Para Karl Marx o sistema de livre mercado por ele designado
"capitalismo" era igual a um jogo de pôquer, uma competição onde os jogadores vão
sendo eliminados um a um e por fim ficará apenas um vencedor.
Marx achava que o capitalismo devido a competição iria gerar
uma minoria de capitalistas riquíssimos e uma multidão de proletários pobres,
essa seria a "contradição do capitalismo", uma extrema desigualdade
que iria levar a "revolução do proletariado" e a tomada do poder
político pelos proletários.
Isso está escrito na "Ideologia Alemã".
"5. Desenvolvimento das forças produtivas como uma premissa material do comunismo
[18] Esta "alienação" [Entfremdung], para continuarmos compreensíveis para os filósofos, só pode ser superada, evidentemente, dadas duas premissas práticas. Para que ela se torne um poder "insuportável", isto é, um poder contra o qual se faça uma revolução, é necessário que tenha criado uma grande massa "destituída de propriedade" e ao mesmo tempo em contradição com uma minoria da sociedade existente com riqueza e cultura"
Capítulo Primeiro da "A Ideologia Alemã" em "Feuerbach. Oposição das Concepções Materialista e Idealista", item II.
E no "O Capital", temos:
"mas o venda de bens, a realização de mercadoria de capital e, portanto, do excedente de valor, é limitado, e não pelo consumidor ou por exigências da sociedade em geral, mas por exigências de uma sociedade na qual a grande maioria serão sempre de pobres e sempre deverão permanecer pobres."
[Capital, Volume II, Capítulo 16]
A sociedade liberal inglesa, que para Marx sempre foi o maior exemplo da citada "contradição" refutou Marx de forma esmagadora.
Na Inglaterra capitalista jamais aconteceu o que Marx previu, o povo inglês jamais se tornou um povo pobre e que "deveria ser sempre pobre", pelo contrário, o povo inglês se tornou um dos mais cultos e com excelente qualidade de vida e igualdade social do mundo!
Marx ignorava que em uma economia de livre mercado a imensa maioria dos empresários são micro empresas familiares, padarias, bares, oficinas mecânicas, funilarias, oficinas de reparos diversos, lojas de 1,99, lojas de roupas, sorveterias, etc, são esses pequenos empreendedores que produzem a maior parte do PIB de nações como o EUA e Brasil, socialistas não conseguem ver e menos ainda entender essa estrutura democrática do Liberalismo e só pensam nos mais ricos.
Isso está escrito na "Ideologia Alemã".
"5. Desenvolvimento das forças produtivas como uma premissa material do comunismo
[18] Esta "alienação" [Entfremdung], para continuarmos compreensíveis para os filósofos, só pode ser superada, evidentemente, dadas duas premissas práticas. Para que ela se torne um poder "insuportável", isto é, um poder contra o qual se faça uma revolução, é necessário que tenha criado uma grande massa "destituída de propriedade" e ao mesmo tempo em contradição com uma minoria da sociedade existente com riqueza e cultura"
Capítulo Primeiro da "A Ideologia Alemã" em "Feuerbach. Oposição das Concepções Materialista e Idealista", item II.
E no "O Capital", temos:
"mas o venda de bens, a realização de mercadoria de capital e, portanto, do excedente de valor, é limitado, e não pelo consumidor ou por exigências da sociedade em geral, mas por exigências de uma sociedade na qual a grande maioria serão sempre de pobres e sempre deverão permanecer pobres."
[Capital, Volume II, Capítulo 16]
A sociedade liberal inglesa, que para Marx sempre foi o maior exemplo da citada "contradição" refutou Marx de forma esmagadora.
Na Inglaterra capitalista jamais aconteceu o que Marx previu, o povo inglês jamais se tornou um povo pobre e que "deveria ser sempre pobre", pelo contrário, o povo inglês se tornou um dos mais cultos e com excelente qualidade de vida e igualdade social do mundo!
Marx ignorava que em uma economia de livre mercado a imensa maioria dos empresários são micro empresas familiares, padarias, bares, oficinas mecânicas, funilarias, oficinas de reparos diversos, lojas de 1,99, lojas de roupas, sorveterias, etc, são esses pequenos empreendedores que produzem a maior parte do PIB de nações como o EUA e Brasil, socialistas não conseguem ver e menos ainda entender essa estrutura democrática do Liberalismo e só pensam nos mais ricos.
Cento e cinquenta anos depois surge um francês que escreveu
um livro que diz exatamente a mesma coisa!
O francês, como digno seguidor de Marx, possui a mesma ignorância marxista e o mesmo trauma em relação aos ricos.
O francês, como digno seguidor de Marx, possui a mesma ignorância marxista e o mesmo trauma em relação aos ricos.
Piketti escreveu um livro de 500 páginas, usando uma infinidade de dados históricos, para concluir a mesma coisa que Marx!
Que o capitalismo vai gerar uma minoria rica e uma multidão de pobres...
A partir de dados do passado, escolhidos e manipulados por ele, o francês - faz previsões catastróficas para o futuro!
Igual Marx fez.
E o culpado, como sempre, é o capitalismo!
Mas, Marx já não disse que o capitalismo iria gerar uma massa de pobres e uma minoria rica?
- Disse, e o francês está dizendo - de novo - exatamente a mesma coisa, que o capitalismo vai gerar uma concentração de capital e renda suportável!
Mas, afinal, Marx já não disse isso? E já não foi refutado pelas desenvolvidas nações capitalistas?
De cima para baixo: Sidney, Austrália; Seul, Coreia do Sul; Montreal, Canadá; Cingapura.
A democracia e o sistema liberal de livre mercado (capitalismo), depois de 200 anos de existência, produziu cidades como as acima mostradas, produziu nações onde existe progresso, boa igualdade social e excelente qualidade de vida, foi isso que o capitalismo produziu, e não o que Marx previu que produziria!
Por que devemos acreditar nas previsões do francês de que as cidades acima irão no futuro se transformar em abrigo de milhões de pobres e minorias ricas se elas são as mesmas que Marx fez a 150 anos atrás?
A proposta do francês para "solucionar o problema da desigualdade" é - imposto progressivo sobre os mais ricos!
Exatamente o que Marx propôs!
Vejamos o que Marx colocou nas "medidas" que os socialistas deveriam tomar após a tomada do poder:
"Naturalmente isto só pode primeiro acontecer por meio de intervenções despóticas no direito de propriedade e nas relações de produção burguesas, através de medidas, portanto, que economicamente parecem insuficientes e insustentáveis mas que no decurso do movimento levam para além de si mesmas e são inevitáveis como meios de revolucionamento de todo o modo de produção.
Estas medidas serão naturalmente diversas consoante os diversos países.
Para os países mais avançados, contudo, poderão ser aplicadas de um modo bastante geral as seguintes:
1.Expropriação da propriedade fundiária e emprego das rendas fundiárias para despesas do Estado.
2. Pesado imposto progressivo.
3. Abolição do direito de herança.
4. Confiscação da propriedade de todos os emigrantes e rebeldes.
5. Centralização do crédito nas mãos do Estado, através de um banco nacional com capital de Estado e monopólio exclusivo.
...."
Karl Marx, Manifesto Comunista, Seção II - Proletários e comunistas, 1848.
Imposto progressivo sobre os ricos e abolição do direito de herança... exatamente igual as "soluções" que o francês propõe para "reformar" o capitalismo.
E ele ainda tem a coragem de dizer que não é marxista!
Pode-se até entender essa alienação do francês, no mundo atual surgiu um novo tipo de marxista, o que sofreu lavagem cerebral em sala de aula e passou a agir como marxista, mas, em alienação, ignora que defende os dogmas do marxismo.
Havana, Cuba.
Piketti deveria ter feito pesquisas e estudos para descobrir por que o socialismo nunca dá certo...O francês deveria ter pesquisado para saber por que a URSS socialista faliu e por que Cuba, socialista a 55 anos, não consegue ter progresso e permanece uma ditadura e na pobreza?
Marxistas deveriam estudar o socialismo e não o capitalismo, afinal, o que nunca deu certo no mundo é a ideologia que eles defendem - o socialismo!
A refutação
O jornal britânico Financial Times através do seu editor de
economia Chris Giles fez um extenso artigo dia 23 de Maio de 2014 onde expõe
uma infinidade de provas de adulterações de dados, distorções em pesquisas, uso
de metodologia duvidosa, uso de fontes duvidosas, modificação de dados de
fontes, etc, praticadas pelo francês em suas planilhas e conclusões colocadas
no livro.
Como Giles demonstrou a intenção do francês com essas manipulações sempre foi forçar a "conclusão final" de que a desigualdade aumentou nos últimos anos.
Obviamente o francês marxista não iria escrever um livro para concluir que está tudo bem com o capitalismo e a desigualdade diminuiu!
Portanto, a "conclusão" já estava pronta antes de começar escrever o livro, restava apenas "prová-la" mesmo as custas de adulterações e falsificações, o que importa para socialistas é a "causa" e não a ética..
Como Giles demonstrou a intenção do francês com essas manipulações sempre foi forçar a "conclusão final" de que a desigualdade aumentou nos últimos anos.
Obviamente o francês marxista não iria escrever um livro para concluir que está tudo bem com o capitalismo e a desigualdade diminuiu!
Portanto, a "conclusão" já estava pronta antes de começar escrever o livro, restava apenas "prová-la" mesmo as custas de adulterações e falsificações, o que importa para socialistas é a "causa" e não a ética..
Eu fiz uma tradução, com a ajuda do tradutor do Google com correções minhas, do artigo de Chris Giles e vou colocar
aqui, antes porém vou fazer alguns comentários sobre essa obsessão dos
"intelectuais" socialistas em criticar sistematicamente capitalismo.
Comentário:
Os "intelectuais" socialistas odeiam a sociedade
ocidental democrática onde existe o mercado livre e competitivo - a única sociedade que trouxe progresso para a humanidade e tirou o povo da milenar miséria em que sempre viveu.
A razão desse ódio é que tais "intelectuais"
quando eram crianças e estavam na escola tinham muito sucesso pois sabiam escrever belas redações,
sabiam compor belas palavras e fazer belos trabalhos em sala de aula, eram
geralmente os quiridinhos dos professores e eram felizes com o sucesso que
tinham.
Porém, quando saíram da escola e foram para o mercado
competitivo onde as suas belas redações já não tinham tanto sucesso e quem
obtinha sucesso eram os empreendedores que produziam bens e serviços úteis para
a população, se sentiram profundamente frustrados.
Eles, os sábios, os que tinham cultura, não eram
reconhecidos pela sociedade, nas suas sábias palestras ninguém do povo vai ver,
ao passo que em um jogo de futebol vão milhares!
Nessa situação adversa e sem o antigo sucesso dentro das
escolas os "intelectuais" se revoltaram contra a sociedade que passou
a ser encarada por eles como sendo uma sociedade injusta.
A solução para eles terem uma vida razoável foi fazerem
carreira universitária em universidades estatais de onde nunca seriam mandados
embora por ineficiência ou baixa produtividade, e de lá, protegidos pelo
"campus", passaram a imaginar formas para destruir essa sociedade injusta
que não dá a eles o valor que julgam ter.
Desta forma, se formos a uma palestra de um
"intelectual" socialista jamais vamos ouvir ele falar sobre o
socialismo, jamais um deles irá criticar o socialismo que quando aplicado em
dezenas de nações do mundo no século XX só produziu pobreza e matança, não, o
"intelectual" socialista vai falar do começo ao fim de sua palestra
do capitalismo!
Vai criticar, criticar, criticar, repetidamente o capitalismo,
pois seu ego doente lhe dá enormes forças para continuar nessa "luta"
para destruir a injusta sociedade que odeiam.
Foi assim com Karl Marx que a única coisa que fez na vida
foi criticar o capitalismo.
Porém, além do ódio contra a sociedade, e em função dele,
e com o progresso gerado pelo capitalismo devido a ação humana dos empreendedores privados, surgiu uma outra doença na cabeça dos "intelectuais" socialistas - a
inveja do competentes, dos bem sucedidos, dos empreendedores, dos ricos, os "intelectuais" marxistas invejam o sucesso de Bill Gates, de Mark Zuckerberg, de Roberto Marinho, ou
de Steve Jobs.
Nenhum desses quatro homens, que estão entre os mais ricos do mundo, ficaram ricos porque herdaram heranças, nenhum deles é produto de uma "sociedade de herdeiros" como diz o francês no seu livro!
Todos eles eram pessoas comuns e ficaram ricos porque criaram bens e serviços de inestimável valor para a humanidade!
Ou mesmo os fundadores do McDonads, que começaram vendendo lanches na rua., a maioria dos grandes empresas mundiais foram fundadas por gente sem patrimônio provindo de herança, eram pessoas comuns, mas, tiveram muita vontade de trabalhar e criar.
Se a sociedade for penalizar esses empreendedores como o francês propõe como "solução", ou seja, tirar dos ricos para "dar aos pobres", a sociedade irá pagar o alto preço que as nações que implantaram o socialismo no século XX pagaram - a estagnação econômica, a escassez de mercadorias e comida, e finalmente a falência.
Nenhum desses quatro homens, que estão entre os mais ricos do mundo, ficaram ricos porque herdaram heranças, nenhum deles é produto de uma "sociedade de herdeiros" como diz o francês no seu livro!
Todos eles eram pessoas comuns e ficaram ricos porque criaram bens e serviços de inestimável valor para a humanidade!
Ou mesmo os fundadores do McDonads, que começaram vendendo lanches na rua., a maioria dos grandes empresas mundiais foram fundadas por gente sem patrimônio provindo de herança, eram pessoas comuns, mas, tiveram muita vontade de trabalhar e criar.
Se a sociedade for penalizar esses empreendedores como o francês propõe como "solução", ou seja, tirar dos ricos para "dar aos pobres", a sociedade irá pagar o alto preço que as nações que implantaram o socialismo no século XX pagaram - a estagnação econômica, a escassez de mercadorias e comida, e finalmente a falência.
Para o povo em geral não importa que existam ricos, o povo
admira os ricos, o que importa para o povo é ter sua casa, seu carro, seu
emprego, um salário que dê para viver bem, é isso que importa ao povo, mas, não
aos "intelectuais" socialistas!
Aos "intelectuais" socialistas, conduzidos pelo
trauma que reside em suas cabeças, o que importa são os ricos!
De dentro de seus escritórios nas universidades estatais depois
de muito imaginarem formas indiretas para criticar e culpar os ricos chegaram a
"desigualdade", mas não a desigualdade que possa existir no povo em
geral, o trauma dos "intelectuais" socialistas são os "um por
cento" mais ricos...
Não importa para os "intelectuais" socialistas que
no EUA, um país com mais de 300 milhões de habitantes e para onde vão milhões
de imigrantes de todo o mundo para melhorar de vida, a maioria da população
tenha uma das melhores qualidade de vida do mundo!
Nãããão!
O que importa para eles é se os 1% mais ricos aumentaram
para 1,1%.
Lembram-se do "Occupy WS"?
Inocentes úteis sendo manipulados pelos "intelectuais" socialistas.
A "grande descoberta" do francês foi ratificar "cientificamente" os clamores
destes que seguram os cartazes.
Os 1% mais ricos são a quem é direcionada a enorme inveja
dos "intelectuais" socialistas.
E ao mesmo tempo passaram a odiar de forma feroz a classe média que admira e aplaude os empreendedores de sucesso.
Classe média - terroristas para "intelectuais" socialistas...
Uma "intelectual" socialista = grande ódio contra a classe média e contra ricos.
Por isso o livro do picareta francês "Capital no Século
XXI" tem como tema principal a "desigualdade" -
especificamente fala exaustivamente dos "10% mais ricos" e dos
"1% mais ricos" e lança a "conclusão" de que eles estão
aumentando.
O francês chega a mesma conclusão de Marx de que a riqueza irá se concentrar tanto nas mãos de poucos que a vida em democracias se tornará
insustentável!
Para chegar a essa conclusão o francês usa de toda sorte de
malandragens e adulterações de dados de fontes para compor seus gráficos
"provando" o aumento da "desigualdade" dos 1% mais ricos.
Porém, qualquer pessoa de bom senso e que acompanha o desenvolvimento dos acontecimentos mundiais sabe que depois da queda do Muro de Berlim e do fim da URSS, apenas os países que eram socialistas como China, Rússia, Cazaquistão, Húngria, Rep. Checa, Alemanha Oriental, Polônia, Bósnia, Servia, Romênia, Letônia, Ucrânia, Macedônia, etc, que com o socialismo viviam na pobreza, hoje em dia livres do socialismo progrediram muito, apenas na China milhões de chineses saíram da miséria total!
Devido a essas milhões de pessoas que saíram da miséria a desigualdade no mundo diminuiu!
Porém, qualquer pessoa de bom senso e que acompanha o desenvolvimento dos acontecimentos mundiais sabe que depois da queda do Muro de Berlim e do fim da URSS, apenas os países que eram socialistas como China, Rússia, Cazaquistão, Húngria, Rep. Checa, Alemanha Oriental, Polônia, Bósnia, Servia, Romênia, Letônia, Ucrânia, Macedônia, etc, que com o socialismo viviam na pobreza, hoje em dia livres do socialismo progrediram muito, apenas na China milhões de chineses saíram da miséria total!
Devido a essas milhões de pessoas que saíram da miséria a desigualdade no mundo diminuiu!
Da mesma forma que "O Capital" de Marx foi refutado pela Escola Austríaca de Economia, esse novo
"Capital" acabou de ser refutado por Chris Giles em seu artigo no Financial
Times.
Coloco a seguir a tradução do artigo de Chris Giles no Financial Times.
***
FINANCIAL TIMES - INGLATERRA
Problemas de dados
com o "Capital no século 21"
Chris Giles | 23 de
maio 19:01
Chris Giles
Capital no Século XXI do Professor Thomas Piketty tem como seu principal tema os dados sobre a
desigualdade de riqueza.
Sua coleta de dados foi universalmente elogiada.
Prof Piketty diz ter coletado,
"O mais completo
e consistente de um conjunto de fontes históricas quanto possível, a fim de
estudar a dinâmica da distribuição de renda e riqueza no longo prazo"
No entanto, ao escrever um artigo sobre a distribuição da
riqueza no Reino Unido, notei uma discrepância séria entre a concentração da
riqueza contemporânea descrita no "Capital no século 21" em relação aos dados estatísticos oficiais
do Reino Unido.
Professor Piketty citou
uma figura mostrando que os top 10 por
cento dos britânicos detinham 71 por cento da riqueza nacional total.
O Escritório Nacional de Estatísticas e Pesquisas (do Reino
Unido) mais recente da riqueza e bens fornecem
o número de apenas 44 por cento.
Esta é uma diferença substancial e me levou a analisar mais
detalhadamente as fontes usadas por Piketty.
Descobri que suas estimativas de desigualdade e riqueza - a
peça central da "Capital no século 21" - está permeado por uma série de distorções e
erros.
Algumas questões dizem respeito a fontes não confiáveis e problemas de definição.
Alguns números
aparecem simplesmente a partir do nada.
Quando eu calculei corretamente esses erros aparentes, uma
imagem bem diferente da desigualdade de riqueza apareceu (as planilhas que
sustentam a minha análise pode ser encontradas aqui) (no artigo esse link manda
para planilha Excel).
Dois dos principais achados do "Capital no século 21"
- são que a desigualdade de riqueza começou a aumentar ao longo dos últimos 30
anos e que os EUA, obviamente, tem uma distribuição mais desigual da riqueza do
que a Europa - não parecem ser verdade.
Em função dessa discrepância, é impossível afirmar, como faz
Piketty em sua conclusão, que "a contradição central do
capitalismo" (tal qual Marx também concluiu) é a tendência para
que a riqueza se torne mais concentrada nas mãos dos mais ricos.
"A razão pela
qual a riqueza, hoje não é tão desigualmente distribuída como no passado é
simplesmente que não se passou tempo suficiente desde 1945".
Este longo artigo irá delinear as tipos de problemas com os
dados que encontrei no capítulo 10 do livro de Piketty, que lida com a desigualdade
da posse do capital.
Eu vou mostrar por que esses problemas são importantes para
cada um dos quatro países estudados pelo prof Piketty - França, Suécia, Reino
Unido e os EUA.
Finalmente, vou colocar todos os dados revisados em conjunto para mostrar que, com base nas fontes que Piketty cita, as
conclusões que a desigualdade de riqueza aumentou depois de 1980 e a desigualdade
de riqueza no EUA é maior do que na Europa - não são verdadeiras.
Há uma ressalva importante.
Nenhum dos dados
originais que dão base ao trabalho de Piketty são totalmente confiáveis.
Assim, enquanto este artigo é claro sobre o que está errado
com os dados de Piketty, tem muito menos
certeza sobre sua veracidade.
O FT enviou as suas preocupações sobre os problemas de dados
no livro para prof Piketty na quinta-feira, solicitando uma resposta.
A resposta de Prof Piketty seja reproduzido na íntegra neste
blog.
http://blogs.ft.com/money-supply/2014/05/23/piketty-response-to-ft-data-concerns/?Authorised=false
1) Problemas com a
análise das desigualdades de riqueza de Piketty
a) Dedos gordos (Fat
fingers)
Prof Piketty prestativamente fornece fontes para os dados
que ele usa em seu trabalho.
Frequentemente, no
entanto, o material da fonte não contém os números que ele publica!
Um exemplo são os dados para a riqueza detida pelos 10% e 1%
mais ricos entre as pessoas na Suécia em 1920.
Prof Piketty diz que sua fonte é Waldenstrom (2009).
A tabela em referência é colocada abaixo.
Parece claro que os números relevantes devem ser 91,69 e
51,51, respectivamente.
No entanto, como o extrato de folha de cálculo do Prof
Piketty abaixo mostra, ele usa de 87,7 e 53,8, conseguindo assim, obter números
errados.
A explicação mais provável para este problema é que é um
erro de transcrição...
O número que Piketty usa para o top 1% é a figura da sua
fonte para 1908 com duas casas decimais, como mostrado em sua planilha. (no
artigo do FT manda para a planilha).
b) Tweaks (puxões,
alterações)
Em várias ocasiões, o
Prof Piketty modifica a informação de suas fontes.
Isto poderia não ser um problema se essas mudanças fossem
explicadas no apêndice técnico.
Mas, com poucas exceções, eles não são explicadas,
levantando dúbidas sobre a validade destes ajustes.
Aqui estão alguns exemplos:
O primeiro exemplo diz respeito à desigualdade na França
entre 1810 e 1960.
A fonte original relata dados em relação à distribuição da
riqueza entre os mortos.
A fim de obter a distribuição da riqueza com respeito aos
vivos Prof Piketty aumenta a participação do top 10% dos mortos em 1% e a percentagem
da riqueza de 1% até 5% (isso é mostrado no captura de tela abaixo).
Um ajuste desse tipo é uma prática comum neste tipo de
cálculos para corrigir o fato de que aqueles que morrem não são representativos
da população que vive.
O Prof Piketty não explica por que o ajuste que ele faz é
constante.
Mas no ano de 1910
não é constante e a escala de ajuste ascende a 2% e 8%, respectivamente.
Não há explicação.
Eu vou dar mais dois exemplos de "ajustes" aparentemente
arbitrárias em relação aos dados de origem (fontes).
Nos dados dos EUA, Prof Piketty simplesmente adiciona 2
pontos percentuais para cima na riqueza de 1% para a sua estimativa de 1970,
como podemos ver na tela a seguir.
A fórmula de 1970 também é interessante no que se refere a
estimativa do top 1% de riqueza em 1970, onde aprecem mudanças na participação
riqueza com relação a fonte que são diferentes na parte superior de 0,1%
(coluna F).
Esta variação estranha não é explicada.
Outro exemplo vem dos dados britânicos.
Para 1810 e 1870, o
Prof Piketty estima a participação de riqueza para o top 10% usando a
informação para o top 1% e, em seguida, adiciona uma constante arbitrária.
Estas mudanças são
constantes ao longo do tempo.
A tela abaixo mostra que para 1870 a parcela de riqueza para
os 10% é equivalente ao top 1% é de 26 pontos percentuais.
No entanto, para 1810, a constante é de 28 pontos
percentuais.
Não há nenhuma explicação para essas alterações embora uma
leitura cuidadosa das fontes do prof Piketty mostram que há estimativas reais
para esses dois números.
O número indicado pela fonte para o top 10% em 1870 (1875 na
fonte original) não é usado, mas está em 76,7 por cento, e não de 87,1 por
cento como na célula F12
c) Médias
Prof Piketty constrói séries temporais da desigualdade
relativa riqueza para três países europeus: França, Suécia e Reino Unido.
Ele, então, combina-os para obter uma única estimativa europeia.
Para isso, ele usa uma média simples.
Esta decisão (mostrado na tela abaixo) é questionável, uma
vez que dá a cada sueco aproximadamente sete vezes o valor de cada francês ou
britânico.
Usar uma média ponderada parece mais sensata.
d) Dados construídos
Como as fontes são
vagos, o Prof Piketty muitas vezes constrói seus próprios dados.
Um exemplo são os dados para parte do top 10% riqueza nos
EUA entre 1910 e 1950.
Nenhuma das fontes
Prof Piketty contém esses números, portanto, ele assume o top 10% riqueza é
faz estimativa para o top 1%, mais de 36 pontos percentuais. No entanto, não há nenhuma explicação para
este número, nem por isso deve permanecer constante ao longo do tempo.
Há outros exemplos.
Aqui está uma lista
de dados construídos, onde parece haver nenhuma fonte ou onde a fonte não é
descrita com precisão parcial ou totalmente.
Reino Unido
1810 Top
10%
1870 Top
10%
1910 Top
10%
1950 Top
10%
Suécia
1810 Top
10%
França
1920 Top
10% e superior a 1%
1970 Top
10% e 1%
2000 Top
10% e 1%
EUA
1810 Top
10% e 1%
1870 Top
10% e 1%
1910 Top
10%
1920 Top
10%
1930 Top
10%
1940 Top
10%
1950 Top
10%
1970 Top
10% e 1%
1980 Top 10% e 1%
e) Escolha de ano
errado para comparação
Não há dúvida de que os dados de origem (fontes) do Prof
Piketty é manipulado.
É difícil encontrar dados que se relacionam com o início de
cada década como demandam os gráficos. Por isso, é até natural que ele possa
usar 1908 como ponto de dados razoáveis para 1910 no gráfico.
Torna-se menos razoável quando, por exemplo, o Prof Piketty
usa dados de 1935 da Suécia para 1930, quando os dados de 1930 existem em sua
fonte original.
Também não é claro por que os dados da fonte do Reino Unido
para 1938 são iguais a 1930 em vez de 1940. Também não é óbvio o porquê de
dados suecos de 2004 foram usados para representar 2000 (sendo q os dados reais para 2000 existe
na fonte original), além de dados de 2005 aplicados a 2010.
f) Problemas com
definições
Existem diferentes maneiras para calcular dados de riqueza
que variam de estimativas baseadas em registros de morte com pesquisas dos vivos.
Estes métodos nem sempre são comparáveis.
Nas notas sobre as fontes para suas planilhas, o Prof
Piketty diz que os dados de riqueza para os países incluídos em seu estudo são
todos obtidos usando o mesmo método.
"Nota: como explicado no texto, estas
são estimativas de desigualdade do patrimônio liquido para todos os países
entre os adultos vivos (usando métodos de multiplicadores de
mortalidade),"
diz ele, deixando claro que os dados de origem vem de
impostos de propriedade.
Mas isso não parece ser verdade.
Para os EUA, ele usa o método multiplicador de mortalidade
até 1950 e forma uma base para os números de 1970, enquanto em 1960 e de 1980,
ele usa uma pesquisa de riqueza.
Para o Reino Unido, suas escolhas são diferentes. Para 2000
e 2010, ele baseia suas estimativas em dados de inventário, mesmo que o
Instituto Nacional de Estatística tem produzido levantamento ativos sobre a
riqueza.
Essas inconsistências não são mencionados no apêndice
técnico do Prof Piketty. Eles também podem produzir grandes distorções, como
vou mostrar na próxima seção.
g) Filtragem de
fontes de dados
Há pouca consistência no modo que o Prof Piketty combina
diferentes fontes de dados.
Às vezes, como em no caso do Reino Unido, ele parece
favorecer inquéritos transversais de famílias vivas em vez de registros fiscais
de propriedade. Para o Reino Unido, ele
tende a evitar inquéritos transversais de pessoas vivas.
As escolhas do Prof Piketty nem sempre são as melhores
possíveis. Um exemplo flagrante é a sua decisão em relação ao Reino Unido, em
2010. O imposto de propriedade usado pelo Prof Piketty vem com o seguinte
alerta de saúde.
"[Os dados] não são de uma fonte de
dados adequada para estimar a riqueza total no Reino Unido, ou a desigualdade
de riqueza em todo o conjunto da população da riqueza; a pesquisa Riqueza e
Asset é mais adequado para esses fins. "
Estas escolhas são
importantes: em ambos os casos do Reino Unido e dos Estados Unidos, sua decisão
de qual tipo de dados usar tem a intenção de mostrar desigualdade de riqueza
crescente, em vez da real, constante (EUA) ou queda (UK).
2) Corrigir os erros
- que diferença isso faz para as gráficos do país?
Se os problemas descritos acima fazessem diferenças triviais
aos resultados finais do Prof Piketty, haveria pouca necessidade de se
preocupar. Mas, como esta seção mostra,
o resultado combinado de todos esses problemas é fazer com que a concentração
de riqueza entre os mais ricos nos últimos 50 anos subir artificialmente.
a)- Grã-Bretanha
Os problemas parecem mais agudos para a Grã-Bretanha, onde o Prof Piketty mostra o aumento da
concentração de riqueza entre os mais ricos desde 1980, quando a sua fonte de
dados não diz isso.
Este parece ser o resultado da troca entre fontes de dados,
e não seguindo as notas de origem, interpretando
mal os dados mais recentes e exagerando o aumento da desigualdade de riqueza.
Para entender os dados britânicos, primeiro você deve
começar com os números brutos, que vêm de uma variedade de fontes, delineadas em
vermelho no gráfico abaixo e nesta planilha.
Eu incluí todos os anos de dados que existem, incluindo
dados adicionais nos jornais que o Prof
Piketty cita, mas não usa.
A partir deste gráfico, eu acredito que podemos deduzir o
seguinte:
Representação do Prof Piketty dos dados (em azul) não pode
ser suportada pelos dados brutos (em vermelho)
Representação do Prof Piketty da década de 1970 não
corresponde a nenhum dos dados subjacentes. Todos os dados brutos para a década
de 1970 mostram as concentrações de
riqueza caindo rapidamente (cerca de 10 pontos percentuais).
Na representação do Prof Piketty, no entanto, a concentração
diminui um pouco (top 10 por cento) e sobe um toque (top 1 por cento)
O nível de concentração de riqueza na Grã-Bretanha em 1980,
1990, 2000 e 2010, é significativamente
menor do que relata prof Piketty.
Prof Piketty termina sua série ao tomar pelo valor de face
do nível dos dados HMRC, apesar HMRC dizer claramente (ver secção 1-g) que os
dados não são adequados para esse uso, nem são compatíveis com a idade da
Receita Series que o Prof Piketty usou em anos anteriores. Este último ponto
também é claramente indicado nas notas aos dados de origem.
Parece haver pouca evidência consistente de qualquer
tendência de aumento da desigualdade da riqueza do 1%. Sua participação na
riqueza diminui após a primeira guerra mundial até cerca de 1980 e é bastante
constante daí em diante. A melhor estimativa para uma série consistente seria um
valor próximo de 20% em 2010. Na verdade, o ONS riqueza e os bens Survey, que
agora é de três ondas de idade e de forma consistente mede a participação do
top 1% tem uma muito menor estimativa, em 12,5 por cento, o que deve ser a
melhor estimativa atual de que a participação da riqueza. Isso é menos da
metade da estimativa do prof Piketty.
Há também pouca evidência consistente de qualquer tendência
de aumento da desigualdade da riqueza do top 10%. Top 10% da riqueza parece ter
caído de todo o tempo da primeira guerra mundial até cerca de 1980. Houve um
aumento suave na década de 1990 (em grande parte por causa da subida rápida de
preços patrimoniais que são muito concentrados entre os ricos), mas a
desigualdade em seguida, voltou a cair depois do milênio e manteve-se estável.
Meu melhor cálculo para um número consistente com esses
dados seria em torno de 52% em 2010, mas nota deve voltar a ser tidos em conta
os dados do ONS, que é projetado especificamente para medir a riqueza. Ela
coloca a concentração no top 10% em cada uma de suas três ondas em 44 por
cento, bem abaixo própria estimativa do Prof Piketty.
A última pesquisa de riqueza ONS foi publicado após "Capital,
no século 21", mas as duas primeiras ondas foram publicadas em tempo útil
e proporcionaram o mesmo resultado.
Há descontinuidades nos dados brutos que fará qualquer um
parar para pensar.
Olhe para a mudança acentuada entre 1959 e 1960 para o top
1%. E olhe para a extrema direita dos dados (por volta de 2010), tanto para o
1% e os 10%: os níveis destes últimos números são muito diferentes dos da série
de dados anterior.
Há também algumas inconsistências por volta de 1980 para o
top 10%. Com tais descontinuidades, tornando qualquer série temporal de longo prazo
é preocupante com o risco de fazer as coisas muito mal.
Para colocar os dados em conjunto de uma forma consistente e
simplificada, fico com a tabela abaixo, que inclui duas opções para a entrada
de dados de 2010, com base em se a pessoa não toma do ONS Riqueza e
levantamento de ativos ou não. Minha preferência é usar essa pesquisa porque
são os melhores dados sobre todo o gráfico, projetado especificamente para a
finalidade de medir a riqueza, mas mostrar os dois resultados.
Em cada caso, a
tendência para as desigualdades de riqueza a subir após 1980 desaparece.
b) França
Os principais problemas relacionados com os números
franceses usados por Piketty parecem se relacionar
com os ajustes arbitrários que ele usa para 1910 o que aumenta a quota de riqueza no topo por volta da virada do século
20 (ver 1-b).
A outra diferença principal é que tenha tido dados para o
ano em questão, em vez de uma média dos dados para o resto da década. Isso faz
com que a série mais compatível com outros países.
Sempre que os dados estão ausentes, por exemplo, em 1970, já
não incluiu qualquer ponto no gráfico.
c) Suécia
Parece haver alguns problemas com as escolhas feitas pelo
Prof Piketty para a Suécia. Estes são principalmente omissões de dados, erros de
transcrição e escolha estranha de dados para representar os anos no gráfico.
Para 2010, eu uso os dados mais recentes, de 2006, que
mostra um pequeno declínio. Prof Piketty usa uma média de 2005 e 2006, mas não
explica o porquê.
Ele também optou por
usar 2004 para 2000, quando o ponto de dados para 2000 estavam disponíveis nas
fontes citadas ele.
Eu prefiro ficar com os dados de 2000.
d) Europa
Eu construí uma média europeia ponderada da população da
Grã-Bretanha, França e Suécia. Há pouca dúvida de que, como Piketty afirma, a
desigualdade de riqueza caiu após a Primeira Guerra Mundial e que esta queda se
estabilizou depois de 1980.
Mas há duas diferenças entre os meus resultados e Prof
Piketty.
A primeira, mais experimental, a conclusão é que a
desigualdade de riqueza não era tão alta
na virada do século 20, como diz Piketty.
Este resultado é em grande parte conseqüência da Suécia dando um peso menor nos resultados do que
Piketty, reflectindo a sua população menor.
A segunda, mais importante, discrepância é que os resultados
britânicos mais confiáveis estão incluídos, não há nenhum sinal de
que a desigualdade de riqueza na Europa está a aumentar novamente.
A constatação de
que a desigualdade de riqueza não tem vindo a aumentar nos últimos 30
anos na Europa é um desafio fundamental para a tese do Prof Piketty que todas
as economias avançadas têm vindo a assistir a uma reviravolta em uma tendência
histórica de longo de queda da desigualdade de riqueza a partir de 1980. Os
dados não sugerem que é verdade. As duas imagens alternativas nos gráficos
representam escolhas diferentes em relação aos dados do Reino Unido em 2010,
como discutido na seção 2-a.
Os EUA
Os EUA é complicado, pois os dados das fontes é ainda mais
duvidoso do que para os três países europeus incluídos no estudo. Eu não me
sinto confortável em tentar criar uma FT tendência de longo prazo, quando os
dados de origem não permite isso.
Em vez disso, cria um gráfico dos dados de origem,
juntamente com vista do Prof Piketty da tendência de longo prazo, para
demonstrar o seu gráfico não parece ser uma representação inteiramente justa dos
dados da fonte.
Olhe primeiro para as primeiras linhas, o que representa a
parcela de riqueza para o top 10% da população. Simplesmente não há dados entre 1870 e 1960. No entanto, o Prof Piketty
os escolhe para derivar uma tendência.
O topo da riqueza do 1% tem muitos mais pontos de dados,
incluindo uma série de tempo de longa duração a partir de Kopczuk-Saez (2004).
Esta série dá números muito semelhantes aos de dados europeus, tanto em nível e
tendência, após a Segunda Guerra Mundial.
Na construção de sua série de longo prazo (em azul), o Prof
Piketty migra a partir dos dados Kopczuk-Saez ao de Wolff (1994, 2010) e
Kennickel (2009), embora estes são medidos em uma base muito diferente.
O resultado é que sua linha não tem a queda
da desigualdade visto por Kopczuk-Saez mas mostra um aumento.
Olhando para os dois artigos de Wolff, que fornecem estimativas
1960-2010, o topo de riqueza de 1% parece ser essencialmente plana, passando de
33,4% da riqueza total em 1960 para 34.6% em 2010. Papéis o Wolff descreve um
modesto aumento da desigualdade, significativamente mais suave do que mostra o
gráfico da Piketty.
3) Coloque todos os
dados de riqueza juntos
Quando Piketty coloca a Europa e os EUA juntos, ele recebe o
gráfico dramático abaixo (figura 10.6 no livro). Ele mostra a desigualdade na
Europa mergulhando abaixo os EUA depois de 1960 e uma tendência de aumento em
ambas as linhas seguintes
Como já observei, mesmo com os pressupostos heroicos, não é
possível dizer muita coisa sobre o top quota de 10% entre 1870 e 1960, os dados para os EUA simplesmente não
existe.
Há mais dados para o topo de participação de 1%, mas eu
também não acho que é sábio para desenhar uma série de tempo definitivo para os
EUA como os dados inconsistentes. Mas é possível traçar todos os dados individuais
e compará-lo com os dados europeus, como eu faço na imagem abaixo.
O gráfico mostra que a Europa teve maior concentração de
riqueza no século 19 e que a desigualdade caiu mais do que no Reino Unido.
Nesta Prof Piketty parece estar certo.
O nível exato de desigualdade Europeia nos últimos cinquenta
anos, é impossível determinar, pois depende das fontes se usa. No entanto,
independentemente de nível, as linhas em vermelho no gráfico mostram que - ao contrário do que afirma o Prof Piketty -
concentração de riqueza entre as pessoas mais ricas tem sido bastante estável
por 50 anos na Europa e no EUA.
Não há tendência de
alta óbvio.
As conclusões da "Capital no século 21" não
parecem ser apoiadas pelas fontes citadas no livro.
***