A alienação

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Dialética marxista - a "lógica" da subjetividade

A dialética surgiu na Grécia Clássica e o seu significado é "técnica do diálogo" ou "técnica de debate"..

Socrates (469 aC - 399 aC) usava essa técnica em seus debates.
Era a técnica de perguntar, responder e refutar o outro debatedor, acuar o adversário.

Aristóteles (384 aC -322 aC) disse o seguinte sobre a dialética:
"A dialética é uma lógica do provável, é processo racional que não pode ser demonstrado.
Provável é o que parece aceitável para a maioria, ou aos mais ilustres".


Para Kant (1724 - 1804) a dialética é a "lógica da aparência".
“A dialética é uma ilusão, pois baseia-se em princípios que, na verdade, são subjetivos.”

Hegel (1779 - 1831) usou uma nova forma de dialética, uma dialética lógica que contém três componentes: tese, antítese, síntese.
Essa dialética é totalmente diferente da dialética grega.
As duas primeiras são idéias ou situações contraditórias e a terceira é uma nova idéia ou situação que surge a partir delas.
Hegel argumentava que com esse sistema era possível explicar a história como sendo movimentos dialéticos sucessivos.
Essa interpretação de Hegel é subjetiva, dialéticos diferentes podem obter sínteses diferentes para uma mesma tese e antítese.
O problema desta teoria é que Hegel não comprovou empiricamente que, de fato, todas as situações pessoais, sociais ou históricas, surgem sempre a partir de duas situações contraditórias (tese e antitese).

Karl Marx (1818 - 1883) aprendeu a dialética de Hegel na Universidade de Berlim, porém, disse que Hegel "estava de ponta cabeça".

Karl Popper (1902 - 1994), um dos mais respeitáveis filósofos do século XX colocou sua interpretação quanto a dialética hegeliana/marxista da seguinte forma:
"O método dialético marxista trata-se de pseudociência.
Primeiro devido a seu caráter especulativo, depois devido a seu caráter metafísico.
A dialética não é ciência e não se adequa ao método cientifico.
O modelo científico visa atestar idéias através da experimentação.
A dialética visa contrapor idéias com idéias, sem a necessidade de nenhuma evidencia.
A dialética, como arma retórica reduz os objetos observados ao antagonismo da antítese, descartando dados significativos.
O método científico não se valida de antítese.
A ciência visa examinar o objeto, sem que exista interferência critica ou especulação.
E é um fato científico comprovado que a contradição de uma idéia não sugere seu irredutível aperfeiçoamento teórico.
A antítese quebra o ciclo evolutivo da tese ao propor uma contraposição, como irredutível elemento dissertativo sem a necessidade de demonstrar isso cientificamente."


A dialética de Hegel e Marx

A dialética de Hegel está relacionada indistintamente com uma filosofia da história, a dialética de Marx está, em tese, associada ao materialismo aplicado a história para justificar nela uma suposta "luta de classes" revolucionária.

Feuerbach (1804 - 1872) foi o fundador do materialismo em oposição ao idealismo de Hegel, Karl Marx, que inicialmente ficou próximo de Feuerbach aprendeu com ele os conceitos de "materialismo" e de "alienação" que também foram conceituados por Feuerbach (e não por Marx).
Desta forma, Karl Marx aprendeu a dialética de Hegel, e com Feuerbach aprendeu o materialismo, e os usou dai para frente.

O processo dialético, tese, antítese, síntese (ou, afirmação, negação, negação da negação) em Marx é semelhante ao de Hegel, não poderia ser de outra forma, o método dialético de Hegel era o único que existia, vejamos uma descrição da dialética feita por Marx:

"Uma tese, um pensamento, opõe-se a si mesmo, divide-se em dois pensamentos contraditórios - o positivo e o negativo, o sim e o não.
A luta entre estes dois elementos antagônicos que integram a antítese constitui o movimento dialético.
A fusão destes dois pensamentos contraditórios constitui um novo pensamento, que é a síntese dos mesmos.
Esse pensamento se divide, mais uma vez em dois pensamentos contraditórios, que por sua vez, fundem-se uma nova síntese."

Karl Marx, Miséria da Filosofia; em Método, Primeiro comentário, Lógica; 1847.

A diferença entre Hegel e Marx é que a dialética de Hegel em seu movimento final (Idéia, Natureza) o leva ao Espírito, mediante um processo em que, na opinião de Hegel, o Espírito ganha consciência de si ao longo da história.
Para Hegel, a partir do movimento dialético das contradições "idéia" e "natureza" inseridos na história humana evoluíram do Nada para a Consciência, para a aquisição da Inteligência, ao que Hegel deduz ser o Espirito em formação, ou seja, Deus.
Hegel vê a história produzindo um ser cada vez mais inteligente, por isso lhe deu o nome de Espirito (Deus).
Para Hegel Deus não é o que é - ao menos só é parcial e muito provisoriamente o que atualmente é - Deus é o que se realizará na História.
Hegel escreveu:
"O espírito é tido como consciência-de-si, e é imediatamente revelado a esta consciência, pois ele é a própria, por isso se diz que a natureza divina é a mesma que a humana, e é esta unidade o que se contempla "
Hegel, 1980, pg 190.

Karl Marx não entendeu essa dedução de Hegel...
Karl Marx entendeu apenas que em Hegel a "idéia" gerou a "coisa", mas essa opinião de Marx é incompleta, deformada, Hegel não concluiu isso que Marx pensou que ele concluiu.
E de posse dessa equivocada visão da filosofia dialética de Hegel, Karl Marx conclui que Hegel "esta de ponta cabeça", e cabia a ele, Marx, colocar Hegel de novo em pé.
Uma arrogante opinião de Marx, que alem de não entender toda a profundidade da filosofia de Hegel ainda a trata com escárnio.
Em função desse erro dedutivo Marx diz que não é a consciência que transforma as relações materiais, mas o contrário, é através dos processos materiais que a consciência é formada.
Para Marx a “coisa” gerou a “idéia”, ou mais especificamente, para Marx são os meios de produção que geram a estrutura sociocultural chamada por ele de "superestrutura"..

Mas, o detalhe é que esse conceito de Marx não tem nada a ver com a filosofia de Hegel.

Porém, existe uma diferença muito maior entre Hegel e Marx.

A filosofia de Hegel é realmente uma filosofia !
Hegel parte do “Nada” e do “Ser” e vai caminhando dialeticamente (aplica a dialética sucessivamente) até chegar ao Espírito.
Hegel gastou décadas de estudo para chegar a suas conclusões.

Marx não, Marx no seu livro "Crítica da filosofia do Direito de Hegel" disse que parte das concepções de Hegel estavam invertidas... e no prefácio de O Capital Marx escreveu que "em Hegel, a dialética está de cabeça para baixo. é necessário a por de cabeça para cima".
Marx disse isso sem entretanto demonstrar dialeticamente nada do que afirma.
Marx apenas usou a conclusão final de Hegel e a trocou pela "sua concepção".

Eric Voegelin fez uma definição para essa situação, diz ele:

“O ponto de partida para o movimento do pensamento de Marx é a posição gnóstica herdada de Hegel.”

Os "conceitos" que Marx usa não são coisas surgidas no início da humanidade, são coisas relativamente recentes, tais como, “relações de produção” e “forças produtivas”, "superestrutura", tais coisas não existiam em épocas históricas passadas!
O que estamos dizendo é que tais "conceitos" só passaram a existir a partir do momento que os humanos iniciaram a civilização, antes dela não existiam "meios de produção" como agricultura e pecuária.

A “idéia” (concepção mental, consciência, raciocínio) e a “natureza” (o planeta e tudo que existe nele) que são a tese e antítese de Hegel sempre existiram desde o início da humanidade, ao passo que o que Marx coloca como base da sociedade - a economia, não existiu desde o início, são coisas que surgiram com a civilização.
Portanto, a dialética de Marx, não tem passado.
Na verdade ela surge "da posição gnóstica herdada de Hegel".
Mas, se Marx diz que a dialética de Hegel estava “de cabeça para baixo” ... ele teria que ter demonstrado isso dialeticamente.

Por incrível que possa parecer - não existe nos textos de Marx nenhuma analise dialética de nada... todo o texto marxista é um desenrolar – da opinião de Marx, e não uma dedução técnica dialética.

A verdade é que a filosofia de Hegel não está invertida, ela é exatamente da forma que Hegel a fez depois de décadas de estudo.
Existe fundamentação dialética na conclusão de Hegel !
Da “ideia” surge a “natureza”, e nela progride o “espirito” (a história).
Hegel está se arriscando a dizer que a história é Deus em formação!

Marx não entendeu a profundidade da conclusão de Hegel.
Marx não entendeu que Hegel, que era religioso e patriota, estava querendo chegar a uma “definição” de Deus (Espirito).
Deus é o desenrolar da história, e nela que Deus vai se formando para Hegel, e a sociedade cristã alemã era a mais sofisticada produção desse processo.

Se isso é algo valido e real, ou é apenas mais uma ilusão, é uma outra história, mas, a conclusão é fundamentada.

Ao passo que a conclusão de Marx não é fundamentada e não tem sentido lógico, uma vez que supor que uma “ação material” é que da origem a uma “idéia social” é semelhante a dizer que um pedreiro primeiro faz a casa para depois que a casa estiver pronta o engenheiro faça o projeto da casa!

E para comprovar a trapaça marxista, no final de sua vida, Marx disse em resposta a pergunta de como seria a sociedade comunista "que isso seria uma tarefa para a ciência resolver" !
Mas, como seria isso possível se a ciência faz parte da estrutura social?
Se a ciência seria a que iria resolver então teríamos a própria estrutura social originando estrutura social!

Onde está o materialismo dialético?
Por que o materialismo dialético de Marx não resolveu como seria a sociedade comunista em vez de passar o abacaxi para a ciência?
- Não resolveu porque o materialismo dialético é uma fraude.

O misticismo criado pela ideologia marxista em torno da dialética

Quando marxistas falam da dialética temos a impressão que estão falando de algo sobrenatural!
A dialética parece ser para eles algo mágico, uma "varinha mágica" que em tudo que toca explica.
Marxistas transformaram a ferramenta lógica criada por Hegel em misticismo, e com ele se julgam senhores da verdade, apesar de não saberem nem mesmo aplicar a dialética na prática.
Isso se tornou uma neurose pois trata-se de uma ilusão, a dialética é subjetiva, pseudociência, e não se consegue com ela desvendar a realidade.
Os marxistas só aplicam a dialética para, supostamente, explicarem passado.
Quando marxistas fazem previsões - erram sempre - a começar pelas previsões feitas por Marx.

A dialética jamais terá a capacidade de explicar o presente.
Se, a partir do movimento dialético das contradições, tese e antítese, ou, afirmação e negação, dadas, teremos o surgimento de uma nova situação histórica - seria possível prever o futuro!
Uma vez que, se temos no momento presente duas situações históricas contraditórias, como por exemplo os pacifistas e os revolucionários atuando na sociedade, poderíamos fazer uma analise dialética dessa contradição e prever uma síntese que iria ocorrer no momento subsequente, o futuro.
O que é algo impraticável.
Desta forma, a grande importância dada a dialética pelos marxistas é apenas uma forma de dar importância a eles próprios como sendo "grandes intelectuais".
Isso é uma ilusão, uma neurose, pois marxistas nem mesmo sabem aplicar a dialética na prática, e isso se comprova pela diversidade de opiniões que apresentam quando vários marxistas se põem a discutir sobre o assunto, e é uma norma que eles em pouco tempo estarão se ofendendo e se xingando uns aos outros.

Eu já fui em comunidades do Orkut sobre Karl Marx e perguntei se sabiam de alguma aplicação prática da dialética feita por Karl Marx, ninguém apresentou nenhuma!
Tentaram embutir dialética até na Introdução do Manifesto Comunista!

Tentam fugir do problema falando que a dialética de Marx não é idealista, é materialista, e por isso não tem a "tese", "antítese", e "síntese", dizem que em Marx é "afirmação", "negação", e "negação da negação".
Ou inventam outros nomes.
Mas é claro que mudar o nome não muda em nada o processo dialético!

Para acabar com essa rota de fuga eu coloquei os possíveis nomes que possam dar da seguinte forma:

1 - tese - antítese --> síntese
2 - afirmação - negação --> negação da negação
3 - positivo - negativo --> negação do negativo
4 - sim - não --> negação do não
5 - ação - contradição --> superação
6 - contradição+ - contradição- --> negação


E disse a eles que usando qualquer um dos nomes acima, que encontrassem no texto original de Karl Marx uma aplicação prática da dialética.
Não encontraram.

Em vista desse fato, de não existir um texto explicito de Karl Marx onde ele especifique que está usando o seu método dialético somos forçados a concluir que a alcunha de "dialético" dada a Karl Marx é uma mentira, uma ilusão incutida na cabeça dos crédulos mas que na prática não existe.
Trata-se portando de uma neurose, Freud explica, acreditam em uma ilusão.


Marx não fez dialética, Marx apenas criticou a dialética dos outros

Karl Marx criticou a dialética de Hegel, criticou a dialética de Feuerbach e Bauer, criticou a dialética de Proudhon, mas a dialética dele mesmo ele jamais produziu sequer um exemplo onde tenha dito que estava aplicando o seu método dialético...

A titulo de ilustração vamos colocar um texto original de Marx em uma carta onde ele critica Proudhon.

Em 28 de Dezembro de 1846 Marx escreveu uma carta para Pavel Vassilievitch Annenkov (1814-1887), um historiador e crítico literário russo, que havia lhe escrito pedindo opinião sobre o livro "Filosofia da miséria" que Proudhon tinha acabado de escrever.
Esta carta nada mais é do que crítica e sarcasmo de Marx contra Proudhon, as expressões usadas por Marx nesta carta são de declarado ódio a Proudhon ... que nada de mal lhe havia feito, apenas tinha escrito um livro colocando suas opiniões filosóficas, não precisava tanto rancor contra uma pessoa de quem ele Marx, tinha recebido ensinamentos decisivos sobre a propriedade privada.
Para obter o seu intento de usar de sarcasmo e denegrir Proudhon, Marx inventou uma suposta "dialética de Proudhon", dialética esta que Proudhon JAMAIS USOU em seu texto.
A carta toda, longa, é semeada de palavras agressivas contra Proudhon, não precisamos ver todo esse ódio, vejamos apenas parte do texto da carta sobre a "dialética de Proudhon" para que cada leitor possa tirar suas conclusões.
Eis o texto:

"Meu querido Sr Annenkov
...
Deixe agora lhe dar um exemplo da dialética de Proudhon.
A liberdade e a escravidão constituem um antagonismo.
Não há nenhuma necessidade de eu falar dos aspectos bons ou maus da liberdade.
Quanto à escravidão, não há nenhuma necessidade para mim falar de seus aspectos maus.
A única coisa que requer explanação é o lado bom da escravidão.
Eu não me refiro à escravidão indireta, a escravidão do proletariado; eu me refiro à escravidão direta, à escravidão dos pretos no Suriname, no Brasil, nas regiões do sul da América do Norte.
A escravidão direta é o pivô em cima do qual a industrialização dos dias de hoje faz girar a maquinaria, o crédito, etc.
Sem escravidão não haveria nenhum algodão, sem algodão não haveria nenhuma indústria moderna.
É a escravidão que tem dado valor às colônias, foram as colônias que criaram o comércio mundial, e o comércio mundial é a condição necessária para a indústria de máquinas em larga escala.
Conseqüentemente, antes do comércio de escravos, as colônias enviaram poucos produtos para o velho mundo, e não ajudaram de forma visível a mudar a face do mundo.
A escravidão é consequentemente uma categoria econômica de suprema importância.
Sem escravidão, a América do Norte, a nação mais progressista, ter-se-ia transformado em um país patriarcal.
Se tiramos a América do Norte do mapa teremos a anarquia, a deterioração completa do comércio e da civilização moderna.
Abolir a escravidão seria varrer a América do mapa do mundo.
Sendo uma categoria econômica, a escravidão existiu em todas as nações desde o começo do mundo.
Tudo que as nações modernas conseguiram foi disfarçar a escravidão em casa e importá-la abertamente no Novo Mundo.
Depois destas reflexões sobre escravidão, o que o bom Sr. Proudhon fará ?
Procurará a síntese da liberdade e da escravidão, o verdadeiro caminho dourado, em outras palavras, o equilíbrio entre a escravidão e a liberdade."


Fonte em inglês:
http://www.marxists.org/archive/marx/works/1846/letters/46_12_28.htm

O "método" de Karl Marx sempre foi a crítica pura que nada tinha de dialética.

A dialética atribuída a Karl Marx é uma fraude, e quem duvidar pode procurar em toda obra dele e não vai encontrar.
É claro que "interpretações" subjetivas "encontrando" dialética onde ela não existe explicitada por Karl Marx não tem valor algum.

A dialética não é ciência.

Tanto Hegel como Marx usaram a mesma dialética.
E ambos chegaram a sínteses/conclusões diferentes sobre a realidade histórica!

Quem está certo, o dialético Marx ou o dialético Hegel?
A realidade histórica é descrita pelo idealismo de Hegel ou pelo materialismo de Marx?

- Por nenhum dos dois!
A história não é uma entidade viva, a história é passado, já aconteceu, e jamais será mudada seja qual for a interpretação que for dada a ela.
Os acontecimentos históricos aconteceram devido a AÇÃO HUMANA e devido a AÇÃO DA NATUREZA.
A história é para ser relatada, descrita a partir de provas fatuais, e jamais pode ser "interpretada", pois interpretação é algo subjetivo e depende da opinião da pessoa que interpreta, que muitas vezes é uma opinião ideológica, como é o caso do marxismo.

Não é ciência porque é subjetiva, a "síntese" depende do que o dialético "acha" que é.
Como já mencionei acima, tanto Hegel como Marx usaram A MESMA DIALÉTICA para interpretar a história, e o que aconteceu ?
Hegel chegou a uma conclusão idealista.
Marx chegou a uma conclusão materialistas.
Conclusões opostas para um mesmo objeto de análise!!


EPÍLOGO

NÃO EXISTE UM TEXTO SEQUER DE KARL MARX ONDE ELE APLIQUE O MOVIMENTO DIALÉTICO (AFIRMAÇÃO E NEGAÇÃO OU TESE E ANTÍTESE) E A PARTIR DESSA CONTRADIÇÃO ELE FAÇA UMA ANÁLISE DIALÉTICA E FORNEÇA UMA "SÍNTESE" OU "NEGAÇÃO DA NEGAÇÃO".

EM VISTA DESTE FATO A ALCUNHA DE "DIALÉTICO" DADA A KARL MARX É UMA FARSA, UMA MENTIRA - KARL MARX JAMAIS USOU A DIALÉTICA - SUA CRÍTICA ERA FUNDAMENTADA APENAS NO SEU RANCOR CONTRA A SOCIEDADE.



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