quinta-feira, 4 de abril de 2013

Por que no Brasil existem poucos habitantes no campo ? Quais foram as causas do êxodo rural ?

O fato de no Brasil a população viver mais na cidade que no campo, devido o tamanho do país com uma quantidade enorme de terras cultiváveis, é contraditório, deveria existir muito mais gente morando e trabalhando no campo.

Quais seriam as causas dessa contraditória situação ?
Vejamos o que diz um site sobre geografia, que via de regra é o lugar comum de todos os demais locais que informam sobre o assunto:

Mecanização no campo: uma das causas do êxodo rural
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Causas 

Os principais motivos que fazem com que grandes quantidades de habitantes saiam da zona rural para as grandes cidades são: busca de empregos com boa remuneração, mecanização da produção rural, fuga de desastres naturais (secas, enchentes, etc), qualidade de ensino e necessidade de infra-estrutura e serviços (hospitais, transportes, educação, etc).

FONTE
http://www.suapesquisa.com/geografia/exodo_rural.htm

Estas causas são falsas.

Existem muitas nações que tem muito mais mecanização na agricultura do que o Brasil e tem muita gente morando no campo.
Falta de emprego também não é porque milhões de trabalhadores brasileiros trabalham na agricultura, são bóia-frias, e são obrigados a residir na cidade, alem disso, o morador do campo não estaria profissionalmente preparado para trabalhar na cidade.
Fuga de desastres naturais também não é porque no Brasil não existem tais desastres em grandes proporções, e também, as cidades não estariam livres disso, em especial as enchentes, nas fazendas do interior de São Paulo não tem seca, mesmo assim, não existem trabalhadores residindo no campo.

A razão é outra, até o ano de 1950 o Brasil era uma imensa fazenda de norte a sul e de leste a oeste, a maioria da população vivia no campo, e no Brasil existiam poucas industrias, a totalidade das poucas máquinas que existiam eram importadas
O grande êxodo do campo para a cidade se deu entre os anos de 1968 a 1973 - e nesse período não existia mecanização em escala suficiente para substituir os milhões de colonos que foram mandados embora das fazendas para as cidades...
Alem disso, dai para frente, surgiram os bóia-frias, que são milhões de trabalhadores rurais que residem na cidade e não no campo, e tais bóia-frias fazem trabalho braçal, e não mecanizado, ou seja, o trabalho braçal continuou a ser feito, só que não mais por colonos, uma vez que o Brasil não tinha máquinas para substituir o trabalho braçal.
Portanto, a alegação de "mecanização" não é verdade, falta com a verdade.

O motivo do êxodo dos trabalhadores das fazendas foi outro, eles foram forçados a sair.
Especialmente no Estado de São Paulo, quem trabalhava no campo, nas fazendas de café, eram imigrantes, em sua maioria italianos e alemães, que vieram para o Brasil a partir de 1890 para substituir a mão de obra escrava.
Milhões de imigrantes italianos (1,5 milhões) e alemães (250.000) (em 1890 o Brasil tinha uma população de 14,3 milhões de pessoas, sendo 6,3 milhões de brancos, 2 milhões de negros e 6 milhões de pardos) aportaram no porto de Santos e vieram para o interior paulista trabalhar nas fazendas de café no sistema de "colonato".

FONTE para consulta:
Imigrantes Italianos

http://www.sosestudante.com/historia/imigrantes-italianos.html



Fazendas do interior do Estado de São Paulo da primeira metade do século XX, em ambas podemos ver as casas dos colonos que moravam dentro das fazendas em que trabalhavam, a partir de 1968 isso começou a acabar, em 1973 já não existiam mais colonos nas fazendas do interior de São Paulo.


Segundo relatos de meu bisavô feitos a meu pai, que era italiano e viveu nessa época no interior do Estado de São Paulo, dentro das fazendas existiam as colônias, as colônias eram aglomerados residenciais que tinham longas e largas ruas com dezenas de casas de um lado só, em geral todas iguais, eram casas grandes que podiam acomodar famílias numerosas, as casas possuíam grandes quintais onde a família podia, com a permissão do dono da fazenda, fazer cultura de sub existência, plantar pés de frutas e fazer hortas, criar galinha, porcos, e até mesmo ter uma vaca para dar leite para consumo da família, cada família tinha o seu quintal, não era sistema comunitário.


Casas das colónias


Acomodada desta forma as famílias de imigrantes em troca trabalhavam na fazenda, em geral eram fazendas de cultivo de café que se estendiam por quilômetros, o Brasil na época era o maior produtor mundial de café, os colonos também faziam outros trabalhos.


 
Colonos nas fazendas


A economia brasileira dessa época, primeira metade do século XX, era essencialmente agrícola, era a época da "primeira república" e a política era chamada de "café com leite", pois a produção econômica tinha sua base no café de São Paulo e no leite de Minas Gerais, e representantes destes dois estados se revezavam no governo do país.



 

Colonos nas fazendas


Os colonos recebiam também um salário para comprar as coisas que necessitavam e que não eram produzidas no quintal, tal como sal, farinha, carne, arroz, feijão, bacalhau, roupas, calçados, etc, mensalmente iam para a vila mais próxima fazer a "despesa" do mês.

 
Colonos imigrantes italianos


Esse tipo de vida era boa para os colonos, tinham as necessidades básicas satisfeitas e se sentiam seguros, os filhos iam na escola da vila, ou até mesmo nas fazendas maiores existiam escolas dentro das fazendas, o trabalho não era estafante, tinham diversas formas de laser, festas, bailes, sempre tinha um campo de futebol na fazenda e cada fazenda tinha um time de futebol, na maioria dos casos times muito bons, de forma que tudo caminhava bem.

 
Os colonos viviam bem nas fazendas, tinham diversão, tinham muitas festas, jogavam futebol


Porém, nada dura para sempre.
A partir de 1930 o poder no Brasil foi tomado por Getúlio Vargas que estabeleceu o "estado novo", onde quem mandava com plenos poderes era Getúlio.
Getúlio tinha seu lado populista e dentre outras providências ele fez a CLT, Consolidação das Leis do Trabalho, essa lei trabalhista por imposição dos fazendeiros - não abrangia os trabalhadores rurais - era aplicável apenas aos trabalhadores urbanos.
Desta forma, os trabalhadores urbanos a partir de então passaram a ter "direitos", tais como férias, seguro, 13o. aposentadoria, dentre outros, porém, os trabalhadores rurais, os colonos das fazendas, não tinham direito a nada, a não ser o que havia sido convencionado desde o final do século XIX.
Por exemplo os colonos não tinham nenhum tipo de aposentadoria, quando ficava velho e não podia mais trabalhar era a família que tinha que cuidar, mas, não existiam problemas quanto a isso porque a estrutura social em que viviam facilitava essa tarefa, os velhos, os chamados "nonos" viviam junto com os demais, eram respeitados e bem cuidados.
Os colonos não tinham nada a reclamar e viviam muito bem, e nunca clamaram por "direitos".

Porém, a partir de 1950, depois do final da segunda guerra, o mundo começou a mudar influenciado pelo ressurgimento de ideologias "protetoras do trabalhador" e que gritavam aos berros por "direitos", por "revolução", contra a sociedade estabelecida.
Estas manifestações foram aumentando mundo a fora, na ONU, em instituições ativistas de "direitos humanos", etc, e a situação dos trabalhadores rurais no Brasil começou a ser um problema para o governo e para a elite latifundiária brasileirra perante o mundo, os trabalhadores rurais, apesar de jamais terem reclamado da vida que levavam e gostarem dela, foram taxados por tais "defensores de direitos do trabalhador" mundo afora, como sendo submetidos a trabalho semi-escravo.
A situação foi se tornando crítica e o governo brasileiro precisava providenciar uma solução, a solução mais correta seria enquadrar os trabalhadores rurais na CLT, porém, existiam milhões de trabalhadores rurais, eles moravam com suas famílias "no emprego" (dentro das fazendas) e esta condição, no futuro, poderia trazer enormes despesas aos fazendeiros, não só devido aos direitos normais que a CLT impunha como também ações de indenização na justiça trabalhista devido a condição de "disponíveis 24 horas" para o trabalho, pois moravam dentro do local de trabalho...
Obviamente estas possíveis despesas extras não estavam nos planos dos fazendeiros, mesmo porque existia um "contrato social" plenamente aceito por ambas as partes desde que os imigrantes vieram para o Brasil.
A solução encontrada pelo governo brasileiro em concordância com os fazendeiros foi acabar com o sistema de "colonato" até então existente para só depois dessa providência estenderem a CLT também para o trabalhador rural, os colonos deveriam sair das fazendas e irem morar nas cidades, e passariam a trabalhar como assalariados, só que, iriam para o trabalho nas fazendas de manhã e a tarde voltariam para suas casas na cidade.

  
 
A vida do trabalhador rural era muito boa, morava no campo junto ao seu trabalho, comia bem, tinha casa boa, tinha educação para os filhos, tinha diversão, era uma vida sadia. 
Tudo isso acabou e provocou o surgimento do pobre bóia-fria - um trabalhador rural que não mora no campo.


O problema era - como fazer isso?

Ao lado disso existia um outro problema político no Brasil, Juscelino Kubitschek (JK) tinha sido presidente entre os anos de 1956 até 1961, JK havia granjeado grande popularidade por ter trazido as montadoras para o Brasil, criado muitos empregos, e porque mudou a capital do Rio de Janeiro para Brasília cumprindo sua promessa de campanha, o lema do governo JK foi "50 anos em 5".
Jk depois que saiu da presidência ganhou para senador e iria se candidatar novamente em 1965 para reeleição para presidente, JK ganharia com certeza, porém, JK anunciou o seu novo plano de governo de novo "50 anos em 5", e nele as metas principais estariam na educação e na agricultura ... anunciar isso foi a desgraça de JK porque os latifundiários brasileiros jamais deixariam ele mexer nestas duas coisas!

 
Juscelino foi um dos primeiros cassados pelo golpe de 1964...
Seria Juscelino comunista ?
- Não, claro que não ! rsrs
Juscelino era um liberal democrata, Juscelino foi o único estadista que o Brasil produziu.
O golpe de 1964 foi dado - contra ele.
E não por causa de comunistas...
Comunistas sempre foram minoria da minoria no Brasil e jamais ofereceram o menor perigo.
O golpe foi dado para tirar de cena Juscelino, que no seu próximo governo iria mexer na agricultura e isso a elite latifundiária brasileira não iria deixar.


Janio Quadros havia renunciado e Jango estava no governo (Jango jamais foi comunista, Jango era um "bom vivâ", quando muito era trabalhista), os socialistas brasileiros, que sempre foram minoria e jamais ganharam uma eleição estavam fazendo como sempre muito barulho, mas, não ofereciam perigo algum para o poder político, mas, JK oferecia grande perigo!

A solução encontrada foi unir o útil ao agradável, tendo a agitação feita por comunistas como desculpa e o banqueiro e latifundiário mineiro Magalhães Pinto como líder foi engendrado o golpe de Março de 1964, que tinha a única intenção de cancelar as eleições para presidente de 1965 e assim evitar a candidatura de JK.
E com os militares no poder os latifundiários brasileiros fariam o êxodo rural dos trabalhadores do campo indo para a cidade.

O golpe foi dado e entre os primeiros cassados estava o nome de Juscelino, que mesmo jamais tendo sido comunista, foi cassado já no dia 8 de junho de 1964, com o golpe militar a única coisa que aconteceu foram as cassacões, não houve nenhum tiro e nenhuma repressão aconteceu, a repressão só aconteceu a partir de 1967 quando os comunistas resolveram pegar em armas contra os militares, e ai apanharam bastante dos militares, mas, jamais em momento algum os comunistas levaram o menor perigo para o governo, e também, os militares tinham o apoio total da população que estava contente com o governo deles, o regime militar foi um raro período na política brasileira onde a corrupção não existia e existiu progresso.


Com isso até 1973 milhões de colonos foram expulsos das fazendas, as fazendas foram fechadas com seguranças guardando seus limites, e os trabalhadores rurais passaram a ser os bóia-frias assalariados "com todos os direitos trabalhistas" sob o regime da CLT.


 

Bóia-frias


Para os colonos mais velhos não morrerem de fome o governo criou o FUNRURAL, que era um fundo para custear as aposentarias por idade de antigos colonos que nunca tinham contribuído com a previdência.
Milhões de colonos receberam essa aposentadoria.
Apenas a partir de 1973 é que os trabalhadores rurais foram incorporados através de lei a CLT.

A seguir coloco as leis aprovadas no Brasil relacionadas ao trabalhador rural:

Foi somente a partir de 1971 que os trabalhadores rurais passaram a ter acesso a determinados benefícios, com a criação do Programa de Assistência ao Trabalhador Rural - PRÓ-RURAL, financiados com recursos do FUNRURAL.
O Pró-Rural/Funrural beneficiava com a aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez e auxílio-doença, no valor de ½ salário mínimo apenas para o arrimo da família (o que praticamente excluía as mulheres). Às mulheres, consideradas dependentes do marido, restava o benefício de pensão por morte, do auxílio funeral e do auxílio-reclusão, também no valor de ½ salário mínimo.

FONTE
http://www.fetaemg.org.br/consulte/cartilha_previdencia_apresentacao.htm

Antes da Reforma (1991) o gasto público com aposentadorias e pensões rurais incidia sobre um volume de pouco mais de 4,0 milhões de benefícios, pagos a meio salário mínimo.
FONTE
http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/livros/idososalem60/Arq_17_Cap_09.pdf

Obs. O que significam 4 milhões de famílias pois o benefício era dado apenas ao cabeça de casal homem.
LEI Nº 5.889, DE 8 DE JUNHO DE 1973.
Estatui normas reguladoras do trabalho rural.
Regulamentado pelo Decreto nº 73.626/74


DECRETO Nº 73.626, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1974
DOU de 12/02/1974
Aprova Regulamento da Lei número 5.889, de 8 de junho de 1973.


A Lei nº 8.213, de 24/07/91, em seu artigo 11, equiparou o empregado rural com o urbano como segurados obrigatórios da Previdência Social. Assim, os benefícios previdenciários, ressalvados algumas situações especiais, seguem-se os mesmos critérios com relação ao empregado urbano.
No Brasil, aproximadamente 17,8 milhões de pessoas estão envolvidas no trabalho rural, número que corresponde a 21,1% da população economicamente ativa do país.

FONTE
http://www.alunosonline.com.br/geografia/formas-trabalho-rural-brasil.html

Outras informações:

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), existem cerca de 5 milhões de trabalhadores e trabalhadoras rurais assalariados, dos quais 3,2 milhões estão em situação de informalidade, o que equivale a 64% do total. “O trabalhador rural brasileiro, na maioria das vezes, não possui registro em carteira, Logo, não têm direito à aposentadoria, ao auxílio-doença, ao décimo terceiro salário, ao pagamento de hora extra, entre outros. É necessário regularizar a situação desses trabalhadores, oferecendo condições de trabalho decentes a essas pessoas”.
FONTE
http://bomdiasp.com.br/noticia/detalhe/22713/Mao+de+obra+para+agricultura+e+escassa+na+regiao

Colheitas atraem 1 milhão de bóia-frias
FONTE:
http://www.pastoraldomigrante.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=686:colheitas-atraem-1-milhao-de-boias-frias&catid=1:ultimas&Itemid=53
Texto: ELVIRA LOBATO - ENVIADA ESPECIAL AO MARANHÃO E AO SUL DE MINAS
Fotos: Lalo de Almeida/Folhapress


Conclusão

Essa é a razão do por que existem poucos brasileiros morando no campo.
No Brasil existem imensas fazendas com quilômetros de extensão, conta-se mais de 75 delas com mais de 100 mil hectares de terra, as fazendas de cana-de-açúcar e laranja do interior do Estado de São Paulo são fortunas incalculáveis! Dentro delas existem, desde aeroporto a campos de golfe, existe de tudo para o conforto dos donos e seus convidados que em geral são acomodados em apartamentos especialmente construídos para esse fim.

Os latifundiários ainda mantém o poder no Brasil, sempre foi assim no mundo, os donos da terra detém o poder, atualmente diversificaram suas atividades para bancos e industrias, mas a base do poder ainda é a terra.
E com isso, neste sistema feudal do século XXI, milhões de brasileiros se engalfinham nas cidades enquanto a imensidão de territórios do Brasil são usados apenas por alguns privilegiados.


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SOBRE OS LATIFUNDIÁRIOS BRASILEIROS

No Brasil existem aproximadamente 50.566 propriedades rurais com área inferior a 1 hectare, essas respondem por 25.827 hectares do país.
Por outro lado, é possível identificar cerca de 75 propriedades detentoras de mais de 100 mil hectares, elas somam uma área de 24. 047, 669 hectares.
Por Eduardo de Freitas
FONTE

http://www.alunosonline.com.br/geografia/estrutura-fundiaria-brasil.html

O Brasil é o segundo país do mundo em concentração de propriedade da terra. Grandes propriedades com pelo menos mil hectares são 45,1% do total de 250 milhões de hectares cultiváveis no território nacional, de acordo com o Censo Agropecuário 1996 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da FAO (Organização Internacional das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação).
FONTE
http://educacao.uol.com.br/geografia/latifundio-brasil-tem-maiores-indices-de-concentracao-de-terra-no-mundo.jhtm

1 hectare = 10.000 m2, ou uma região quadrada de terra com 100 m de lado.

100.000 hectares = 1.000.000.000, ou 1 bilhão de m2, ou ainda uma região quadrada de terra com 32.000 m de lado (32 Km de lado).



 
O Brasil perdeu o ônibus da história...o Brasil deveria ter feito igual o EUA fez após a independência distribuindo milhares de glebas de terras para colonos europeus, o que deu ao EUA grande desenvolvimento econômico e a fixação de muitos habitantes no campo, o Brasil não fez isso, o imperador não pensou em dar terras para ninguém e manteve o sistema latifundiário que o reino português tinha dado início já desde 1532 com as Capitanias Hereditárias, com isso as terras do Brasil ficaram nas mãos de poucos, e ainda para piorar aconteceu o êxodo rural na década de 1970, e devido a estes erros dos brasileiros o Brasil se tornou um imenso país com imensas áreas despovoadas e aglomeração de gente nas cidades


BRASIL
População: 196,6 milhões
PEA Brasil = 95 milhões
Trabalhadores na agricultura = 16,5 milhões
FONTE: IBGE

Dos que trabalham na agricultura, que engloba todos, os pequenos proprietários rurais, arrendatários e grandes propriedades, 5 milhões são bóia-frias.

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