 2012:
Agricultura: 3.3%
industria: 27.1%
Serviços: 69.6%
Carga tributária: 52,3% do PIB
Dívida Pública:  53,3% do PIB
Exportação:  72,7 bilhões de dólares (38% do PIB)
Importação: 72,2 bilhões de dólares

Suécia
PIB 2012:  396 bilhões de dólares
Composição do PIB em 2012:
Agricultura: 1.8%
Industria: 27.3%
Serviços: 70.9%
Carga tributária: 55,3% do PIB
Dívida Pública:  38,6% do PIB
Exportação:  177,6 bilhões de dólares (45% do PIB)
Importação:  166,4 bilhões de dólares

Noruega
PIB 2012:  278 bilhões de dólares
Composição do PIB em 2012:
Agricultura: 2,7%
Industria: 41,4%
Serviços: 55,7%
Carga tributária: 56,6% do PIB
Dívida Pública:  30,3% do PIB
Exportação:  162,7 bilhões de dólares (58,5% do PIB)
Importação: 86,78 bilhões de dólares

Como vemos, todas as sociais-democracias são perigosamente dependentes das exportações, se acontecer uma grande diminuição no comércio mundial elas estarão com sérios problemas para manter os excelentes IDHs que possuem.


As "sociais-democracias" só possuem excelente qualidade de vida porque existem nações que as sustentam comprando tecnologia e mandando em troca comida e roupas para elas, no dia em que todas as nações do mundo possuírem tecnologia, se é que isso um dia vai existir, nações como as "sociais-democracias" não existirão mais porque não terão mais quem as sustente.
Ou mesmo, se acontecer uma recessão mundial que afete o comércio mundial, as sociais-democracias serão as maiores afetadas e terão sua boa vida diminuída.

Em um mundo futuro, onde todas as nações forem desenvolvidas e conseguirem fazer o que precisam para seu povo usar sem precisar comprar de outra nação, por exemplo celulares, remédios, aviões, navios, carros, notebooks, etc, apenas terão excelente qualidade de vida as nações que conseguirem baixar os custos de produção ao mínimo.
E não mais poderão aplicar as exorbitantes cargas tributárias que as atuais sociais-democracias aplicam, que com toda certeza é pago por uma minoria de pessoas que trabalham e produzem em prol de uma maioria improdutiva.

Nas nações do futuro, espero, não existirá mais o pesado fardo do estado "provedor" para as pessoas produtivas carregarem, cada pessoa terá que fazer por merecer  com seu trabalho e esforço o que necessita para viver.
O estado não poderá mais ser "provedor" por causa de uma razão empírica.

Oxalá essa sociedade no futuro venha a existir para que a injustiça hoje em larga escala aplicada contra a parte da humanidade que trabalha e produz não mais exista.


***

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O marxismo "cultural", usando os alienados criados por eles nas universidades, criaram mais uma ferramenta de doutrinação em massa de humanos - o "ensino online gratuito"


Lendo a Folha me deparei com o seguinte artigo:


gilberto dimenstein
19/04/2013 - 08h36
Aprenda português na universidade sem pagar nada

Sem pagar absolutamente nada - e apenas com um clique - é possível aprender português num programa criado para universitários. E mais: ganha-se certificado.
Em apenas uma semana 2.500 pessoas se matricularam.
Esse programa, desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Tecnologias Sociais da PUC-SP mostra que o Brasil vai aderindo a essa maravilhosa onda de cursos gratuitos de qualidade, criado por universidades. Note-se que o aluno pode usar esse curso a distância como crédito. E, pela plataforma, pode interagir com alunos e professores.
Surpresa dos organizadores: a maioria dos matriculados nem é da universidade. Mas viram a chance de aprender algo de valor.
Por todos os lados do planeta prosperam esses recursos, os quais já começam a ser traduzidos para a língua portuguesa.
Volto a dizer que, por enquanto, nada substitui o valor do contato humano. Mas esses programas por internet devem ter o impacto na disseminação do saber que, no passado, teve Gutenberg, com a invenção do livro feito na prensa.



Espera ai ... um curso de português ministrado por "Grupo de Pesquisa em Tecnologias Sociais da PUC-SP" .... mas, como assim ?
"sociais" ?
Não deveria ser "linguísticas" ?
Com certeza tem algo errado nisso!


Dimenstein fornece o site dos "benfeitores", eu já desconfiado dessa bondade toda fui ver o site, no site encontrei o texto a seguir; observem os itens que coloquei em negrito, vão adotar Chico Buarque como texto básico em vez de Machado de Assis ou qualquer outro autor clássico da língua portuguesa, vejam a quantidade de pessoas já submetidas a essa lavagem cerebral no EUA, e vejam a m... que serão os critérios para diplomação:

Vejamos a m... do texto do site:


http://porvir.org/porfazer/mooc-de-lingua-portuguesa-atinge-diferente-publicos/20130417

POR:VIR
POR PESSOAS
POR+CRIAR
POR?PENSAR
POR!FAZER

Mooc ensina português a grandes públicos
17/04/13 // Escola // Espaço Público // On-line // Universidade // Brasil
por Vinícius Bopprê

O ano passado foi um momento marcante na educação, graças, principalmente ao crescimento de plataformas que oferecem Moocs (cursos on-line, grátis e de nível superior dados a grandes públicos). Só o edX, de Anant Agarwal, por exemplo, atingiu mais de 800 mil pessoas no seu primeiro ano de vida.
E, aos poucos, essa modalidade de ensino vai ganhando espaço no Brasil.
Neste ano, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) organizou o Mooc Língua Portuguesa, que tem como objetivo oferecer um programa de nivelamento de conhecimento de português voltado aos estudantes do ensino superior.
Mas acontece que, diferente do esperado, o curso – coordenado pelo professor e pesquisador João Mattar e pelo Grupo de Pesquisa em Tecnologias Educacionais da PUC-SP – tem atingido públicos diferentes.  “A maior parte dos matriculados nem é aluno de universidade.
Muitos professores se inscreveram, não só de português, mas de outras disciplinas, pessoas que trabalham com tecnologia e educação à distância”, explica Mattar. Para ele, essa procura diversificada se dá também pelo fato de que muitas pessoas no Brasil estão interessadas em compreender a dinâmica dos Moocs e em explorar plataformas virtuais de aprendizagem.

arbaes / Fotolia.comMooc ensina português a grandes públicos

O Mooc Língua Portuguesa, que utiliza o Redu – plataforma digital por meio da qual instituições de ensino oferecem seus cursos – para distribuir o conteúdo e promover a interação entre os participantes, está no ar há nove dias e já tem quase 2.500 inscritos. Eles podem acessar, a qualquer momento, o material para a disciplina de ortografia, que possui 5 módulos (apresentação, sinais ortográficos, acentuação, erros comuns de ortografia, a solução) e um total de 18 aulas.
Nelas, os alunos terão acesso a vídeos, tanto do professor dando explicações quanto com músicas de Chico Buarque para análise da letra.
Estarão disponíveis também arquivos de áudio, textos, exercícios, inclusive ditados com feedback imediato.
Aquele que, ao longo das nove semanas de curso, concluir todos os exercícios e atingir a média, recebe um certificado concedido pela própria Abmes, que poderá contar como atividade complementar em muitas universidades. E essa dinâmica da “aprovação” funciona quase igual a de uma escola ou faculdade.
Caso o aluno deixe de fazer um exercício, precisa tirar uma bota nota no outro para compensar.
Mas vale lembrar que o curso on-line tem mais uma vantagem: a flexibilidade de horário. “Os exercícios vão ficar disponíveis na plataforma para que o aluno possa fazer a hora que quiser. Além disso, estamos pensando um algoritmo que mensure a participação dele, nos murais, respondendo perguntas, para que isso também conte na avaliação final”, diz Mattar.

O Brasil e os Moocs

No Brasil, o PingMind, criado neste ano, foi uma das primeiras plataformas a oferecer Moocs, tendo como principal foco a área de tecnologia. No ano passado, porém, João Mattar desenvolveu, em um site próprio, um curso on-line e gratuito sobre educação à distância. Essas iniciativas ainda são pontuais no país, acredita o especialista, muito devido a entraves com políticas públicas educacionais.
Nos EUA, muitos Moocs já podem valer créditos nas universidades, ou seja, são equivalentes a uma disciplina tradicional. Isso se dá porque agências reguladoras têm o poder de validar qualitativamente esses cursos, permitindo que qualquer instituição insira tais cursos online no seu plano pedagógico da maneira que achar melhor. “Aqui a legislação é diferente, precisaria ser aprovado pelo MEC. Os Moocs no Brasil, hoje, funcionam como um curso livre, uma atividade complementar e não como disciplina universitária”, afirma. Para ele, é só uma questão de tempo para que as empresas percebam o potencial de negócio dos cursos massivos para que, a partir disso, se crie cada vez mais material e “mais infraestrutura para resolver, na verdade, o problema da educação no país”.



Bom, eu já sei do que se trata essa m...
Mas fui pesquisar e achei o Twiter do autor do texto, e lá, não me dei ao trabalho de ler muito, li apenas alguns tweets dele, que coloco abaixo:

https://twitter.com/ViniciusBoppre

Vinicius Bopprê - tweets

Renato Russo conseguiu, como poucos, transmitir os sonhos e as angústias de uma geração, e de outras que ainda nem nasceram

O que se passa na mente de 1 pai chamar o filho de THOR, o + forte dos deuses? E pq ñ compra vaga em Harvard, ao invés de uma McLaren?

VAI TOMAR NO CU, QUE FINAL DA PORRA, CARALHO.

Tem uma grande diferença entre admirar a figura do Che Guevara e ser socialista, compreendam.


Parei ai...

Na comunidade do ORKUT "Marx é inquestionável?"", no tempo em que marxistas tinham coragem para ir lá, muitos destes imbecis alienados foram, e o final dos debates com eles sempre foi o xingamento irracional depois de serem esmagadoramente refutados.

Então, para aqueles, poucos, que sabem o que está acontecendo no mundo atual, temos ai mais uma ferramenta de corrupção de mentes inocentes - o "ensino online gratuito".


***

Uma avassaladora ação de doutrinação está atuando em todos os meios de comunicação, onde quer que se vá, em todos os canais de TV aberta ou fechada, em todos os jornais, revistas, nos cinemas, nos teatros, em todo lugar, lá estão eles, falando de forma direta ou indireta da ideologia que quer "transformar o mundo".
A humanidade será corrompida e será dominada por essa ralé, levarão a humanidade ao total caos, possivelmente a quase extinção.

Mas, o ser humano sempre consegue renascer das cinzas, e renascerá, espero, limpo dessa maldição ideológica que Platão iniciou, que Rousseau tirou do limbo da história, e Gramsci imaginou a estratégia diabólica de dominação de mentes que domina milhões de mentes alienadas no mundo atual.

Eu, da mesma forma que Nietzsche, reconheço a bravura, o herói, a tragédia grega, o Dionísio, como sendo a realidade da vida humana no Universo - sinto vergonha de viver nesta época - que como disse Paulo Francis com grande sabedoria: "os frouxos venceram" - mas sei, que a natureza não perdoa os frouxos, e vai ser impiedosa com eles, vai ser impiedosa com a humanidade por os ter escolhido.

Quem sabe, depois do caos a humanidade retorne aos tempos anteriores a Platão, aos tempos de Aquiles, de Heitor, de Helena de Tróia, de Leonidas, de Alexandre.
E esqueçam para sempre Platão, o primeiro exemplar da ralé "intelectual" que quer transformar o ser humano em algo que ele nunca foi e nunca será.

Como disse Nietzsche, "o homem é uma corda, uma corda sobre um abismo, um abismo entre o animal e o alem-do-homem", e a humanidade ainda terá que evoluir pela seleção natural por milhares de anos até chegar a ventura de o ser.


***


Os "intelectuais" marxistas odeiam Nietzsche; as razões deste ódio foram as ponderações que Nietzsche fez sobre o socialismo no seu livro "Humano, demasiado humano"

Nietzsche e o “homem teórico”

Sócrates iniciou a época da razão e do homem teórico, em contraste com o místico de toda a tradição antiga da época da tragédia.
A tragédia grega tinha o saber místico que une a vida e a morte para a compreensão do mundo.
Porém para Sócrates, a tragédia desvia o homem do caminho da verdade: "uma obra só é bela se obedecer à razão".

Esse ideal concebido por Sócrates seria o verdadeiro mundo, alem do mundo aparente, inacessível ao conhecimento.
Isso originou uma oposição entre Sócrates e Dionisio ...

"enquanto em todos os homens produtivos o instinto é uma força afirmativa e criadora, e a consciência uma força crítica e negativa, em Sócrates o instinto torna-se crítico e a consciência criadora".
disse Nietzsche.

Essa “inversão” terá seguidores no futuro...

Com Socrates, e depois Platão, o homem se afasta cada vez mais do conhecimento antigo e abandona a tragédia - a verdadeira natureza da realidade !
Até, infelizmente, chegar ao marxismo, que ignora a realidade por completo.



O ódio marxista contra Nietzsche

Os marxistas atuais tentam de todas as formas denegrir Nietzsche, até tentaram ligá-lo ao nazismo.
De onde vem esse ódio marxista ?
Esse ódio vem dos seguintes comentários de Nietzsche:

"O socialismo é o fantasioso irmão mais jovem do quase decrépito despotismo, do qual quer herdar; suas aspirações, são, portanto, no sentido mais profundo, reacionárias. Pois ele deseja uma plenitude de poder estatal como só a teve alguma vez o despotismo, e até mesmo supera todo o passado por aspirar ao aniquilamento formal do indivíduo: o qual lhe aparece como um injustificado luxo da natureza e deve ser transformado e melhorado por ele em um órgão da comunidade adequado a seus fins.
Em virtude de seu parentesco, ele aparece sempre na proximidade de todos os excessivos desdobramentos de potência, como o antigo socialista típico, Platão, na corte do tirano siciliano: ele deseja (e propicia sob certas cirscunstâncias) o Estado ditatorial cesáreo deste século, porque, como foi dito, quer ser seu herdeiro.
Mas mesmo essa herança não bastaria para seus fins, ele precisa de mais servil submissão de todos os cidadãos ao Estado incondicionado como nunca existiu algo igual; e como nem sequer pode contar mais com a antiga piedade religiosa para com o Estado, mas antes, sem querer, tem de trabalhar constantemente por sua eliminação – a saber, porque trabalha pela eliminação de todos os Estados vigentes -, só pode ter esperança de existência, aqui e ali, por tempos curtos, através do extremo terrorismo.
Por isso prepara-se em surdina para dominar pelo pavor e inculca nas massas semicultas a palavra ‘justiça’ como um prego na cabeça, para despojá-las totalmente de seu entendimento (depois que esse entendimento já sofreu muito através da semicultura) e criar nelas, para o mau jogo que devem jogar, uma boa consciência.
O socialismo pode servir para ensinar, bem brutal e impositivamente, o perigo de todos os acúmulos de poder estatal e, nessa medida, infundir desconfiança diante do próprio Estado.
Quando sua voz rouca se junta ao grito de guerra ‘o máximo possível de Estado’, este, em um primeiro momento, se torna mais ruidoso que nunca. Porém logo irrompe também o oposto, com força ainda maior: ‘o mínimo possível de Estado’.

(Friedrich Nietzsche, "Humano, demasiado humano")

"Os perigosos entre os subversivos.
- Podemos dividir os que pretendem uma subversão da sociedade entre aqueles que desejam alcançar algo para si e aqueles que o desejam para seus filhos e netos.
Esses últimos são os mais perigosos; porque têm a fé e a boa consciência do desinteresse.
Os demais podem ser contentados com um osso: a sociedade dominante é rica e inteligente o bastante para isso.
O perigo começa quando os objetivos se tornam impessoais; os revolucionários movidos por interesse impessoal podem considerar todos os defensores da ordem vigente como pessoalmente interessados, sentindo-se então superiores a eles."

(Friedrich Nietzsche, "Humano, demasiado humano")

"Uma ilusão na doutrina da subversão.
Há visionários políticos e sociais que com eloquência e fogosidade pedem a subversão de toda ordem, na crença de que logo em seguida o mais altivo templo da bela humanidade se erguerá por si só.
Nestes sonhos perigosos ainda ecoa a superstição de Rousseau, que acredita numa miraculosa, primordial, mas, digamos, soterrada bondade da natureza humana, e que culpa por esse soterramento as instituições da cultura, na forma de sociedade, Estado, educação.
Infelizmente aprendemos, com a história, que toda subversão desse tipo traz a ressurreição das mais selvagens energias, dos terrores e excessos das mais remotas épocas, há muito tempo sepultados: e que, portanto, uma subversão pode ser fonte de energia numa humanidade cansada, mas nunca é organizadora, arquiteta, artista, aperfeiçoadora da natureza humana.
- Não foi a natureza moderada de Voltaire, com seu pendor a ordenar, purificar e modificar, mas sim as apaixonadas tolices e meias verdades de Rousseau que despertaram o espírito otimista da Revolução, contra o qual eu grito: "Ecrasez l'infâme [Esmaguem o infame]!.
Graças a ele o espírito do Iluminismo e da progressiva evolução foi por muito tempo afugentado: vejamos - cada qual dentro de si - se é possível chamá-lo de volta!"
<
(Friedrich Nietzsche, "Humano, demasiado humano")

Essa é a sabedoria de Nietzsche que dá calafrios nos marxistas...


Sobre o "superhomem"

Dominados pelo ódio os marxistas tentam dizer que o "super-homem" nazista veio de Nietzsche.
Isto é uma mentira.
Nietzsche jamais pensou em algo material racista em suas obras.

Em seu livro "Also sprach Zarathustra" Nietzsche usa a palavra alemã "Übermensch", que quer dizer literalmente "Além-do-humano" e não "super homem"

O prefixo alemão "Über", significa "sobre", "alem", "adiante". e não "super".

“mensch”, em alemão, é termo neutro, e se refere a “ser humano”, enquanto apenas “mann”, ai sim, significa “homem”.

Tradutores incompetentes traduziram de forma errada a palavra "Übermensch" como sendo "super-homem", mas o texto de Nietzsche que colocado a seguir, mostra que o significado foi outro.

"O ser humano é uma corda, uma corda estendida entre os animais e o alem-do-humano, uma corda sobre um abismo."

Em alemão:
"Der Mensch ist ein Seil, geknüpft zwischen Tier und Übermensch - ein Seil über einem Abgrund."
[Zarathustra I, Vorrede 4]

Vejam que Nietzsche nesta frase também usa a palavra "über" sozinha, e ai vemos claramente que tal palavra não significa "super", mas sim "sobre" (uma corda sobre um abismo).

Também temos outro exemplo do significado do prefixo "über" no Hino Nacional Alemão:

"Deutschland, Deutschland über alles
Über alles in der Welt"

"Alemanha, Alemanha acima (sobre) de tudo
Acima (sobre) de tudo no mundo"


O significado que Nietzsche deu para a palavra "Übermensch" é a de que existirá mais a frente, milhares de anos com certeza, um animal que não será mais nem animal nem humano, será um animal que estará alem disso - alem-do-ser-humano.



***

Materialismo "histórico" - uma "teoria" que tem sua origem em cartas de Engels, após a morte de Marx, para Starkenburg, Bloch, Schmidt e Mehring, e que foram dadas a conhecer por Eduard Bernstein em 1902


Introdução

Materialismo "histórico" - uma "teoria" que tem sua origem em cartas de Engels, após a morte de Marx, para Starkenburg, Bloch, Schmidt e Mehring, e que foram dadas a conhecer por Eduard Bernstein em 1902.

Carta para Joseph Bloch[1]
Friedrich Engels
21-22 de Setembro de 1890
http://www.marxists.org/portugues/marx/1890/09/22.htm

Carta a Franz Mehring
(em Berlim)
Friedrich Engels
14 de Julho de 1893
http://www.marxists.org/portugues/marx/1893/07/14.htm

F. Engels
CARTA A
W. BORGIUS
EN BRESLAU
Londres, 25 de enero de 1894
http://www.marxists.org/espanol/m-e/cartas/e25-i-94.htm

Carta a Conrad Schmidt
(em Berlim)
Friedrich Engels
5 de Agosto de 1890
http://www.marxists.org/portugues/marx/1890/08/05.htm


***



Materialismo - uma criação de Ludwig Feuerbach.


Ludwig Feuerbach Archive
1804 - 1872
http://www.marxists.org/reference/archive/feuerbach/

Qual era o cenário cultural na Alemanha quando Marx chegou em Berlim em 1836 para fazer Filosofia ?
Era o seguinte, Hegel, o último grande filósofo acadêmico da Alemanha havia falecido em 1831 (existia também, paralelamente, Schopenhauer e sua magistral descoberta ... mas, Schopenhauer só foi ser reconhecido tardiamente.), durante muitos anos Hegel tinha ensinado na Universidade de Berlim o seu sistema, o Idealismo, tinha usado como ferramenta a “dialética dos opostos”.


Hegel e seus alunos na Universidade de Berlim


Com a sua dialética ele tinha chegado ao “espirito da história” !

ideia <> natureza --> espírito.

Desta forma, até então, a filosofia na Universidade de Berlim era “idealista”, o oposto de “materialismo”.

Entre os muitos alunos de Hegel um grupo se destacou, um grupo de esquerda, que foram chamados de “jovens hegelianos”.
Dentre eles se destacavam três filósofos,
Bruno Bauer, Ludwig Feuerbach e Max Stirner.
Esses três filósofos eram famosos e se denominavam “críticos”, porque teorizaram uma filosofia oposta a de Hegel - o materialismo !

Stirner, Feurbach, Marx and the Young Hegelians - David McLellan
http://libcom.org/history/stirner-feurbach-marx-young-hegelians-david-mclellan

Marx ao chegar em Berlim ficou amigo dos três, principalmente de Bauer e Feuerbach, este último o criador do Materialismo e do conceito de Alienação.
Vejamos uma pequena comparação entre o pensamento de Feuerbach e o de Hegel:

Feuerbach

Hegel

Hegel
Primazia do infinito sobre o finito - o idealismo absoluto e as suas implicações racionais.
Feuerbach
Inversão da relação entre o infinito e o finito - materialismo, realismo e empirismo.

Hegel
O humano como momento do divino. O Espírito como Absoluto que se torna auto-consciente e se realiza através do homem.
Feuerbach
Redução da teologia e da filosofia especulativa à antropologia.
A religião como alienação.

Hegel
A dialética como processo inerente ao devir do Absoluto (relação do Pensamento consigo mesmo).
Feuerbach
A dialética como diálogo do homem com a natureza e com os outros homens.
O amor como expressão mais elevada da dialética.

Marx colocou o ódio (luta de classes) como expressão mais elevada da dialética marxista ... “inverteu” Feuerbach também...

Feuerbach desenvolveu uma nova abordagem para criticar a filosofia de Hegel.
Feuerbach pegou frases de Hegel e trocou o sujeito pelo objeto, mostrando que a frase teria mais sentido desta forma !

Por exemplo, enquanto o cristianismo afirma que a família foi uma imagem da sagrada família, Feuerbach afirmou que a sagrada família foi uma imagem da família terrena !
Eis ai o mais puro materialismo em oposição ao idealismo !


Feuerbach and the Interpretation of Religion
http://www.cambridge.org/us/knowledge/isbn/item1155214/Feuerbach%20and%20the%20Interpretation%20of%20Religion/?site_locale=en_US

Feuerbach realmente fez uma inversão na filosofia de Hegel, pois se manteve no mesmo campo, a religião, só que ele demostrou que o idealismo de Hegel não tinha relação com a realidade humana ... a divina família do cristianismo nada mais é do que uma extensão da família que já existia na Terra !

Marx ao contrario, desvirtuou totalmente, sua “inversão” nada tem a ver com a conclusão de Hegel, Marx inventou a influência da economia na história, e isso não é “oposto” a conclusão de Hegel !

A “luta de classes” que Marx viu na história é algo que não tem nenhum sentido oposto ou não oposto, ao “Espírito Absoluto” de Hegel.
Marx plagiou Feuerbach, mas, o seu plágio foi ridículo porque ele não apresenta nenhuma fundamentação para sua afirmação, Hegel e Feuerbach estavam falando de filosofia ... e Marx de ideologia.
Hegel e Feuerbach foram grandes filósofos, Marx foi apenas um subversivo que usou conceitos de filósofos verdadeiros.

Marx, ao ficar amigo dos três filósofos originais, se inteirou de seus conhecimentos, e os copiou para si.
Nos seu primeiro trabalho, a "Crítica da Filosofia do Direito de Hegel", Marx utiliza o método de Feuerbach !
Marx não foi original ... ele plagiou o método de Feuerbach...
Marx plagiou a ideia de inversão sujeito-objeto que Feuerbach havia aplicado em Hegel.
Marx plagiou de Feuerbach a ideia de “alienação”, que Feuerbach atribuiu a religião..
Como sempre Marx mascarou e inventou outras palavras, mas, a ideia principal de “inversão de Hegel”, que Hegel estaria “de ponta cabeças”, não foi dele, foi de Feuerbach.
E depois, devido ao seu caráter de canalha, Marx passou a criticar violentamente os três filósofos.
Marx foi um canalha com os três jovens helgelianos que haviam sido amigos dele.
Ele ficou amigo dos três, aprendeu com eles, e depois passou a fazer uma crítica – pessoal – sarcástica e violenta, contra os três filósofos que nada tinham feito de mal para ele, apenas tinham feito filosofia pura muito antes dele.

Marx, como foi por toda a vida, foi um canalha com Bauer e Feuerbach.
Marx fez dois textos contra eles, com títulos sarcásticos e depreciativos ... um deles o título foi "A Sagrada Família", ou "Crítica da Crítica Crítica".
Não precisava tanto sarcasmo contra quem nada lhe tinha feito de mal ...
Marx com esses títulos demostra toda a inveja e ódio que tinha dos jovens talentosos e famosos da filosofia alemã.
O livro criou uma polêmica com grande parte da imprensa alemã.
Bruno Bauer repudiou a tentativa do livro de Marx em um artigo que foi publicado no Wigand's Vierteljahrsschrift em 1845.
Bauer afirmou que Marx e Engels não tinham entendido o que ele estava tentando dizer.
Bauer não era um canalha como Marx ... e não baixou o nível como Marx fez.

Max Stirner

Bruno Bauer

Na “Ideologia Alemã”, o outro livro para tentar menosprezar os três filósofos, no Prefácio, Marx se refere a Bauer e a Stirner como “Santo Bruno” e “Santo Max” ...
Este manuscrito não foi editado na época ... e os autores, Marx e Engels, sobre isso disseram o seguinte:

"Abandonamos tanto mais prazerosamente o manuscrito à crítica roedora dos ratos, na medida em que havíamos atingido nosso fim principal: ver claro em nós mesmos."

Isso é ressentimento...
O tom sarcástico que Marx usa nos subtítulos do livro, demonstra que não está fazendo algo filosófico, está apenas pondo para fora a sua raiva dos jovens filósofos alemães.

Marx ainda fez um pequeno texto contra Feuerbach, o chamado "Teses sobre Feuerbach", são onze curtas notas escritas para criticar as idéias de Ludwig Feuerbach.
Nas "Teses" Marx conclui:

"filósofos têm, até agora, apenas interpretado o mundo de diversas maneiras, mas, o ponto é mudá-lo."

Essa “intenção” de Marx, de querer “mudar o mundo”, é uma prova de que Marx nunca entendeu a filosofia como filosofia.
Marx desde o início não fazia filosofia, fazia política, fazia crítica política e crítica pessoal, sempre direcionando todas as suas ações para destruir as teorias de filósofos e pensadores originais com a arrogante e egoísta intenção de colocar as suas ideias revolucionárias a frente de todas as outras..
Ao dizer "filósofos" ... ele não se coloca como tal, mas sim, se coloca apartado deles, como alguém que quer "mudar o mundo" com a ação revolucionária do socialismo científico "dele" !


Marx se referindo a “natureza humana”

A frase de Marx abaixo, é uma das coisas mais absurdas. que um ser humano poderia dizer:

“O Sr. Proudhon não sabe que toda a história nada mais é do que uma contínua transformação da natureza humana."
Karl Marx, A Pobreza da Filosofia, 1847.

Que transformação sofreu a natureza humana entre os seguintes acontecimentos históricos do passado e de épocas mais recentes ?

1. A defesa da Grécia em Termópilas, com 300 soldados espartanos, contra Xerxes e a defesa do Forte Álamo por 280 soldados norte-americanos contra Santa Anna.

2. Assassinato de Cesar em Roma e assassinato de Ghandi na Índia.

3. Corrupção de Judas por 30 dinheiros e corrupção de PC Farias no governo Collor no Brasil.

4. A Batalha de Gaugamela onde Alexandre derrotou Dario e a Batalha de Waterloo onde Wellington derrotou Napoleão.

Batalha de Gaugamela

5. E eu poderia citar também a Bíblia - Caim matou o irmão Abel por ciúmes e inveja .... isso ainda existe hoje em dia ?
- Claro que existe!

A natureza humana continua a mesma desde a Antiguidade até hoje.

Existiu alguma mudança na “natureza humana” dos cristãos, dos muçulmanos, dos budistas ao longo dos milênios ?

Que diferença de “natureza humana” existe entre Alexandre o Grande, Cesar, Gencis Khan e Napoleão Bonaparte ?

Cesar

Napoleão

Os seres humanos não mudaram em nada, continuam os mesmos que sempre foram, continuam pensando acima de tudo em sexo, e a maioria continuam traiçoeiros e mentirosos como sempre foram.

E Marx é a maior prova que a “natureza humana” continua a mesma !
Os maridos da Antiguidade comiam suas empregadas da mesma forma que Marx comeu a sua ... o ditado – “A carne é fraca.” vale para qualquer época.

A afirmação de Marx citada no início deste texto, é só mais uma estupidez dita por ele, apenas para criticar um pensador respeitado como foi Proudhon, contra o qual Marx nutriu uma inveja e ódio terríveis por toda a vida.


A História é várias coisas para Marx...

Marx escreveu no Manifesto Comunista de 1848:

“A história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história das lutas da classes.”

Como vimos no item anterior, Marx também disse que:

“a história nada mais é do que uma contínua transformação da natureza humana."

Ou seja, parece que a história “se adapta” a vontade de Marx !
E isso ai é a base do marxismo!

materialismo histórico = determinismo histórico e luta de classes.

Mas, tudo isso é uma grande embromação que jamais foi comprovada empiricamente.

Os marxistas se referem a todo instante aos “burgueses” e aos “proletários” como exemplo dessa idéia de “luta” de Marx...
Até parece que na história de 7000 anos da humanidade sempre existiram “burgueses” e “proletários” em luta por todo o tempo !

O que Marx disse não tem nenhum fundamento, foi apenas um motivo que ele arrumou para pleitear a revolução do proletariado, ou seja, foi uma “história” adaptada aos seus propósitos.

Por exemplo nos 3000 anos de história do Egito Antigo, que “luta de classes" existiu no Egito dos faraós ?
Por 3000 anos o governo da nação esteve nas mãos dos faraós e dos sacerdotes, existiram várias guerras e várias dinastias de faraós, mas, a sociedade continuou a mesma ... o Egito dos faraós só foi terminar em 300 a.C. quando Alexandre o Grande conquistou o Egito ... e isso não foi “luta de classes” !
Foi um imperador conquistando outro império !
Portanto, o que Marx disse não é verdade.


Que “luta de classes” existiu para o domínio do Mediterrâneo entre Cartago e Roma ?
Eram dois impérios (e não classes) que lutavam por esse domínio.
E esse fato histórico foi de importância crucial para os destinos da humanidade ocidental !
Se Cartago tivesse ganho, Roma não teria tido a importância que teve para o mundo ocidental !
Esse – fato histórico – foi decisivo para a história e jamais foi “luta de classes”.
Devido a esse fato, o materialismo histórico é uma mentira.

Guerras Púnicas entre Roma e Cartago, aconteceram a milhares de anos atrás, nelas não existiu luta de classes alguma

A origem do termo "materialismo histórico".

Marx nunca usou esse termo, Marx usava apenas "materialismo", e muito raramente inclusive.
Marx também nunca usou o termo "dialética materialista".
Estes termos foram criados pelos seguidores de Marx, a maioria das "teorias" e "livros" de Marx foram "editados" na URSS.
Com maior ênfase depois da segunda guerra mundial quando os soviéticos acharam que podiam dominar o mundo através da propaganda revolucionária.

O "materialismo histórico" tem como "obra" basilar quatro cartas escritas por Engels em 1894 para Starkenburg, Bloch, Schmidt e Mehring, e que foram dadas a conhecer por Eduard Bernstein em 1902.
Tais cartas foram usadas posteriormente para "fundamentar" a "teoria" do "materialismo histórico".
Mas, tais cartas não passam de cartas sem nenhuma base científica.

As quatro cartas podem ser encontradas em:

Engels on Historical Materialism
From New International, Vol.1 No.3, September-October 1934, pp.81-85.
Transcribed & marked up by Einde O’Callaghan for ETOL.
http://www.marxists.org/history/etol/newspape/ni/vol01/no03/engels.htm

Portanto, o "materialismo histórico" se baseia em quatro cartas de Engels!


O marxismo em sua interpretação ideológica da história a coloca como sendo apenas a história da Europa

A história não é única e determinística, vejamos alguns exemplos:
No ano de 1300 depois de Cristo tínhamos as seguintes situações históricas no planeta Terra:

Na Europa (Idade Média) existia uma história;
Idade Média, Feudalismo, Europa

na Ásia (dinastia Ming) outra diferente da Europa;
Dinastia Mimg, China

no Oriente Médio (Império Otomano nascendo) outra história diferente das duas anteriores;
Império Otomano, os mongóis no Oriente Médio

na África (Reino de Aksum e outros) outra também diferente das demais;
Reino de Aksum, Etiópia atual

na América (Incas e Astecas) outra história também diferente de todas as outras.
Astecas
Incas


Todas elas – histórias de sociedades humanas diferentes em uma mesma época histórica, ano de 1300 d.C..

De forma que ao mesmo tempo, várias histórias estavam sendo escritas, e nenhuma delas, tinha nada do determinismo que Marx quis dar a História!

As civilizações inca e asteca, nasceram e morreram sem nenhuma luta de classes que mudasse sua sociedade!
Quem mudou a história de incas e astecas foram os conquistadores espanhóis.


O “materialismo histórico” é uma “teoria” que é inteiramente refutada pela própria História, que em seus acontecimentos decisivos, nada tem de “luta de classes” e de determinismo, são impérios e nações se confrontando apenas pelo poder e dominação e dependentes em auto grau da ação humana de seus generais, cujo exemplo mais evidente foi a guerra entre Roma e Cartago pelo domínio do Mediterrâneo.

A história também se faz por atos humanos individuais, como por exemplo o assassinato de Cesar no senado romano.
Também um fato histórico decisivo que nada teve de “luta de classes”.
Ou a história se faz com a inesperada morte de Ayrton Senna.
Ou ainda a história se faz com o inimaginável naufrágio do Titanic.
Titanic
Ou com o impensável assassinato de John Lenon.
Se a história fosse determinista os humanos poderiam prever e evitar tais acontecimentos ... o que seria um absurdo lógico.


O determinismo do "materialismo histórico" foi refutado na 1a. Guerra Mundial pela própria história.

O marxismo seguindo a doutrina do "mestre", havia previsto que na próxima guerra total na Europa os proletários iriam se recusar de lutarem por seus países, os proletários de todos os países iriam se unir e lutar contra os burgueses e os derrotar...
Os "intelectuais" marxistas esperam religiosamente que essa solicitação de Marx se realizasse...

Porém... não aconteceu !

Os "proletários" lutaram por seus países como sempre fizeram.
A História se recusou a ser como Marx queria q ela fosse !
Esse fato foi uma prova definitiva da farsa criada pelo “materialismo histórico” marxista.


A contradição do materialismo histórico.

O conceito de dialética materialista como foi colocado por Marx no seu materialismo determinista entra em contradição direta com o socialismo científico e a exaltação da revolução do proletariado, e mais modernamente entra em contradição com a atuação dos intelectuais “engajados” e “militantes”.

A relação entre necessidade e liberdade, entre as condições materiais de existência e os sujeitos históricos, foi definida pelo materialismo histórico marxista como a hegemonia do objeto material sobre o sujeito social.

Em função disso, segundo os cegos seguidores de Marx, a história humana seria apenas um reflexo da história da natureza...
O ser humano é função do meio e os acontecimentos se dariam independentemente da ação humana segundo o determinismo dialético da história !

Mas, se assim fosse, toda a ação revolucionária dos partidos socialistas e comunistas não teria sentido !
Militância

Para que Marx fez o Manifesto Comunista que termina com o grito – “Proletários de todo o mundo uni-vos !” ... se os acontecimentos históricos não dependem da ação humana ?

Para que Marx criou uma instituição subversiva internacional, a Internacional Socialista, de onde ele e seu grupo expulsaram todos os que não obedeciam Marx, se a revolução histórica não depende da ação humana ?
Marx executando AÇÃO HUMANA para forçar os acontecimentos

Se a história humana não depende da ação humana para que são necessários os “intelectuais comunistas” e a sua ação humana na "condução" dos demais e do processo revolucionário marxista ?
Internacional Socialista, se a história fosse determinista tal instituição subversiva não seria necessária

Afinal, se a história humana não depende da ação humana para que são necessários os ativistas, militantes e engajados socialistas fazendo suas passeatas e manifestações subversivas?


Se a história é o determinismo da “luta de classes”, por que então Marx escreveu nas "Teses":

"filósofos têm, até agora, apenas interpretado o mundo de diversas maneiras, mas, o ponto é mudá-lo" !?

Por que ELE, Marx, quer “mudar o mundo” se ele próprio já decretou que a história é luta de classes ?

Essa é a prova da farsa mentirosa !

Para que precisa "mudar o mundo" se até então, como ele afirmou no Manifesto, a história da humanidade é a história luta de classes ?
Percebem a farsa ?

Como Marx quer mudar o mundo se a história materialista, segundo ele, é soberana e é ela que determina como os acontecimentos e personagens atuam ?
Farsante...


Mas, a mentira tem pernas curtas, e sempre leva o mentiroso a entrar em contradição.
E para demonstrar a mentira marxista mais uma vez, colocamos abaixo o texto de Marx contra Bakunin na Gazeta Renana, 1849.

“É uma infelicidade se a rica Califórnia foi arrancada dos mexicanos preguiçosos que não sabiam o que fazer dela ?
Se os enérgicos yankees, graças a exploração das minas de ouro daquela região, aumentam as vias de comunicação, concentram sobre a costa do Pacífico uma população densa e um comércio em expansão, abrem linhas marítimas, estabelecem uma via férrea de Nova York a São Francisco, abrem pela primeira vez o Pacífico à civilização e pela terceira vez na história dão uma nova orientação ao comércio mundial ?
A independência de alguns californianos pode sofrer com isso, a justiça e outros princípios morais podem ser feridos – mas isto conta, diante de tais realidades que são o domínio da história universal ?


O ódio irracional de Marx contra Bakunin o levou a uma total contradição !
A “história universal”, foi mais uma vez totalmente dependente da ação humana, neste caso, a ação humana dos “enérgicos yankees” !

Ou seja, o marxismo e seu "materialismo histórico" é uma enorme contradição, uma mentira histórica.
O marxismo é uma ideologia que muda sua fala ao sabor de seu ódio.


A omissão de Karl Marx diante da refutação do Volume I de O Capital.

Marx lançou o primeiro volume de O Capital quando tinha 49 anos.
Viveu mais 26 anos, e apesar de estarem prontos os demais volumes de O Capital, Marx não os entregou aos seu editor para publicação !
Estranha essa atitude....
Qual teria sido o motivo de Marx para não publicar em vida os outros volumes de seu principal livro se eles já estavam prontos ?

A respeito disso Mises diz o seguinte em sua obra “Ação Humana”:

“Há quem sustente que Marx não entregou aos seus editores o manuscrito original, por ter visto demonstrada a invalidez da teoria da mais-valia; por ter percebido que era indefensável a tese do salário vitalmente necessário, assim como o dogma fundamental do progressivo empobrecimento das massas no regime de mercado.”


Exatamente.
Marx, que passava muitas horas na sala de leitura do Museu Britânico, já tinha deduzido através da análise das estatísticas e informações técnicas da evolução da economia inglesa fornecidas pelo governo inglês, que o que ele havia previsto não era o que estava acontecendo !
Já tinha percebido que a teoria dele era furada !
Marx já havia se dado conta que a previsão dele sobre o progressivo empobrecimento dos trabalhadores não iria acontecer.

Sua previsão não iria acontecer porque a fabricação cada vez maior de mercadorias seriam - destinadas aos trabalhadores - os trabalhadores assumiam dois papéis - trabalhadores e consumidores - e com a aquisição cada vez maior de mercadorias e bens, os trabalhadores jamais iriam empobrecer, pelo contrário, iriam cada vez mais melhorar de vida, que foi o que aconteceu na Inglaterra!

Então, matreiramente, Marx deixou para Engels editar e assumir a culpa, uma vez que qualquer marxistas para proteger o “mestre” pode dizer que Engels interpretou errado o que Marx havia escrito


O “materialismo histórico” sumiu com 300 anos de história

Marx conta a história da civilização ocidental, ou mais precisamente, a história da suposta “luta de classes” e do suposto surgimento da burguesia, pulando da Idade Média para a Idade Contemporânea !

Marx ignora a Idade Moderna e o Mercantilismo como uma sociedade diferente da anterior, a medieval, e da posterior, a capitalista (liberal), cujo modo de produção hegemônico, o mercantil colonial, também não foi igual nem ao feudalismo nem ao capitalismo!
Mercantilismo

Marx ignora que o centro de gravidade econômica da sociedade ocidental que até 1500 era fixado na Europa feudal, a partir dos descobrimentos se deslocou para a América e demais colônias.

Durante 300 anos (de 1500 a 1800) as mercadorias que a Europa usava não eram produzidas na Europa, eram produzidas na América, na África e Ásia – nas colônias.

A madeira, o algodão, o açúcar, as especiarias, as pedras preciosas que a Europa usava eram produzidas onde ?
- Nas colônias da América, África, Ásia.
E quem produzia essas mercadorias não era mais o servo feudal, era o escravo negro, o modo de produção passou do servil para escravo.

O modo de produção passou de essencialmente agrário e artezanal de subsistência (feudal) para um modo de produção em engenhos de cana, em grandes propriedades rurais com produção para exportação, em extração vegetal e mineral em larga escala.
O modo de produção mudou de feudal para mercantil.

Engenho colonial

Era esse novo modo de produção – mercantil – que passou a sustentar a economia das nações europeias e não mais o trabalho servil no feudo.

Marx simplesmente ignora isso e continua a analisar a economia européia como se as colônias não existisses !
Marx continua falando como se o Feudalismo continuasse a existir até a Revolução Francesa !
Marx continua a falar da “luta” dos plebeus contra nobres, da formação da “burguesia” como se a economia européia fosse restrita ao continente europeu !


Marx simplesmente ignora a luta nos oceanos entre as potências coloniais !
Ignora as enormes riquezas que saiam dos portos da América e que tinham que atravessar o Atlântico, ignora toda e efervescência econômica e militar que existiu no Mar das Antilhas e na costa do Pacífico.
Marx permanece atado a sua cegueira ideológica que via apenas a Europa e uma época que havia terminado a 300 anos atrás e que ele ainda considerava como existente"
Isso tudo para justificar a sua teoria de surgimento da suposta “burguesia” !
Essa obtusa visão do mundo continua a supor que a suposta burguesia acumulava capital na Europa em 1789 saindo dos feudos !

E desconhece que as riquezas estavam sendo geradas e acumuladas na América, na América estavam surgindo ricos e influentes personagens, o dono do engenho, o dono das plantações, o dono do gado, o dono das minas !

Era nos campos platinos que estavam sendo geradas riquezas.
Eram nos campos do sul do EUA que estavam sendo gerados enormes capitais.
Era no norte do EUA que estavam sendo gerados novos processos de produção e não na matança estúpida da Revolução Francesa.
Era na América que estavam sendo traçados os destinos econômicos da sociedade ocidental e não na Europa.


E a prova disso é que a maior economia do mundo (EUA) se formou na América e não na Europa.

Marx com sua cabeça obtusa e ideológica só via o mundo na Prússia que ele considerava como uma civilização avançada ... e na França “filosófica” que ele invejava e odiava.

A produção de riquezas nas colônias e a Revolução Industrial na Inglaterra mudou o mundo, a Revolução Francesa foi só mais uma matança dentre muitas que aconteceram na Europa.

A grande revolução política do mundo ocidental foi o surgimento da primeira Constituição democrática do mundo moderno com a independência do EUA, e não com a degola de cabeças na França.

Em resumo, todo o período histórico do Mercantilismo, da formação dos estado-nação absolutistas, e as enormes riquezas geradas nas colônias que sustentaram a vida na Europa por 300 anos, desde 1500 até 1800, simplesmente não foram considerados por Marx.

A tal "acumulação primitiva" não toca nestes aspectos decisivos da história.
O trabalho do escravo negro que gerou toda essa riqueza e acumulo de capital – na América – e não na Europa - não faz parte da história para Marx, ele permaneceu fixado no trabalho servil como se ele tivesse continuado a existir até 1789 !
Devido a essa enorme omissão histórica, a história contada pelo marxismo é uma farsa ideológica que existe apenas para justificar a ideologia cega que prega a luta a matança entre humanos ...


A cega ideologia marxista.

Essa ideologia cega quer que o mundo viva em constante “luta de classes” entre humanos, essa ideologia cega desconhece que o mundo não muda de um dia para o outro com uma revolução, com matança, o mundo muda ao longo de séculos com novas ideias construtivas.

O mundo, a civilização ocidental, vinha desde a Antiguidade existindo de forma idêntica, mudou com a filosofia grega e com Alexandre o Grande que a divulgou por todo o mundo, até Socares existia o humano místico, depois de Socares passou a existir o humano racional.
O mundo mudou novamente 700 anos depois quando o cristianismo dominou na Europa.
O mundo mudou 1000 anos depois com o Renascimento e o surgimento da Ciência e com a descoberta da América.
O mundo mudou 300 anos depois com o Liberalismo político e econômico na Inglaterra e a subsequente Revolução Industrial e com a Revolução Americana que pela primeira vez nos tempos modernos instituiu o Estado de Direito democrático.
Foi só com a Revolução Industrial que o modo de produção humano realmente mudou... antes era dependente da força física de humanos e animais, agora não mais, agora as máquinas executavam a maior parte do trabalçho.

E o mundo está mudando 200 depois com a Era da Tecnologia, com a Globalização que está criando um novo modo de produção e um novo ser humano.
Um novo modo de produção, tecnologia, emerge no início do século XXI

Em todas essas mudanças cruciais para a humanidade, o fator mutante não foi a estúpida luta marxista entre humanos ... foram as idéias, a capacidade dos humanos de pensar e criar novas formas de existência para a sociedade humana.


O fantástico texto da Priscila

O texto que coloco a seguir não é meu, eu o li em uma comunidade do ORKUT a algum tempo atrás, a autora chama-se Priscila, o texto foi escrito por ela em um debate, a conclusão dela mostra toda a tolice marxista.

"Mas, segundo Marx, o MOTOR da História seria exatamente a luta de classes!
É evidente que você não tem razão: o PRÓPRIO MARX, ao ser confrontado com o paradoxo que ele mesmo havia construído - terminada a luta de classes, como era seu objetivo, a História "ESTAGNARIA" (não "terminaria", mas certamente estagnaria, não haveria mais mudanças e ficaria tudo como estava para sempre) - sentiu (Marx) o buraco em que havia se enfiado e admitiu que haveria "exceções" e que "em determinados casos" a História continuaria seu caminho, por "outras vias"... !

Como você vê, O PRÓPRIO MARX botou a sua viola torta no saco e meio que tentou "acochambrar" a burrice de sua afirmação anterior. Ele foi extremamente ridicularizado por tê-la feito, na época, e sentiu a crítica - que era, é claro, correta, e continua sendo!"

"Quando Marx ROUBOU a idéia da dialética hegeliana, ele não se deu conta que Hegel se referia a uma construção abstrata, ESPIRITUAL, que se refere a uma aproximação TRANSCENDENTAL.
E que nada é mais verdadeiro e lógico do que admitir que há um LIMITE nesta aproximação; por mais espiritualizado que alguém seja, não vai jamais "virar Deus
".

Portanto, a dialética hegeliana TERMINA, no plano metafísico e no filosófico, numa humanidade aperfeiçoada ao máximo dentro deste âmbito.
É uma ideologia muito elevada, evidentemente: o homem seguindo um processo de se tornar "melhor e melhor" até que se chegasse ao limite da possibilidade HUMANA de melhora."

"Quando Marx, repito, ROUBOU A IDÉIA, e a transferiu para o plano do materialismo, ele criou um absurdo lógico, um PARADOXO, porque não haveria como impor um limite ao progresso material das pessoas.
Não haveria, por exemplo, como afirmar que um determinado remédio, ou que um determinado conhecimento, ou que uma determinada técnica, ou que um determinado alimento, ou que uma determinada melhoria num sistema de transportes, ou habitacional, ou educacional, ou governamental, ou etc - não teriam mais que ser inventados ou descobertos porque "não precisava mais", eles seriam "desnecessários", já se haveria "chegado ao limite"!

Marx, portanto, ao querer transpor o espiritual para o material, SIFU - pois o que VALE num âmbito NÃO VALE no outro.
Este foi um de seus mais monumentais erros - um erro INERENTE ao marxismo
!"


Eu jamais li um texto com tamanha emotividade e que ao mesmo tempo contenha tamanha clareza racional!

Marx alem de ter ROUBADO a filosofia dialética da história de Hegel, também ROUBOU a ideia de "inverter Hegel", o Materialismo e a Alienação de Feuerbach.


Outras provas da falsidade do marxismo

Existem dois acontecimentos recentes na história da humanidade que demonstram de forma clara que o materialismo histórico e a teoria marxista da "superestrutura" social e política dependente da economia são falsas e não correspondem aos fatos.

1. O primeiro fato são os acontecimentos na China comunista.
Se o determinismo marxista da "superestrutura" social e política dependente da economia tivesse validade a China não mais deveria continuar com sua sociedade comunista.
Na China a economia foi radicalmente modificada nas últimas décadas, o mercado foi aberto a empresas privadas, a China se tornou uma grande economia capitalista, mas, a "superestrutura" social e política continua a mesma - comunista!
A mesma constituição comunista ainda vigora.
O governo, as leis, a política continuam comunista, a polícia, as execuções, as prisões políticas, e tudo o mais típico do comunismo continuam intactos, nada mudou.
Uma clara contradição a doutrina marxista.


2. A queda da URSS.
A URSS desmoronou, acabou, porém o fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) foi decisão de seus próprios direigentes políticos e não da economia, que sempre foi a mesma - socialista.
A URSS era uma ditadura socialista e mudou sua "superestrutura" social e política para democracia representativa, porém esta mudança foi uma decisão política de seus dirigentes, tal mudança não aconteceu por mudanças no modo de produção, na economia, que sempre foi socialista, tais mudanças aconteceram por decisão política dentro da própria "superestrutura" política socialista.
A Russia se tornou uma economia de mercado DEPOIS que a sua "superestrutura" social e política mudaram!
Uma clara contradição a doutrina marxista.

Alias, o mesmo está acontecendo em Cuba, onde o PCC continua no poder, Cuba continua comunista, mas, está tentando abrir a economia e mudar o modo de produção cubano para economia de mercado.

Estes são mais alguns fatos para fazerem os "intelectuais" marxistas engolirem seco e sentirem o amargo gosto de defenderem uma doutrina mentirosa.


As contradições do materialismo histórico "analisadas" por um marxista

Vou colocar a seguir e comentar um artigo sobre as contradições do "materialismo histórico", artigo este escrito por um marxista.
O artigo é interessante porque mais uma vez nos mostra a alienação que povoa a mente de marxistas..
Outro aspecto do artigo a ser notado é a devoção do autor em relação a Marx, o autor se refere ao texto marxista como "passagem", tal como se expressam os pastores em relação ao texto bíblico.

Materialismo histórico e determinismo: revisitando uma polêmica
Luta de Classes e Determinismo
José D'Assunção Barros

Modo de produção, luta de classes e determinismo


O conceito de modo de produção, como se sabe, é basilar para o materialismo histórico. Ainda não houve pensador marxista que o colocasse em xeque, pois dificilmente subsistiria algo que ainda pudesse ser chamado de materialismo histórico se o modo de produção não estivesse em um ponto central da análise historiográfica ou sociológica.
Na verdade, os dois conceitos fundamentais do materialismo histórico são modo de produção e luta de classes.
Isto porque, de um lado, a história é a história da sucessão de modos de produção (ou da transformação de formações sociais; e, de outro lado, a história é também a história da luta de classes – dos grupos sociais que se confrontam organizados por uma determinada consciência de classe e posicionados de alguma maneira em relação ao modo de produção em vigor.


Comentário:
Apesar das milhares de provas empíricas de que isso não é verdade, os "intelectuais" marxistas continuam a afirmar isso com a maior naturalidade do mundo como se fosse uma verdade absoluta!
Em vista da evidente discrepância da afirmação em relação aos fatos históricos, podemos classificar tal atitude como sendo um comportamento dos que imaginam situações que não existem.


Outro aspecto importante no processo de auto-recriação do materialismo histórico, a partir da contribuição coletiva que abrange inúmeros autores, é o fato de que, na história do materialismo histórico como um paradigma de análise histórica e social, o conceito de modo de produção foi adquirindo novas elaborações, particularmente à medida que os historiadores foram confrontando o modelo criado com situações históricas efetivas.
Lukács, Gramsci, Pierre Vilar, Edward Thompson, Eric Hobsbawm são apenas alguns dos nomes que se integraram a esse grande esforço de reformulação teórica de um conceito que ocupa uma posição tão central na concepção do materialismo histórico.


Comentário:
Como vemos o materialismo histórico está continuamente se "recriando", ou seja, uma "teoria" é inventada e em seguida refutada, ao ser refutada é abandonada e é buscada uma nova "teoria", que novamente é refutada, e novamente outra é buscada, e assim sucessivamente.


A questão-chave a ser enfrentada quando se fala em modo de produção é a do papel que deve desempenhar o “determinismo”, seja no que se refere às relações do modo de produção com outras instâncias da sociedade, seja no que se refere à transformação de um modo de produção em outro.
Até que ponto a passagem de um modo de produção a outro, no decorrer da história, pode ser entendida como determinada – como algo que ocorrerá necessariamente em uma certa direção, e não em outra?
Ao mesmo tempo, até que ponto a maneira como uma sociedade se estrutura nas suas condições mais imediatas de produção – na sua base fundamental, por assim dizer – impõe características que afetam o mundo humano em outras instâncias como a arte ou a religião?


Comentário:
A religião, seja ela a mais antiga, o judaísmo, ou o cristianismo, budismo, islamismo, demonstram a falsidade do materialismo histórico marxista uma vez que são instituições da "superestrutura social" supostamente dependente da "base econômica" para existirem, mas que continuam a existir e a dominar as ações da humanidade por milhares de anos passando incólume pelas diversas fazes históricas da humanidade desde o Império Romano até atualmente!
Mudanças no modo de produção e na base econômica não alteraram essa componente da "superestrutura".


Estas questões, relacionadas à noção de “determinismo”, também foram amplamente discutidas por pensadores posteriores ligados ao pensamento marxista.
São esses vários posicionamentos que examinaremos neste artigo, de modo a mostrar que também aqui o materialismo histórico tem se apresentado como concepção científica em permanente transformação.


Comentário:
Ou seja, o cara classifica como "ciência" uma coisa que não tem nenhuma consistência teórica, que não tem nenhuma base empírica que possa ser testada, e que ele próprio está colocando como estando em constante transformação!
O cara para afirmar tamanho disparate lógico foge ao bom senso.


A relativização da noção de determinismo nas diversas correntes marxistas


A relativização da idéia de determinismo econômico vem ocorrendo na verdade desde os próprios fundadores do materialismo histórico.
Nas Cartas a Starkenburg, Bloch, Schmidt, já começam a aparecer as ressalvas e observações de Friedrich Engels com relação à impossibilidade de se considerar um determinismo econômico absoluto, que regesse todos os fatos da história[1].
De igual maneira, tal como observa Eric Hobsbawm (1984: 45), marxistas posteriores começaram a discutir o papel do acaso e do indivíduo na História, a exemplo de Plekhanov (1987: 72-112).


Comentário:
Duas coisas importantes:
1. Temos ai que os próprios marxistas já constataram a impossibilidade do determinismo!
2. Alem disso, o texto que está em negrito mostra que o "materialismo histórico" NÃO É uma coisa de Marx, é UMA INVENÇÃO posterior a Marx que tem como "obra" quatro cartas escritas por Engels em 1894 para Starkenburg, Bloch, Schmidt e Mehring, e que foram dadas a conhecer por Eduard Bernstein em 1902, e que foram usadas posteriormente como "teoria" do materialismo histórico.


A idéia de determinismo – e existem diversos outros posicionamentos teóricos, para além do Materialismo Histórico, que também trabalham com esta formulação, e não apenas em referência à esfera econômica – sempre instiga preocupações relacionadas à reflexão sobre a liberdade humana.
Daí as questões relativas à determinação na história estarem entre os temas mais visitados e revisitados no campo do materialismo histórico.
De modo geral, os historiadores e filósofos marxistas, e o próprio Engels na sua correspondência dos seus últimos anos de vida, foram criativos em imaginar algumas saídas para aquilo que poderia se tornar um estagnante modelo de determinação absoluta.


Comentário:
Não é que foram criativos, o fato é que foram refutados, e foram obrigados, para manter a "teoria" viva, a criar artifícios para continuar a mante-la.


Houve também os que embarcaram na estagnação do determinismo absoluto, muitas vezes impondo esta idéia e eliminando evidências relativizadoras a golpes de martelo, como foi o caso de Joseph Stalin, que na fase de seu exercício ditatorial mais férreo impôs à historiografia russa o modelo único e inquestionável da sucessão unilinear de cinco modos de produção.
Por outro lado, as relativizações da noção de determinismo econômico foram mais ricas.


Devemos entender dois tipos de determinismo que são sugeridos pelo materialismo histórico, para analisar por partes esta questão.
Há, de um lado, um determinismo diacrônico, que seria aquele de acordo com o qual se diz que uma determinada estrutura social fatalmente resultará em outra (por exemplo, o modo de produção feudal necessariamente conduz ao modo de produção capitalista, e o modo de produção capitalista necessariamente conduz ao modo de produção socialista, sem reversões possíveis, atalhos, ou variações).


Comentário;
Temos ai mais uma vez a amnésia marxista ao ignorar a existência de toda uma época histórica, o Mercantilismo, na história da humanidade!
Para o marxista o feudalismo desemboca direto no capitalismo!
O período mercantilista que vai de 1500 a 1800 com toda a sua estrutura colonial escravocrata e mercantil não existe para a história marxista!
Esse fato é um dos maiores absurdos do marxismo.
Alem disso, como a história demonstrou, o capitalismo não levou ao socialismo, as grandes nações capitalistas estão ai até hoje, pelo contrário, as nações que implantaram o socialismo, como Rússia e China, é que voltaram a ser capitalistas !


E há, de outro lado, o que denominaremos determinismo sincrônico, que corresponde à idéia de que existe certa base que condiciona ou determina uma certa superestrutura.
As perguntas que se colocam relacionam-se à intensidade e à natureza da determinação que é imposta sobre a superestrutura pela base econômica (havendo, aliás, variações relacionadas ao que estaria de fato incluído na base).
Também se colocam outras perguntas, que se referem a possíveis influências da superestrutura sobre a base, ou sobre a relativa autonomia de alguns aspectos da superestrutura.


Comentário:
Se ELES SABEM que existem influências da superestrutura na base econômica... continuar a sustentar o materialismo histórico é um ato de extrema má fé.


Existem diversas passagens em Marx ou Engels que abordam o determinismo sincrônico, isto é, o determinismo que emana das bases materiais e econômico-sociais de uma sociedade e que resulta no surgimento de uma superestrutura correspondente, na qual se incluirão todas as maneiras de pensar e formas de expressão cultural como a arte, as concepções filosóficas, os padrões de sociabilidade, a ideologia, e assim por diante.
Em certa passagem de O 18 Brumário de Luís Bonaparte (1852 e 2009), que é uma obra na qual Marx procura empreender uma análise histórica específica, encontraremos as seguintes palavras:


“Sobre as diversas formas de propriedade e sobre as condições sociais de existência, ergue-se toda uma superestrutura de sensações, ilusões, modos de pensar e de visões da vida diversos e formados de um modo peculiar.
A classe inteira os cria forma-os a partir de sua bases materiais e das relações sociais correspondentes.
O indivíduo isolado, a quem afluem por tradição e educação, pode imaginar que constituem os verdadeiros princípios determinantes e o ponto de partida do seu agir” (MARX, 2009: 242-2434).


Comentário:
O que Marx disse acima ele disse sem nenhuma demonstração científica, é apenas uma opinião.
Se ele tivesse usado um pouco da realidade ele teria constatado que a causa que provocou o fim do feudalismo e o início do mercantilismo NÃO FOI material, mas sim FILOSÓFICA, foi o RENASCIMENTO que estabeleceu as bases filosóficas e cientificas para a subsequente mudança na sociedade como um todo de feudal para mercantil.


Esta passagem sugere que a base da qual parte o condicionamento incorpora tanto as “condições materiais” como as “relações sociais” e as “formas de propriedade”. Trata-se de uma base econômico-social, e há algo que dela fica de fora, que é determinado por este núcleo socioeconômico, e que corresponde a uma superestrutura relativa ao âmbito das idéias e das formas de sensibilidade.
Já em um texto publicado sete anos depois – este de natureza econômica (e não mais histórica) – aparece outra referência ao determinismo que posteriormente se tornou uma das mais citadas passagens de Marx para descrever o processo de condicionamento da vida social:


“Na produção social da própria existência, os homens entram em relações determinadas, necessárias, independentes de sua vontade; estas relações de produção correspondem a um grau determinado de desenvolvimento de suas forças produtivas materiais.
A totalidade destas ‘relações de produção’ constitui a estrutura econômica da sociedade, a base real sobre a qual se eleva uma superestrutura jurídica e política e à qual correspondem formas sociais determinadas de consciência.
O modo de produção da vida material condiciona o processo de vida social, política e intelectual.
Não é a consciência dos homens que determina o seu ser; ao contrário, é o seu ser social que determina a sua consciência” (MARX, Contribuição à Crítica da Economia Política, 1859 e 1977: 24-25g. 3437-1 conta 94-9 598,00).


Neste texto, um prefácio que prepara um ensaio de Crítica da Economia Política, a base parece convergir para um modo de produção que corresponderia à maneira como os homens em sociedade se organizam para produzir a sua vida material.

Comentário;
O autor do artigo está tendo alucinações, ou está com má intenção, está querendo "criar" alternativas que Marx não colocou.
Marx está dizendo exatamente a mesma coisa que disse anteriormente...


A totalidade dessas “relações de produção”, são palavras de Marx, constitui a “estrutura econômica da sociedade”, a base sobre a qual se eleva a “superestrutura”.
São diferenças sutis entre uma passagem e outra, mas pode-se perceber que aqui a “base” é mais enfaticamente econômica que social.
Marx fala agora em “relações de produção”, e não em “relações sociais”, quando pretende delimitar a base determinante, aqui já explicitada como a “estrutura econômica” da sociedade (sinônima, no texto, de “modo de produção da vida material
”).

Comentário:
O autor do artigo está manipulando e omitindo...
O que Marx disse no texto anterior é bem claro, ele disse:

"A classe inteira os cria forma-os a partir de sua bases materiais e das relações sociais correspondentes."

Antes da "relações sociais" está muito bem frisado por Marx as "bases materias".
Toda a "análise" subsequente do autor é falsa.


O que fica de fora, agora, e que consiste na superestrutura determinada, corresponde ao “processo da vida social, política e intelectual”.
Dito de outra forma, a base encurtou em relação à que era descrita no 18 Brumário, e a superestrutura ampliou-se concomitantemente.
Essas oscilações entre as várias passagens de Marx e Engels que se referem às determinações sociais sincrônicas já apontavam para variações que iriam ser freqüentemente exploradas pelos marxismos subseqüentes.
No limite, existirão autores que buscarão estender o modo de produção também aos aspectos culturais, de modo que as determinações e condicionamentos passarão a ser considerados por dentro do próprio modo de produção, em um universo mais complexo de interações, e não como originários de um setor específico – a economia – do qual as demais instâncias sociais constituirão meros reflexos.
De modo geral, os resultados das investigações empíricas da História tenderam a favorecer mais os modelos relativizados de determinismo, que oferecem aberturas para as complexidades históricas com as quais os historiadores vão se deparando nos seus processos efetivos de pesquisa, do que os modelos unilineares e redutores de determinismo.
O quadro 1 procura indicar as saídas fundamentais que têm sido pensadas por historiadores, sociólogos e filósofos marxistas no sentido de relativizar a questão do determinismo.
O ponto zero corresponde ao problema, que é a idéia de que possa haver uma determinação absoluta de uma base sobre a superestrutura.
O econômico teria aqui uma primazia, e as normas e cultura desdobrar-se-iam como meros reflexos secundários.
Esta posição foi radicalizada por alguns marxistas chamados ortodoxos, mas a verdade é que nos próprios textos de Marx não está muito claro que o fundador do marxismo tenha sempre acreditado nesse tipo de determinação absoluta, ou, rico (como o golpe de Luis Bonaparte, por exemplo), para trabalhar como um historiador o faria pelo menos, existem oscilações entre uma proposta mais determinista e outras posturas mais flexíveis em relação a estas questões, sobretudo à medida que a história vivida foi oferecendo a Marx exemplos concretos, ou nas ocasiões em que ele precisou se debruçar sobre um problema histórico (como o golpe de Luis Bonaparte, por exemplo), para trabalhar como um historiador o faria.

Queremos chamar atenção para os momentos em que Marx e Engels foram levados a flexibilizar a questão do determinismo – ou em vista de surpreendentes eventos trazidos pela história-vivida de sua época, ou em função das imposições da tarefa de escrever alguma obra propriamente historiográfica, uma tarefa diante da qual a complexidade e flexibilidade terminam por se impor de um modo ou de outro.
Mas reconhecer isto, é claro, não significa esquecer os inúmeros outros momentos em que Marx e Engels expressaram uma posição mais determinista.
Exemplo importante pode ser encontrado na Sagrada Família, obra escrita pelos dois autores em 1844, particularmente na Glosa Marginal Crítica n°2 do Capítulo IV (“A Crítica crítica na condição de quietude do conhecer”). Ali veremos passagens diversas que ilustram posições deterministas bem demarcadas, entre as quais a que se segue, apenas como exemplo:

“Sua meta e sua ação histórica [do proletariado] acham-se clara e irrevogavelmente predeterminadas por sua própria situação de vida e por toda a organização da sociedade burguesa atual” (MARX e ENGELS, 2009: 49).

Nesta obra, e em outras, mostra-se como tangível e irrevogável o movimento do proletariado em direção a negar a sociedade burguesa de modo a cumprir a sua tarefa histórica de instituir a sociedade sem classes.
De igual maneira, para citar uma obra específica de Engels, em 1884 este publicaria A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (2002) – uma leitura da história que se mostra inegavelmente teleológica, com grande inspiração na antropologia evolucionista que já ia se desenvolvendo por aquela época, e que prossegue no projeto de demonstrar a inevitabilidade do desaparecimento da sociedade de classes e do Estado[2].


Comentário:
É interessante notar a total alienação do autor ... pois, o que ele está dando como verdade é uma mentira que jamais aconteceu"


Isto posto, o próprio Engels (1820-1895), cuja vida ultrapassou à de Marx (1818-1883) em doze anos, já pôde se confrontar em 1890 com novos questionamentos que o levaram a rever ou aprimorar suas posições frente ao problema, inclusive considerando o desenvolvimento mais avançado de um movimento socialista que começara a gerar uma literatura crítica[3] a respeito.
Daí as cartas a Bloch (1890) e Mehring (1893), nas quais apresenta suas novas posições[4].
Dessa época data a formulação do que registramos no quadro 1 como a primeira saída do impasse do determinismo absoluto: a idéia do “determinismo em última instância”.
Uma passagem extraída de uma das cartas a Mehring ilustra bem a nova posição assumida por Engels em relação à questão do determinismo:


Comentário:
Os "intelectuais" marxistas criam "idéias" a partir de falsas interpretações, o marxismo é uma longa sequências de mentiras colocadas como "verdades" para justificarem a mentira subsequente.


“No mais, falta apenas ainda um ponto que nas coisas de Marx e minhas não foi regularmente destacado de modo suficiente e em relação ao qual recai sobre todos nós a mesma culpa. Nós todos colocamos inicialmente – e tínhamos de fazê-lo – a ênfase principal, antes de mais nada, em derivar dos fatos econômicos básicos as concepções políticas, jurídicas, e demais concepções ideológicas, bem como os atos mediados através delas.
Com isto, negligenciamos o lado formal em função do conteúdo: o modo e a maneira como essas concepções surgem.
Isso deu aos adversários um belo pretexto para erros e deformações / [...] /
Aqui [nos detratores do Materialismo Histórico] está subjacente a concepção vulgar, não-dialética, de causa e efeito como pólos opostos de modo rígido, com o esquecimento absoluto da interação. Esses Senhores esquecem com freqüência e quase deliberadamente que um elemento histórico, uma vez posto no mundo através de outras causas, econômicas, no final das contas, agora também reage sobre a sua circunstância e pode reatroagir até mesmo sobre as suas próprias causas” (ENGELS, Carta a Mehring, 1893 e 1984: 465-466)[5]

Comentário:

Estúpidos... cometem erros grosseiros, são refutados, mas não perdem a soberba.


Posição antípoda em relação à de “determinação em última Instância” é a idéia de “superdeterminação” (ou sobredeterminação), sustentada pelo filósofo franco-argelino Louis Althusser (item 6). Althusser, em seu ensaio intitulado Contradição e Superdeterminação (1960 e 1967), havia introduzido no marxismo estruturalista francês o conceito de “superdeterminação” de modo a adotar um modelo mais complexo de casualidade múltipla, tal como o que já vinha sendo empregado na Psicanálise, mas agora pensado como também aplicável a situações históricas e políticas. Em tal modelo, os princípios fundamentais do Materialismo Histórico parecem se esboroar: as determinações se invadem a cena de todos os lados, um tanto desordenadamente, e “os problemas do materialismo histórico e cultural são deixados sem solução, assim como embaralhados e elididos” (THOMPSON, 2001: 256).
Por outro lado, Louis Althusser é acusado de ter difundido em outras obras uma concepção bastante mecanizada em torno da mesma metáfora sobre base (vista como infraestrutura) e superestrutura.
Edward Thompson (1924-1993) dirige severas críticas às concepções de Althusser no ensaio “A Miséria da Teoria ou Um planetário de Erros” (1981), embora também desfeche contundentes críticas ao stalinismo, ao qual oporá à noção de “socialismo humanista” (1957).
Para Thompson, ao dialogar de modo equivocado com o estruturalismo, Althusser teria negado o papel ativo dos homens na história, concebendo-os como meros reflexos ou desdobramentos da estrutura.
Também contra Althusser partem vigorosas críticas de Pierre Vilar, em um artigo que escreveu em 1973 para a Revista dos Annales, intitulado “Histoire Marxiste, histoire em construction – Essai de dialogue avec Althusser”.


Tivemos ai mais um exemplo da total ausência de realidade empírica que alimenta a alienação marxista e sustenta o "materialismo histórico"..

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Notas.

[1] Algumas das correspondências que documentam estas preocupações podem ser indicadas. A Carta de Engels a Bloch, datada de 21 de setembro 1890; a Carta de Engels a Mehring, datada de 14 de julho de 1893, as Cartas a Schmidt, de 1890, e as Cartas a Starkenburg, de 5 de janeiro 1894. Ver FERNANDES (org.), 1984: 455-471.

[2] A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado busca estabelecer um profícuo diálogo com as pesquisas e reflexões de Lewis Henry Morgan (1818-1881), antropólogo norte-americano que desenvolveu pesquisas de campo entre os índios iroqueses e que publicou em 1877 um livro intitulado “Sociedade Antiga – ou: investigações sobre as linhas do progresso humano desde a selvageria, através da barbárie,até a civilização”.

[3] Sobre isso, ver o artigo de Eric Hobsbawm intitulado “O Doutor Marx e seus críticos vitorianos” (2000: 281-292).

[4] É verdade que as oscilações e hesitações de Engels em relação à questão do determinismo prosseguem, e em 1892 ele publicará uma nova edição de A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado.

[5] É importante refletir, igualmente, sobre o contexto que permeia estas idas e vindas de Marx e Engels em torno da questão do determinismo, suas hesitações, as contradições várias que aparecem no confronto entre seus escritos.
Marx e Engels tinham se lançado, já nas suas primeiras obras, a um árduo combate contra as concepções idealistas, de modo que se viram diante da imposição de supervalorizar o papel desempenhado pelos fatores econômicos.
Por outro lado, o último Engels já se coloca diante da tarefa de produzir e oferecer textos didáticos, e mesmo doutrinários, aos movimentos de trabalhadores socialistas do final do século, como é o caso, por exemplo, da obra Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico (1880).
Esta dupla tarefa de combate ao idealismo e de liderança militante, mediada pelas variações contextuais de sua conturbada época e também por novas intertextualidades em relação ao trabalho dos historiadores e antropólogos, deixa entrever o sutil jogo de tensões que preside esta dinâmica de recrudescimento ou flexibilização da proposta determinista de Engels e Marx.



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