A alienação

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quinta-feira, 18 de abril de 2013

"contexto histórico" - a ferramenta do marxismo "cultural" para adequar a história a seus dogmas ideológicos

Introdução

Não se sabe por que marxistas estudam história!
Se Marx já decretou que "A história da humanidade é a história da luta de classes.", então, não percamos tempo em estudar a história, ora bolas! a história é luta de classes e fim de papo!
Se após o estudo sempre vamos chegar a conclusão que os fatos históricos acontecidos se resumiram a "luta de classes"... é um desperdício perder tempo em estuda-los!

Para que estudar as Guerras Púnicas que decidiram o domínio do Mar Mediterrâneo no mundo antigo?
Se já sabemos de antemão, porque Marx decretou, que foi uma "luta de classes" entre o Império Romano e o Império Cartaginês?!

Amilcar, general cartaginês que comandou os exércitos da poderosa Cartago na Primeira Guerra Púnica contra Roma. O episódio histórico em que ele participou foi a disputa pelo poder no Mar Mediterrâneo entre dois impérios. O destino da humanidade sempre foi decidido dessa forma, e não por "luta de classes".


Cipião e Anibal os dois grandes generais que comandaram a Segunda Guerra Púnica (210 AC) entre Cartago e Roma. Roma venceu, e o mundo ocidental teve seu centro na cidade de Roma, e teve no latin a sua língua materna. Se Cartago tivesse vencido o mundo ocidental seria completamente diferente do que foi e é! Pois o centro do mundo seria no norte da África e não na Europa. O conflito entre dois impérios, que jamais teve o menor vestígio de "luta de classes", decidiu os destinos da cultura ocidental.

Para que estudar a Batalha de Acio se já foi decretado pelo materialismo histórico marxista que foi uma "luta de classes"?!

Batalha de Áccio (31 AC), batalha final entre a Roma de Octavio e o Egito de Cleópatra. Octavio ganhou e Roma continuou a ser o centro do mundo, se Cleópatra tivesse ganhado a guerra Alexandria no Egito seria o centro do mundo! Nesse episódio decisivo para a humanidade não existiu o menor vestígio de "luta de classes".

Para que vamos estudar a vinda de D. João VI para o Brasil se já sabemos que foi por causa da "luta de classes" entre Napoleão e os lusitanos que D. João veio para cá?!
Não haveria necessidade...

A vinda de D. João VI para o Brasil foi muito importante para o Brasil e foi a causa direta da independência do Brasil. Mas, que "luta de classes" existiu nesse episódio da história do Brasil? - Nenhuma é claro! D. João veio para o Brasil porque Napoleão invadiu e ocupou Portugal.

Mas, marxistas gostam de "estudar" história porque ai podem usar o "materialismo histórico" que inventaram [Nota. Marx jamais utilizou tal termo "histórico", usava apenas "materialismo", que aprendeu com Feuerbach, o iniciador da teoria materialista.], mas nesse "estudo" ideológico da história, como já existe o lugar comum da "luta de classes" supostamente determinante dos destinos da humanidade, o marxismo cultural inventou um outro termo "científico" para mascarar esse determinismo e que de forma genérica explica tudo na história - o tal "contexto histórico"!

Esse "conceito" explica tudo, tem mil e uma utilidades, e tem que ser forçosamente enfiado no meio da conversa se alguém quiser falar com marxistas sobre história, e não adianta insistir, se você não sabe qual foi o "contexto histórico" que o marxismo diz que envolveu o fato... para o marxista você será um ignorante que não sabe história [Nota. Aqui temos um problema, é quase certo que se acatarmos aos desejos do marxista e colocarmos qual foi na nossa opinião o "contexto histórico"... ele não vai concordar conosco! Por experiência prática inúmeras vezes, posso garantir que se dissermos que o "contexto histórico" foi "A"... o marxista vai discordar e dizer que não, que foi "B".].

Como o "contexto histórico" serve para explicar tudo ele é mutante...
Para o marxista 2 acontecimentos históricos diferentes na Inglaterra entre 1837 a 1901, apesar de terem acontecido na Inglaterra vitoriana, que todos que estudaram história sabem quais foram as características, vão ter "contextos históricos" diferentes, para um o marxista inventa um contexto, para o outro ele inventa outro, e assim sucessivamente.

Uma vez eu pedi para um marxista me dizer qual foi a "luta de classes" nas Guerras Púnicas entre o Império Romano e o Império Cartaginês... e ele teve a coragem de dizer que foram as lutas de classe entre patrícios e trabalhadores em Roma!


As diferenças entre o estudo de história tradicional e o marxismo.

O historiador NÂO marxista, um ser em extinção atualmente, desde e sempre estudou história procurando as "causas" que levaram ao evento e depois determinando as "consequências" dele, que serão "causas" de outros eventos mais a frente.
Os historiadores não marxistas sempre souberam que a história, não na sua totalidade, mas em parte dos eventos, depende de acontecimentos anteriores, chamados de "causas", pois isso é uma coisa óbvia!

Borges Hermida foi um dos melhores historiadores brasileiros, milhões de crianças brasileiras estudaram história em seus livros em uma época que o estudo de história não era como atualmente que é apenas doutrinação ideológica para o marxismo.

O primeiro historiador da história humana, foi a pessoa que escreveu nas tabuinhas as façanhas do rei Gilgamesh de Uruk, Suméria, o fez de forma natural, narrando os acontecimentos, contando as razões, descrevendo os personagens, o desenrolar da ação, e o resultado final, e nós hoje em dia temos uma boa idéia de como foi lendo o que está escrito nas tabuinhas... e não precisamos de "contexto histórico" algum, mesmo porque não sabemos nada dele, uma vez que foi a primeira vez que um fato da história foi narrado através da escrita, que os sumérios inventaram.

Historiador sumério contando pela primeira vez a história da humanidade a 7000 anos atrás! A história de um rei poderoso, Giigamesh, e de suas façanhas guerreiras de suas ações para seu povo. Não existe na narrativa nenhuma "luta de classes".

O historiador não marxista se preocupa principalmente em estudar o evento em si, estudar a ação humana dos protagonistas dentro dele, as estratégias e táticas que utilizaram se for uma guerra, estudar a biografia dos líderes... e o mais importante, aprender com eles.

Para o historiador tradicional na Batalha de Waterloo é importante saber os acontecimentos que a antecederam e as características da época ("contexto histórico"), mas é fundamental saber o que aconteceu durante a batalha!
Para o historiador prático, tradicional, é de suma importância saber quais foram as AÇÕES HUMANAS que decidiram a batalha a favor da Inglaterra!
O historiador prático, tradicional - JAMAIS - irá pensar que a luta já estava decidida pelo "contexto histórico"!

Para o historiador não marxista o decisivo em um episódio histórico é a ação humana no instante em que o fato está ocorrendo...
Na Batalha de Waterloo é importante saber a movimentação das tropas, e através desse estudo determinar as decisões dos generais e assim entender as razões da vitória de um deles.



Todos que estudam história da forma tradicional sabem quais eram as características do período histórico no início do século XIX... mas isso não é decisivo e muito menos determina de que forma os fatos subsequentes vão acontecer... se isso fosse verdade seria fácil prever o futuro!
O "contexto histórico" não vai nos dizer o que foi que Napoleão fez de errado em Waterloo... para saber isso temos que estudar o que aconteceu durante a batalha.



O ataque da Brigada Ponsonby foi um dos elementos decisivos para a vitória de Wellington em Waterloo!
O ataque da brigada foi decisivo nos destinos da humanidade, pois este destino dependeu de quem saiu vitorioso nessa batalha. E mais uma vez, o "contexto histórico" não influiu nisso e muito menos todos estes episódios decisivos para a história da humanidade foram "lutas de classes".



Wellington, da ação humana deste grande general inglês na estratégia usada em Waterloo dependeu a vitória da Inglaterra contra a França de Napoleão e consequentemente a história da humanidade.

Para o historiador tradicional e para todos os humanos que tem um mínimo de bom senso a batalha de Waterloo foi decidida pelos personagens humanos que dela participaram e não pelo "contexto histórico" em que ela aconteceu!

O "historiador" marxista não se preocupa com isso, pois os protagonistas não são importantes na história para o marxismo, uma vez que a história é "luta de classes" o fato aconteceria independente da ação humana individual dos protagonistas ou líderes...

Esse é um historiador marxista... a história dele é "como mudar o mundo"!

Engels esfatizou - Napoleão foi apenas mero acaso, se não fosse ele outro ser humano teria feito as mesmas coisas que Napoleão fez... uma vez que os acontecimentos já estavam determinados para acontecerem em virtude do "contexto histórico".

Fonte da carta onde Engels afirma isso:
http://www.marxists.org/archive/marx/works/1894/letters/94_01_25.htm

"That Napoleon, just that particular Corsican, should have been the military dictator whom the French Republic, exhausted by its own war, had rendered necessary, was an accident; but that, if a Napoleon had been lacking, another would have filled the place, is proved by the fact that the man has always been found as soon as he became necessary: Caesar, Augustus, Cromwell, etc."
Engels to Borgius, London, January 25, 1894


Então, eis ai o porque tudo é explicado por um marxista pelo "contexto histórico"... o "mestre" e o auxiliar do "mestre" disseram que a história é "luta de classes" e portanto para o "materialismo histórico" marxista a história é determinística e vai acontecer independente dos humanos que dela participem!

Devido a isso o marxismo cultural criou uma forma "científica" para dizer o que o "mestre" decretou, ou seja - o "contexto histórico".

Então, "contexto histórico" é a argumentação "científica" que os marxistas inventaram para dizerem que a história é determinista e independe da ação humana individual.

Para o marxismo o nazismo não aconteceu por causa das idéias de Hitler e seu grupo, aconteceu devido ao "contexto histórico" da época, e se não tivesse aparecido Hitler, da mesma forma que Napoleão, apareceria outro ser humano que faria as mesmas coisas que Hitler fez!

Para a insensatez marxista Hitler e qualquer outro personagem importante da história humana são mero acaso... se Hitler não tivesse existido outro homem teria feito exatamente o que ele fez na mesma época!


E isso é assim porque os humanos são iguais!
Portanto, qualquer pessoa pode ser um Napoleão ou um Hitler!
Tal aparição só depende do "contexto histórico"!


Evidentemente o marxismo jamais provou cientificamente que essa sua "bola de cristal" é verdadeira.
E claro, TODAS as previsões do marxismo não aconteceram, embora, no século XX os marxistas tenham assassinado milhões de pessoas nas 50 nações onde implantaram o "socialismo científico" de Karl Marx para forçar tais previsões a acontecerem.

E mesmo diante do colossal fracasso catastrófico do marxismo no mundo os marxistas não desistiram!
Estão ai por todo o mundo infiltrados por toda a midia, em ONGs, em organizações internacionais como ONU e FMI, e em especial estão aquartelados maciçamente nas áreas de humanas das universidades aplicando lavagem cerebral em alunos incautos e os incitando a fazerem protestos e invadirem e ocuparem reitorias.


Explicações para o que vem a ser "contexto histórico" encontradas na Internet.

Vou colocar e comentar 3 delas:

1. Contexto histórico é "o momento" de determinada época sob diversos aspectos.
É como se eu morasse bem longe, chegasse no país hoje e você tivesse que me explicar como as coisas andam: que existe altos índices de violência em algumas cidades, crise aérea etc.


Comentário:
Então... para marxistas e assemelhados "contexto histórico" pode ser definido como sendo isso ai.
Os acontecimentos históricos dependem de se existe violência em umas cidades, ou se os controladores de vôo estão em greve...
Para o marxismo Dilma não foi eleita presidente do Brasil porque Lula a indicou e junto com a militância petista fez maciça campanha na TV e nos palanques para ela, ela foi eleita devido ao "contexto histórico" acima citado ou qualquer outro "contexto" que o marxista inventar que existiu.

Em função do "materialismo histórico" os marxistas culturais criaram o "conceito" de "contexto histórico" que tem a intenção de dizer com outras palavras que a história é determinista e que os acontecimentos históricos não dependem dos protagonistas neles envolvidos, mas sim, dependem do "contexto histórico"... entretanto, o esquerdismo e sua militância são os maiores ativistas da ação humana para fazerem as coisas aconteceram!
Lula e Dilma são um exemplo dessa ação humana do marxismo para forçar o acontecimento do que eles querem que aconteça.


2. Contexto histórico é o cenário político, social, cultural e econômico na ocorrência de uma determinada idéia ou evento.
A fim de melhor entender algo da história, temos de olhar para o seu contexto - as coisas que o cercam no tempo e lugar e que lhe dão o seu significado.
Desta forma, podemos obter, entre outras coisas, uma noção do quão único ou comum um acontecimento ou idéia pode ser em comparação com outros eventos e idéias.


Comentário:
Podemos ver claramente que essas palavras descrevem uma opinião subjetiva da pessoa que escreveu, não existe na frase nenhuma demonstração objetiva que lhe acrescente lógica e que a faça ser aceita como verdade comprovada.
É assim porque a ferramenta usada pelo marxismo é a dialética, que como Kant demonstrou, é subjetiva e cuja "síntese" depende unicamente da opinião pessoal do dialético.
O que se nota é que a importância não é dada ao fato, mas sim a se o fato é único ou comum. O que não deixa de ser uma tolice pois os fatos históricos jamais são iguais, os fatos históricos sempre são únicos pelo simples fato de terem acontecido em tempos diferentes e praticados por pessoas diferentes.


3. Contexto histórico é a realidade histórica que cerca o fato em questão.
Tem como função esclarecer que não existem fatos isolados.
Por exemplo:
a. a libertação dos escravos aconteceu por conta dos interesses políticos da época.
b. a força de trabalho feminina se tornou necessária por conta da Guerra Mundial.


Comentário:
Isto (item "a") é um tanto ridículo... sempre existirá o interesse político!
O início da escravidão também aconteceu porque existia interesse político!
A manutenção da escravidão no Brasil por 300 anos também aconteceu por interesse político ... ora bolas!
Agora vamos explicar toda e história com esse lugar comum?
Será que vamos explicar o por que de no EUA a libertação dos escravos ter acontecido 100 anos antes do que no Brasil por causa do "contexto histórico" e consequentemente porque existiam "interesses políticos" ?
Que porcaria de análise histórica é essa que já tem uma resposta pronta (contexto histórico) para todos os acontecimentos históricos?

Outra tolice é dizer que "não existem fatos isolados".
Existem fatos isolados sim.
O naufrágio do Titanic é um fato histórico que não dependeu de "contexto histórico", pois na mesma época existiam outros navios transatlânticos navegando na mesma rota do oceano e que não naufragaram.
O Titanic naufragou porque um de seus operadores não deu importância a segurança.

O Titanic foi um evento isolado na história da humanidade, e seu capitão não preparou adequadamente seus operadores para que dessem a devida importância as ameaças de segurança.


E também, o mais importante, o fato de "não existirem fatos isolados" não atua no desenrolar do fato histórico no presente.

Vamos pegar como exemplo a Guerra do Paraguai, é evidente que existiram causas para que a guerra acontecesse, todos sabemos disso, mas, o desenlace da guerra e seu resultado final dependeram unicamente do desempenho dos exércitos, e em especial das estratégias e táticas usadas pelos comandantes durante a guerra e não do "contexto histórico" que a precedeu que era o mesmo para ambos facções em luta.

Podemos dar um exemplo mais fácil para a compreensão do que estamos expondo, por exemplo um jogo entre Corinthians e Flamengo pelo Camperonato Brasileiro em uma situação decisiva, evidentemente existe todo um "contexto histórico" em torno do jogo que o antecedem, mas, o que vai acontecer dentro de campo, quem vai ser o melhor jogador, quantos gols vão acontecer e quem vão ser os goleadores, e qual vai ser o resultado final do jogo é totalmente imprevisível!

Se os acontecimentos históricos são deterministicos e dependem do "contexto histórico"... será que o marxismo conseguiria dizer qual vai ser o vencedor no próximo confronto entre Flamengo e Corinthians?

Então, de nada adianta saber o "contexto histórico" que envolveu o jogo, pois o seu desfecho vai depender unicamente da AÇÃO HUMANA dos protagonistas dentro de campo!
E se o Corinthians vencer e for campeão os que ficarão para a história serão os jogadores que brilharam nesse jogo e a contagem final da partida!

Vamos colocar outro fato histórico, a Guerra Civil Prussiana de 1848/9. que Karl Marx e Engels participaram efetivamente.
É evidente que ela aconteceu em um "contexto histórico", todos sabemos disso, é o que os historiadores NÃO marxistas chamam de "causas" dos acontecimentos históricos.
Mas, tais causas não influíram no desenrolar da guerra, elas pertencem ao passado, os acontecimentos durante a guerra e seu desenlace dependeram da ação humana das partes em luta, das estratégias e táticas adotadas por ambos os lados e da competência de cada exército em coloca-las em prática no campo de batalha NO PRESENTE.
Nem Marx e Engels acreditavam no determinismo que pregavam!
Pois ambos foram para a Alemanha lutar na guerra, e Marx ficou em Colônia publicando seus panfletos (Nova Gazeta Renana) subversivos instigando os comunistas a lutarem e inventando maledicência contra as demais facções em luta.
Se Marx acreditasse nas suas "previsões" deterministas sobre o capitalismo ele não teria exercido a sua AÇÃO HUMANA editando seu jornal durante a guerra civil!

Marx não confiava no "contexto histórico"... foi para Colônia durante a guerra civil prissiana e através de panfletos subversivos tentava "ajudar a história" a ser como ele queria!

Quanto ao item "b" é uma total desvirtuação dos fatos, uma tolice, o trabalho feito por mulheres existiu desde sempre na humanidade, as mulheres desde sempre trabalharam no campo.

Gravura feudal que mostra o trabalho feminino e infantil na Idade Média. Desde e sempre mulheres e crianças trabalhavam para ajudar a família... pois a vida sempre foi dura para os seres humanos e todos precisavam ajudar. A partir de 1800 com a Revolução Industrial que criou as máquinas, com a divisão do trabalho que aumentou a produtividade humana na produção de mercadorias, com a democracia e com o livre mercado, a sociedade liberal foi pouco a pouco mudando essa condição milenar.

Com a Revolução Industrial (1750-1850) e o surgimento do sistema de "divisão do trabalho" as mulheres passaram a trabalhar nas fábricas muito antes da Guerra Mundial.
Na Guerra Mundial o trabalho feminino nas fábricas apenas aumentou devido ao fato que eram os homens que iam para a guerra, como sempre foi na humanidade, e não por causa da guerra em si.


Explicações encontradas em "teses" de mestrado feitas por marxistas nas universidades.

1. Contexto histórico do século XVIII

Rousseau escreve durante o século XVIII, o chamado “século das luzes”.
Nessa época, a Europa vivia lutas sociais, assistia o desenvolvimento da burguesia e o estímulo à crença na racionalidade baseada nas concepções cartesianas.
Na França, o Ilusionismo – instrumento teórico de que se valeu a burguesia para questionar o poder dos reis absolutistas – contou com três grandes nomes: Voltaire, Montesquieu e Rousseau.
Os dois primeiros propunham transformações moderadas, enquanto o último sugeria transformações radicais.
No campo da economia, duas principais correntes desenvolveram-se no período: a fisiocracia, cujos princípios estiveram em voga no final do século XVIII, e o liberalismo, que logo passou a ser aceito universalmente como “verdade” econômica.
A escola econômica fisiocrata, da qual é famosa a expressão Laissez faire, laissez passer, le monde va de lui même (“Deixe fazer, deixe passar, o mundo vai por si mesmo”), rejeitava o metalismo e acreditava ser a terra a única fonte de riqueza.
O comércio e a atividade manufatureira seriam apenas meios de fazer circular a riqueza. Os principais nomes dessa escola foram Guesnay, Gournay e Turgot.
Por sua vez, o liberalismo econômico – cartilha do capitalismo liberal – fundava-se nas idéias do britânico Adam Smith, considerado o pai da economia como ciência, e afirmava ser o trabalho a única fonte de riqueza.
Por último, o despotismo esclarecido consistiu no assessoramento de diversos reis absolutistas europeus por seus ministros “esclarecidos”, possibilitando a realização de reformas de cunho iluminista, de forma a atenuar as tensões entre monarcas e burguesia. As reformas enfatizaram o aspecto econômico, mas também estimularam a cultura, as artes e a filosofia.
Os reis franceses, entretanto, permaneceram irredutíveis a qualquer tentativa de reforma, culminando no rompimento da ordem vigente com a revolução burguesa iniciada em 1789.
O sucesso da Revolução Francesa(?) e da independência dos Estados Unidos fizeram com que as idéias iluministas deixassem de ser meras propostas e passassem a fundamentar o sistema conhecido como liberalismo político, que iria se consolidar em grande parte do Ocidente a partir do início do século XIX
.

Comentário:
A descrição acima de forma vil tenta adaptar o curso da história ao que a ideologia marxista diz, nada mais que a costumeira trapaça marxista em criar mentiras que pela ação incessante da militância doutrinaria irá se tornar verdade para inocentes alunos nos bancos escolares.

O Iluminismo francês NÃO TEM a menor influência no Liberalismo inglês!
Já na primeira metade do século XVII o Partido Wing (Liberal) existia no Parlamento Inglês.
A democracia liberal inglesa com sua monarquia constitucional surgiu muito antes do iluminismo francês aparecer no século XVII!
Já em 1707 a democracia liberal e a monarquia constitucional inglesa estavam em vigor.
Alem disso, John Locke (Wringtown, 29 de agosto de 1632 - Harlow, 28 de outubro de 1704 ), o filósofo inglês iniciador do liberalismo político também viveu no século XVII e exerceu sua influência filosófica muito antes do iluminismo francês surgir.


Estes fatos refutam a argumentação equivocada que foi o iluminismo a "base teórica" para o liberalismo, não foi, o liberalismo político surgiu na Inglaterra no século XVII com Locke e outros, e o liberalismo econômico também surgiu na Inglaterra em 1776 com Adam Smith.

O liberalismo político inglês fez surgir a democracia parlamentarista liberal inglesa (1707) e em seguida esta deu origem a Revolução Industrial a partir de 1750 que foi a base do desenvolvimento econômico inglês e que apenas no século XIX se propagou para o resto da Europa e do mundo.

Outra alegação leviana é a de que a revolução francesa foi uma revolução "burguesa"... como pode ter sido se na França em 1789 não existiam industrias e fábricas que ainda estava surgindo na Inglaterra?
Como pode ter sido a revolução francesa uma revolução "burguesa" se a França era essencialmente agrícola e tinha sua economia dependente das colônias onde o trabalho escravo, e não o trabalho assalariado, existia?
Como a revolução francesa pode ter sido "burguesa" se entre seus líderes não existia nenhum burguês e não existe nenhuma documentação que prove qualquer ligação/acordo deles com essa suposta burguesia?

LÍDERES DA REVOLUÇÃO FRANCESA


Marat, médico fracassado de olho arregalado.


Danton, advogado fracassado de olhar frio.


Robespierre, advogado fracassado de olhar angelical, os mais perigosos, os de olhar angelical matam em nome da pureza que supõem possuir.


La Fayette, era um aristocrata francês, tinha o título de Marques, era também militar.

Estas quatro pessoas, que não tinham absolutamente nada de burgueses, foram os líderes da revolução francesa.
Os três primeiros eram pessoas que não se deram bem nas profissões que escolheram e viraram políticos, e La Fayette, era o oposto do burguês! Era aristocrata, pertencia a nobresa francesa!
A revolução francesa foi feita por essa gente e não por burgueses que nem existiam na França de 1789.



A revolução francesa teve como causa a falência do estado absolutista francês devido aos altos gastos da luxuosa corte dos Luizes e a tentativa de Luiz XIV de resolver esse problema cobrando impostos sobre as terras da nobreza e do clero, e estes em resposta passaram a difamar a realeza e a incentivarem críticas contra o rei através do Clube dos Trinta e no Parlamento.
Isso veio juntar-se a miserável condição em que o povo francês vivia o que deu apoio popular aos líderes.

No final a revolução francesa foi só um dos maiores horrores já ocorridas na humanidade e que deu em nada, sua maior produção foi o ditador imperador Napoleão.
O resultado da revolução francesa foi totalmente diferente do que existia na Inglaterra!
Na Inglaterra as revoluções fizeram surgir a democracia parlamentarista, na França a revolução fez surgiu o despotismo de Napoleão e depois dele o absolutismo real voltou e apenas em 1870 a França foi finalmente se tornar uma democracia.
O que dizem sobre a revolução francesa é uma colossal mentira marxista.


Napoleão III, rei absolutista francês que só foi sair do poder em 1870.
Ou seja, o absolutismo na França só foi deixar de existir em 1870.
Este fato demonstra que a revolução francesa foi apenas uma matança que não contribuiu em nada para o surgimento da democracia liberal na Europa e muito menos para os direitos humanos, pois uma revolução que decepou 4000 cabeças na guilhotina sem julgamento não pode representar nada que diga respeito a direitos humanos.



2. "Contexto histórico" do fascismo italiano

No início do século 20, a Itália vivia uma profunda crise. A unificação de seu território foi tardia, as guerras tinham durado entre 1859 e 1870, mas os problemas políticos e sociais ainda não tinham terminado: o papado romano não aceitava se submeter ao rei da Itália; as várias regiões, historicamente diferentes, se recusavam a falar o italiano, preferindo os dialetos locais.
Além disso, os problemas econômicos eram sérios: a industrialização e a modernização da economia aconteciam de forma lenta; as diferenças entre o Sul do país, agrícola e muito pobre, e o Norte modernizado eram gritantes, dificultando a integração econômica.
Levas de migrantes buscavam trabalho nas indústrias, esvaziando o campo, causando períodos de carestia. Ao mesmo tempo, o desemprego aumentava nas cidades industriais.
Os partidos de esquerda, comunistas e socialistas, bem como os anarquistas, ganhavam cada vez mais adeptos entre os italianos, o que preocupava a elite capitalista.
O Estado monárquico, herdado do período da unificação (dinastia de Savóia), marcado por um profundo conservadorismo e com o apoio das elites industriais, pouco fazia para resolver os problemas sociais.
Em nome do crescimento no cenário internacional (reconhecimento de sua soberania política e busca de territórios para expandir sua economia), a Itália se declarou inimiga da Alemanha e entrou na Primeira Guerra Mundial em 1915.
Por estar ao lado dos países vitoriosos no conflito, a Itália pretendia receber alguns territórios, mas teve suas ambições frustradas, o que causou um grande mal-estar na população, que se sentia traída pela Inglaterra e pela França.
Para completar o quadro negativo, a crise socioeconômica se aprofundou no pós-guerra.
É nesse contexto que surge o movimento fascista.


Comentário:
Exato, era essa situação que existia na Itália antes do surgimento do fascismo.
Mas, a pergunta é - no que isso influiu no surgimento do fascismo?
Por que a Itália não se tornou socialista ou anarquista, já que como foi dito tais ideologias cresceram muito na Itália?
O "contexto histórico" explica por que não foi o Partido Comunista Italiano de Gramsci que assumiu o poder na Itália?

Por que Gramsci, o fundador do Partido Comunista Italiano não foi o escolhido para dirigir a Itália?

Por que foi Mussolini e não Gramsci o escolhido pelo povo italiano para conduzir a nação?

Por que Mussolini, o fundador do Partido Fascista Italiano foi o escolhido pelo povo italiano para dirigir a Itália?

Acredito que o "contexto histórico" não explique tais coisas de forma verdadeira, o que explica é a análise da AÇÃO HUMANA nos acontecimentos subsequentes.


Características da época em que Karl Marx viveu.

Marx passou a maior parte da sua vida na Inglaterra numa época que ficou conhecida como "Era Vitoriana", pois durante 1837 até 1901 era rainha da Inglaterra a rainha Victória.

ERA VITORIANA


A primeira metade do século XIX é uma época de importantes reformas.
Com o reinado de William IV e a Lei de Reforma (1832) a Inglaterra mudou seu sistema eleitoral e aumentou o número de pessoas que tinham direito ao voto.
Em 1833, o Factory Act proibiu o trabalho de crianças nas fábricas, o trabalho de crianças era uma tradição que existia a séculos por toda a Europa, a partir do "Act" as crianças não poderiam mais trabalhar 48 horas semanais.
Esta lei também tentou proteger os trabalhadores adultos.
Em 1837 a rainha Vitória sucedeu William IV, ela reinou até sua morte em 1901.

Rainha Victória e seu marido.


As características desse longo período foram as seguintes:

- O progresso material e cultural para o cidadão inglês.
- Desenvolvimento da democracia e do sistema liberal do livre comércio.
- Expansão imperial.
- Desenvolvimentos políticos e constitucionais.

A rainha Victoria conduziu o seu reinado para a democracia, ela reinou constitucionalmente e evitou os movimentos revolucionários que aconteceram em 1848 pela Europa incentivados pelo Manifesto Comunista.
Ela era amada especialmente pela classe média, que compartilhou sua moral, religiosidade e pontos de vista, e também admirava seu comportamento decente, conhecido como "vitorianismo"

Acontecimentos principais:

Cartismo (1838-1848)
Cartismo foi um movimento operário radical que expressou o descontentamento popular para as más condições dos trabalhadores e da Lei de Reforma.
Este movimento queria dar aos trabalhadores mais importância na vida social e política do reino e aliviar seu sofrimento.
Na verdade, mesmo que a economia Inglesa tivesse uma posição de liderança na economia mundial, os trabalhadores não tinham melhorado suas condições. Legislação fabril não protegia os trabalhadores e os males sociais, como trabalho infantil, não tinham desaparecido.

Irlanda (1845)
Graves problemas sociais na Irlanda com ocorrência de fome e grande imigração de irlandeses.

Liberdade de comércio (1846).
Na era vitoriana um forte movimento para a liberdade total do comércio mobilizou a opinião pública a favor da abolição de leis protecionistas sobre as importações e exportações.
O movimento do livre comércio também pediu a revogação das Leis de milho que tinha aumentado o preço do milho.

Guerra da Crimeia (1853-1956).
Em 1850 a Grã-Bretanha começou a enfrentar a expansão da Rússia na Ásia, que estava ameaçando o Império Otomano e representava uma ameaça para a Turquia e para a Inglaterra.
O apoio britânico a Turquia levou à Guerra da Criméia (1853-1856) entre a Rússia de um lado e Grã-Bretanha, França e Turquia do outro.
A guerra terminou com a derrota da Rússia, no entanto a Rússia não perdeu territórios.

Crise política com o Egito (1875).
A Inglaterra invadiu o Egito para proteger seus interesses imperiais no Canal de Suez.

Incorporação da Índia ao império (1857-1877).
Problemas na Índia se iniciaram em 1857, quando os soldados nativos ameaçaram o domínio britânico na Índia.
A revolta foi resolvida com dificuldade e foi seguido por uma lei do Parlamento que colocou o governo da Índia diretamente nas mãos da rainha. (1877 Qeen Victoria Empress of India)

Grã-Bretanha começou a sua expansão também na África (1884).
1884, o Sudão.
1899-l902, a guerra na África do Sul (ouro).
A guerra fez a Grã-Bretanha impopular no exterior e dividiu a opinião pública em casa.

Os trabalhadores passam a ser representados no Parlamento (1900).
Com a "Conferência de Representação do Trabalho", em 1900, aconteceu a formação de um Partido Trabalhista no Parlamento que passou a ter 3 forças políticas, liberais, conservadores e trabalhistas.
Neste período a questão dos direitos das mulheres tornou-se importante e alguns movimentos pelos direitos das mulheres começou a crescer.

Transformações da sociedade inglesa na era vitoriana.
Ocorreram aumentos na população urbana e aumento de cidades urbanizadas e industriais.
No final do século transportes públicos, como bonde e trens, e outros serviços desenvolvidos, como gás, água e iluminação foram introduzidos.
Higiene pessoal se tornou possível quando a água corrente começou a ser bombeado para muitas cidades britânicas.
Na segunda metade do século XIX dominaram na política Benjamin Disraeli, Lord Salisbury (que eram conservadores) e William Gladstone (que era um liberal).
Durante sua gestão ministerial Gladstone tentou encontrar uma solução para a questão irlandesa.

Gladstone era o ministro inglês que fazia o relatório anual ao Parlamento para relatar os acontecimentos e demonstrar com dados estatísticos como a economia estava e como estava indo a vida dos ingleses. Em um desses relatórios anuais Gladstone relatou ao Parlamento que a situação do trabalhador inglês, apesar de ainda ruim, estava melhorando e as perspectivas eram de melhorar cada vez mais.
Karl Marx lia estes relatórios, sabia dos acontecimentos, porém, Marx falsificou as palavras de Gladstone em um discurso aos membros da Internacional Socialista, a mais ainda, Marx não usou os dados atualizados dos relatórios para condenar a economia inglesa em seu livro O Capital.
Porém, os fatos desmentiram Marx, os trabalhadores ingleses foram cada vez mais melhorando de vida até atingirem a excelente qualidade de vida que possuem atualmente.


Nesse período, de 1860-1901, é caracterizado por reformas sociais e políticas, tais como:
- Em 1870, a Lei de Ensino Fundamental reconheceu a importância do ensino primário.
- Em 1872, a Lei Eleitoral garantiu voto secreto nas eleições e do número de eleitores aumentou.
- Algumas outras reformas e melhorias na saúde pública e os sindicatos foram protegidos.
Um grande progresso aconteceu nos serviços públicos municipais com a construção de centrais de distribuição de gás, água, eletricidade e transportes, e também banhos, museus e parques.


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