A alienação

A alienação

terça-feira, 14 de maio de 2013

A moral e a ética nas religiões é tapeação "intelectual". Para o povo deus é apenas uma promessa de proteção e de vida eterna no céu, nada mais.


Artigo de Hélio Schwartsman na Folha.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2013/05/1275651-caca-aos-ateus.shtml

O artigo é extenso, vou colocar somente o parágrafo inicial e as partes que quero comentar.

Caça aos ateus
Está aberta a temporada de caça a Richard Dawkins e, por extensão, a Sam Harris, Christopher Hitchens e Daniel Dennett --também conhecidos como os quatro cavaleiros do ateísmo. É crescente o número de autores, grande parte deles ateus, que critica o biólogo britânico e seus colegas por imprimir um tom excessivamente militante à suas campanhas contra a religião.
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Comecemos pelo mais básico, que é a questão da legitimidade. Se é aceitável (como eu penso que é) que hare krishnas abordem as pessoas nas ruas para fazer proselitismo e que grupos cristãos possam tocar nossas campainhas no domingo de manhã com o intuito de salvar-nos as almas, então é igualmente razoável que os cavaleiros do ateísmo preguem suas verdades no tom que lhes parecer mais adequado. Desde que todas as partes se atenham a usar palavras e não fogueiras (como fazia até há pouco a Igreja Católica) ou leis de blasfêmia (como ainda fazem muitos países, notadamente os islâmicos), está tudo dentro do maravilhoso mundo da democracia.
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Para começar, se o sujeito está feliz por pertencer a uma igreja e não prejudica ninguém ao exercitar sua fé, não vejo nenhum motivo para privá-lo desse prazer, assim como não vejo razões para proibir a literatura, a pornografia, as drogas nem coleções de selo. Como eu já disse, ateus tendemos a buscar critérios quase materiais como o prazer ou a felicidade para fazer juízos valorativos.

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 De toda maneira, mesmo que de forma estrepitosa --e até politicamente inábil, alguém poderia acrescentar--, os neoateus propõem uma infinidade de questões relevantes que de fato merecem debate público. 
É possível provar a existência ou a inexistência de Deus? 
Qual a origem da religião? A moral depende de uma força externa como Deus? 
Por que o ser humano tem necessidade (se é que de fato tem) de buscar a transcendência? Qual o futuro da religião? 
Eu receio aqui que a alternativa ao ateísmo explícito, que é a ideia lançada por Stephen Jay Gould de manter ciência e religião em compartimentos totalmente separados, os NOMAs (Non-Overlapping Magisteria), acabe escamoteando algumas dessas perguntas. 


Comentários:

"democracia" é palavra de múltiplos usos, a maioria falsos.
Não concordo que tocarem minha campainha domingo de manha para falar de religião seja algo democrático, fere o meu direito de dormir dentro da minha casa sem me importunarem.
Também não acho democrático ficarem berrando protestos na rua, isso afeta a vida de todos que vivem e trabalham no local.
Na atual "era dos direitos" esqueceram que o direito de um termina onde começa o direito do outro, esqueceram que a liberdade individual não implica em poder fazer o que vem na cabeça, vivemos em sociedade.


Sobre o artigo em si, é interessante tantas conjunturas sem objetividade, os deuses não surgiram para determinar padrões morais, surgiram para explicar coisas da natureza que o ser humano das eras antigas não entendia, como o trovão, a escuridão, o raio; deuses antigos como Horus, Osiris, Thor, Zeus, Dionísio, Jupiter, tinham a bravura como maior valor e nem tinham noção de moral que não existia na época em que os humanos viviam em luta contra as interporeis da natureza.


A "moral" só foi introduzida nas religiões quando Agostinho usou a filosofia idealista platônica na teologia e criou a visão de uma "cidade de deus" onde todos viviam felizes.
O que infelizmente não é verdade, a imoralidade foi a tônica de todas as religiões ao longo da história.


A necessidade de deus em humanos é uma extensão do instinto de sobrevivência, humanos não querem morrer.
Humanos espertos, ou malandros, perceberam isso e inventaram o "céu" como prêmio em troca de dízimo, dizendo: falo em nome de deus, se você me seguir quando você morrer você vai viver no céu!
Isso foi como oferecer água para sedentos!

Terroristas islâmicos se explodem não por razões morais, se matam e matam outras pessoas para irem para o céu junto a virgens.

A "moral" nas religiões é tapeação "intelectual".
Para o povo deus é apenas uma promessa de proteção e de vida eterna no céu, nada mais.


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