A alienação

A alienação

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Quem irá salvar a sociedade ocidental da destruição pela "praxis" marxista?

O que é a "praxis" marxista?

É a ação prática política, social, religiosa, ou de qualquer outro tipo que seja necessária, executada pelos marxistas para atingir o objetivo desejado por Karl Marx.

E qual era o objetivo de Karl Marx?
- O objetivo de Karl Marx era destruir a sociedade ocidental, que ele denominava de "sociedade burguesa" capitalista.

E dentro da sociedade burguesa quais eram as coisas que Karl Marx queria destruir?
- Karl Marx queria acabar com o "estado burguês", queria acabar com a família burguesa, queria acabar com a propriedade privada, queria acabar com o sistema de salários, e queria acabar com a religião.

Portanto, são estes os objetivos dos marxistas atuais uma vez que tais objetivos ainda não foram atingidos.
A "praxis" marxista se resume em executar ações e estratégias práticas para atingir tais objetivos.

É muito oportuno neste instante fazer uma pergunta crucial - Karl Marx queria destruir a sociedade ocidental, mas, Karl Marx tinha idéia do que seria colocado no lugar dela?
Como resposta a essa pergunta nada melhor que a palavra do próprio Karl Marx!
Vamos a seguir colocar um trecho de Karl Marx escrito ao final de sua vida no seu "Crítica ao Programa de Ghota" onde ele se refere a suposta sociedade comunista que viria com a implantação da sua ideologia:

"Então surge a pergunta:
que transformação sofrerá o Estado numa sociedade comunista?
Por outras palavras:
que funções sociais análogas às atuais funções do Estado subsistirão ?
Só a ciência pode responder a esta pergunta;
Entre a sociedade capitalista e a sociedade comunista situa-se o período de transformação revolucionária de uma na outra, a que corresponde um período de transição política em que o Estado não poderá ser outra coisa que não a ditadura revolucionária do proletariado."

Karl Marx, 1875, Glosas Marginais ao Programa do Partido Operário Alemão.

Ao ler estas palavras de Karl Marx tomamos conhecimento que ele NÃO SABIA como seria a sociedade comunista que ele propunha, a ciência deveria descobrir isso, e que a ÚNICA COISA que Karl Marx sabia é que após a tomada do poder o que existiria era a ditadura do proletariado!
Ou seja, Karl Marx por toda a vida propôs a destruição da sociedade, mas, não sabia como seria a suposta sociedade comunista que a substituiria!
E até hoje os marxistas não sabem...
Mas, da mesma forma que o "mestre" continuam com a obsessão de destruir a sociedade que existe.

Continuemos...
Dentro dos objetivos está a destruição da religião, uma vez que para Karl Marx e para os marxistas - deus não existe, o que existe é o mundo, e o mundo é caos e irracionalidade.
Em vista deste fato, de que deus não existe, não existe consequentemente uma verdade a ser buscada, o que existe é unicamente a "praxis' para destruir a "opressora sociedade atual" e esperar pela vinda da sociedade perfeita comunista aqui mesmo na Terra.

Desde que não existe uma verdade não existe "ética", não existe "certo" e "errado", não existe "justiça", não existe "lógica" - todos estes valores são "valores burgueses" que deverão ser destruídos.

Em vista deste fato debater com um marxista é algo completamente inútil!
É inútil porque o marxista não respeita a nossa argumentação baseada em tais princípios "burgueses"...
A dialética socrática, platônica, aristotélica, da filosofia grega que usamos para fazer nossa arguumentação não tem valor algum para o marxista, a dialética usada pelo marxismo é a dialética hegeliana, que nada tem a ver com a dialética grega.
A dialética hegeliana (marxista), como muito bem a definiu Kant - é subjetiva!
E desta subjetividade dialética emana toda a "praxis" marxista!


Então, "cientificamente", a argumentação marxista pode mudar ao sabor das necessidades, se em um debate o argumento marxista é refutado, o marxista faz outra "síntese" dialética e recomeça tudo de novo a partir desta nova posição!

Com isso, debater com um marxista que usa a "praxis dialética" para se justificar, é uma atividade que tende ao infinito, uma vez que jamais conseguiremos refuta-lo de forma definitiva, o marxista, tal qual o marxismo, ressurgirá sempre com uma nova proposta argumentativa derrota após derrota!

Essa é a realidade da "praxis" marxista uma vez que todos os valores que nós burgueses usamos para o marxista não tem valor algum!
Então o marxista pode e faz, sem sentir culpa alguma, mentir, acusar sem provas, tangenciar, dissimular, ofender, fazer micagens e palhaçadas, denegrir, imitar ironicamente, dar sonoras gargalhadas, colocar apelidos, xingar, trair, plagiar, falsificar, caluniar, vingar, prender, matar, pode fazer tudo sem limite ético algum, com o intuito atingir o objetivo de Karl Marx.
A "praxis" marxista é a prostituição do intelecto humano, o "intelectual" marxista prostituiu a sua mente com a mesma facilidade que uma prostituta prostituiu seu corpo.
Para a prostituta nenhum valor importa, apenas o dinheiro importa, para o "intelectual" marxista, da mesma forma, nenhum valor importa, apenas atingir o objetivo do "mestre" importa.

Para chegar ao objetivo de Karl Marx os marxistas atuais podem até mesmo negar a teoria do "mestre"!
Karl Marx queria chegar ao comunismo através da ação revolucionária armada, ou seja, com a revolução do proletariado e a subsequente "ditadura do proletariado", os marxistas atuais depois de muitos reveses históricos chegaram a conclusão que esse modelo de "praxis" não dava certo, e contrariando a teoria da "superestrutura" do "mestre" eles passaram a considerar que a "cultura" era primordial para se chegar a obter o objetivo de Karl Marx...
Explicando isso com maiores detalhes, segundo Marx, a civilização humana é dependente unicamente da economia, é a economia que origina tudo o mais ao que ele chamou de "superestrutura", baseado nesta teoria a cultura faz parte da superestrutura e portando é dependente da economia.
Os marxistas "culturais" jogaram essa teoria do "mestre" no lixo e passaram eles próprios, e não a economia, a mudar a cultura ocidental.
Esta é mais uma evidência do total incompatibilidade do marxismo com a verdade, nada importa, nem mesmo as palavras do "mestre", o que importa é unicamente chegar ao objetivo do "mestre" - a destruição total da cultura ocidental.
Foi desta forma que surgiu o "marxismo cultural".

A "praxis" atual não é mais a da revolução armada como a guerra civil espanhola, não é mais a guerrilha urbana, não é mais a guerrilha do Araguaia, a "praxis" marxista atual é a subversão cultural, a "praxis" marxista atual esta na ação "cultural" dentro das universidades, está dentro da sala de aula, está nos meios de comunicação, está nas artes, nos palcos, nos filmes, nas novelas, está na ONU, no FMI, no BM, na OMC, na OAB, no Greenpeace, no Human Rights, na TV Globo e na TV Cultura, está em tudo que pertencer a "classe falante".
Esta ação é a longo prazo e visa "transformar" o senso comum da "alienada" humanidade de forma que com essa mudança cultural os objetivos de Karl Marx sejam finalmente implantados na humanidade de forma natural.

Da mesma forma que Karl Marx ordenou no Manifesto Comunista a condução deste processo na atualidade é para ser feita pelos "intelectuais" comunistas, os únicos que, segundo Karl Marx, tem pleno conhecimento do processo revolucionário, apesar da revolução ser "do proletariado", segundo a própria teoria marxista - os proletários são alienados que não tem consciência de classe - e devido a essa alienação os proletários devem ser "conduzidos" pelos "sábios intelectuais" comunistas.

Da mesma forma que antes a "praxis" marxista "cultural" atual não respeita a nenhum dos "valores burgueses" já citados, tudo é válido para que seja atingido o objetivo do "mestre".
Por exemplo o homossexualismo [Engels condenou em seus livros e em carta para Marx o homossexualismo como sendo "pederastas", dentre outras coisas], é de conhecimento público que os marxistas da URSS condenaram homossexuais, mas, atualmente, os marxistas defendem os "direitos" dos homossexuais...
Com a maior naturalidade os marxistas da "teologia da libertação" acusam os padres católicos tradicionais de usarem a batina porque são homossexuais, porém, em suas pregações os padres da "teologia da libertação" defendem os "direitos" dos homossexuais, ou seja, um mesmo "valor" é usado de forma oposta de acordo com os interesses da "praxis".

No mundo atual a chamada "hegemonia" projetada por Gramsci atingiu sua plenitude, em tudo que existe no mundo atual que tenha origem na "classe falante" a "praxis" marxista está inserida.

A partir deste fato a humanidade caminha para a execução dos objetivos de Karl Marx, ou seja, a sua destruição, porém, se com isso a humanidade irá chegar a sociedade perfeita comunista isso é uma colossal incerteza uma vez que já foi provado tanto cientificamente, como na prática histórica, que a sociedade socialista é incapaz de gerir a sua economia de forma a produzir progresso e desenvolvimento cultural e econômico - o destino de toda sociedade socialista é a falência moral e econômica.

Lukacs, um dos fundadores do "marxismo cultural" disse - Quem irá nos salvar da cultura ocidental?
Nós podemos também dizer - Quem irá salvar a sociedade ocidental da destruição pela "praxis" marxista?


HEGEMONIA

"O moderno Príncipe (partido comunista), desenvolvendo-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais, uma vez que seu desenvolvimento significa... que todo ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso, somente na medida em que tem como ponto de referência o próprio moderno Príncipe...
O Príncipe toma o lugar nas consciências, da divindade ou do imperativo categórico, torna-se a base de um laicismo moderno e de uma completa laicização de toda a vida e de todas as relações de costume".

Antonio Gramsci, Cadernos do Cárcere, 1935.

HEGEMONIA



Você notou algo em comum nos rostos de todas as pessoas destas fotos ?
Acredito que sim... é bem visível.
Essa é a imagem da alienação que tomou conta da humanidade ocidental na atualidade.
Gramsci deu o nome de "hegemonia" a este estágio do domínio das mentes humanas pelo "príncipe".



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