A alienação

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terça-feira, 8 de maio de 2012

Teoria do Valor Marginal - a explicação científica de como os humanos avaliam as mercadorias para trocas

Teoria da Utilidade Marginal
Teoria do Equilíbrio Geral
Economia Neo Clássica


A conceituação da teoria do valor começou na Inglaterra com Adam Smith em 1776 e prosseguiu com David Ricardo.
A Teoria do Valor não foi a principal contribuição deles para a Economia, não se preocuparam em se aprofundar nessa área, eles explicaram a formação dos preços pelos seus custos de produção.
Se uma mercadoria X custa, para ser produzida, o dobro que a mercadoria Y, o preço de X é duas vezes maior que o preço de Y.
Tal teoria ficou conhecida como Teoria do Valor Trabalho.
Karl Marx tomou com base esse conceito para formular sua teoria da exploração socialista e chegar a mais-valia.

Esse conceito porém, se mostrou por demais equivocado porque não se comprovava na prática.

Os custos de produção não dependem unicamente do trabalho, dependem tb do volume da produção, quando o volume de produção aumenta os custos caem, uma teoria do valor precisaria levar em conta a demanda pelas mercadorias.


O estudo da demanda de uma mercadoria tem relação com sua utilidade.

Smith e Ricardo tiveram dificuldade para lidar com o conceito de utilidade na formação dos valores das mercadorias.
Com eles surgiu o "Paradoxo do pão e do brilhante" - por que o pão que é tão útil, é tão barato e o brilhante, de utilidade relativa, é tão caro ?
Eles não acharam resposta para essa pergunta.

Karl Marx, mesmo sabendo da existência desse paradoxo, e de muitos outros semelhantes, que invalidavam a teoria do valor de Smith e Ricardo, o ignorou e considerou a teoria do valor de Smith e Ricardo como válida, e a usou para fazer a mais-valia.

A Escola de Viena refutou a teoria do valor antiga e explicou, com a Teoria da Utilidade Marginal, o por que do paradoxo do pão e do brilhante.


Lei da Utilidade Marginal


A Lei da utilidade marginal diz que no mercado a utilidade marginal decresce à medida que se consome mais uma determinada mercadoria.
A utilidade total de uma mercadoria cresce quando se consome maiores quantidades dela, mas seu incremento da utilidade marginal é cada vez menor.
O consumidor tem satisfação com uma mercadoria, mas a unidade seguinte já não lhe proporciona tanto prazer como a anterior.

O "Paradoxo da água e do diamante" ilustra o conceito de utilidade marginal.
Por que a água, mais necessária é tão barata, e o diamante, supérfluo, tem preço elevado ?
É porque a água tem grande utilidade total, mas baixa utilidade marginal, é abundante, e o diamante, por ser escasso, tem grande utilidade marginal.


A criação da Teoria da Utilidade Marginal

A criação do conceito de utilidade marginal, surgiu no final do século XIX, trouxe a resposta ao "Paradoxo do pão" e hoje é a base teórica da análise econômica da demanda.
O valor da utilidade marginal é definido como sendo o valor - para o consumidor - é um valor adicional ao custo de produção de uma mercadoria.

Para um consumidor com fome, o primeiro pão francês tem uma utilidade enorme.
Essa utilidade vai decrescendo à medida que ele vai comendo mais pães.


Os criadores do conceito de Utilidade Marginal

Hermann Heinrich Gossen (1810-1858) na Prússia em 1854, em seu livro "Lei dos rendimentos Marginais Decrescentes" iniciou esse conceito.
Seu trabalho ficou desconhecido até 1878.

Na década de 1870 Karl Menger na Áustria (1871), Léon Walras na França (1874) e W. S. Jevons na Inglaterra (1871) reativaram de forma independente o conceito de utilidade marginal.
Eles são os fundadores da Teoria do Valor Marginal, ou, Teoria da Utilidade Marginal.

Alfred Marshall, na Inglaterra, aprofundou essas análises em seu livro Principles of Economics em 1890.
Marshall é o fundador da Economia Neo Clássica, Marshall tb colaborou na Teoria do Equibrio Geral.

Karl Menger

Karl Menger (1840-1921) foi um economista austríaco, fundador da escola austríaca.
Desenvolveu uma teoria subjetiva do valor, a teoria da utilidade marginal, ligando-a à satisfação dos desejos humanos.
Sua teoria refutou a teoria do valor-trabalho, desenvolvida pelos economistas clássicos Adam Smith e David Ricardo e usada por Karl Marx para chegar a "mais-valia".

Para Menger as trocas acontecem sob a influência das avaliações subjetivas diferentes de uma mesma mercadoria que cada indivíduo tem.
As trocas no mercado livre originam-se na conduta dos indivíduos e deve ser compreendida a partir do consumidor final - como uma pirâmide invertida.
Sua obra mais importante sobre a teoria utilitarista é Die Grundsatze der Volkswirtschaftslehre de 1871.

William Stanley Jevons

William Stanley Jevons (1835-1882) foi um economista britânico.
Foi um dos iniciadores da teoria da utilidade marginal, e deu novo entendimento especialmente na determinação do valor.
Apresentou a solução para o "Paradoxo do pão".
Teve grande influência, sua obra principal foi Theory of Political Economy, em que expôs de forma definitiva a teoria da utilidade marginal.
Estudou as relações entre as necessidades materiais e o estímulo ao trabalho.

Léon Walras

Marie-Ésprit-Léon Walras (1834-1910) foi um economista e matemático francês que participou da criação da Teoria do Equilíbrio Geral (que usa a Utilidade Marginal)..
Seu discípulo, o economista Vilfredo Pareto, deu continuidade no que ficou conhecido como "Escola de Lausanne de Economia", ou "Escola Matemática".
Walras defendia a livre iniciativa como meio para alcançar a justiça social e usava a matemática para comprovar sua concepção - unindo as teorias de produção, troca, moeda e capital.
Sua principal obra é Elementos da Economia Política Pura de 1874.


Teoria do Equilíbrio Geral

É um conjunto de teoremas microeconômicos (em oposição aos macroeconômicos).
Ela procura explicar a produção, o consumo e os preços em uma economia global e integrada.
Para isso usa uma abordagem iniciando nos agentes individuais de mercado.

Calcular o preço de equilíbrio de apenas uma mercadoria, em teoria, necessita uma análise que englobe todos os milhões de diferentes mercadorias que estão disponíveis.

Alfred Marshall

Alfred Marshall (1842-1924) economista inglês mais influente em seu tempo.
Seu livro, Princípios de Economia procurou unir a teoria da "Utilidade Marginal" com a teoria clássica dos custos de produção de Smith e Ricardo.

O método de Marshall consiste em utilizar a Matemática como ferramenta de investigação de fenômenos econômicos, conjuntamente com o raciocínio lógico e as aplicações empíricas como meio de exposição desses fenômenos.

A introdução do elemento tempo, por Marshall, na Teoria do Valor conseguiu explicar conjuntamente a influência do custo de produção (percepção objetiva) e da utilidade marginal (percepção subjetiva) na formação do preço.

"Princípios" de Marshall e sua Economia Neoclássica.

Para Marshall, o estudo do valor deve começar pelo comportamento dos consumidores e produtores e seu relacionamento no mercado.

Marshall percebeu que as variações nas quantidades procuradas eram sensíveis às variações em seus preços, e elaborou o conceito de elasticidade-preço da procura – que mostra a sensibilidade da procura em relação a pequenas variações no preço de determinado bem.

Para os clássicos o valor estava ligado a bens materiais tangíveis.
Marshall afirma que o homem cria utilidades e não bens materiais tangíveis, sendo assim, o setor de serviços também é produtivo porque produz utilidades.

Com respeito a influência do tempo no valor das mercadorias no mercado, Marshall fez as seguintes observações:

Curtíssimo prazo - quando não se pode aumentar a oferta.
Por exemplo, um mercado de peixes, a quantidade de peizes não pode ser aumentada (no dia) e é perecível.

Curto prazo - quando é possível aumentar a oferta sem ampliar a escala da produção, usando a capacidade ociosa.
O preço é determinado pela demanda.

Longo prazo - quando aumenta-se a oferta construindo fábricas, comprando máquinas, contratando mais empregados.
O preço é determinado pelo custo da produção.

No longo prazo, Marshall também percebe que os custos de produção podem ser crescentes, constantes ou decrescentes, sendo determinados pela economia interna (controláveis pela firma) e externa (que
não são controladas pela empresa, mas a afetam).


Conclusão

Essas teorias demonstras matematicamente e empiricamente que o valor (preço) das mercadorias depende da sua utilidade, e tb depende do tempo de produção da mercadoria para o mercado.
Demonstra tb que os custos de produção são relativos, podem ser crescentes, estáveis ou decrescentes, e isso influiu tb no valor da mercadoria.
O valor é a resultante destas componentes variáveis interagindo.

Como Karl Marx baseou sua teoria da mais-valia apenas com o valor dependente unicamente do trabalho, a teoria marxista é falsa, uma vez que seu alicerce é falso.
Essa falha crucial em Karl Marx invalida toda a crítica marxista a economia liberal.
E essa invalidez foi comprovada na prática uma vez que todas as previsões calamitosas que Marx fez para a economia liberal jamais aconteceram.


Pergunta feita no meu recados do ORKUT

"Tenho uma dúvida e se possível gostaria de esclarece-la.
O termo "marginal" vem de onde? Margem? Como poderia justificar, por exemplo, a definição "utilidade marginal" ?
Grato desde já."

Esse termo na minha opinião não é adequado ao sentido dado a ele em economia.

Um exemplo se referindo a uma pessoa que vive isolada: "Aquele homem vive a margem da sociedade."
Ou seja, vive fora da sociedade.
Ou podemos usar uma frase costumeira dita em estádios de futebol: "Os repórteres estavam nas margens do campo."
Esse é o significado do termo em geral.

No caso do conceito "utilidade marginal" não é bem isso...

Este conceito significa que, por exemplo, se vc está com sede, o primeiro copo de água tem grande utilidade para vc.. vamos dar a nota 10 para ele, o segundo copo, poderá ainda ter utilidade, mas não será mais atribuída a ele a nota 10, daríamos 8, o terceiro valeria 6, etc.
Ou seja, o mesmo copo de água terá diferentes valores e claro, diferentes preços.

Isso acontece com quase tudo o mais, uma bicicleta para a pessoa ir trabalhar e economizar terá grande utilidade, mas, uma segunda bicicleta já não será tão útil assim para a mesma pessoa.

Em resposta a uma continuidade na pergunta respondi o seguinte:

O entendimento do termo é intuitivo.
Eu "vejo" o sentido do termo apesar da palavra não ter relação direta.
É difícil explicar esse tipo de coisa, vou tentar...

O termo parece dizer que tal utilidade não faz parte do "valor" real da mercadoria.
A utilidade marginal surge em situações especiais, em diversos graus.
É uma componente que surge quando a necessidade do indivíduo pela mercadoria não está em condições normais.

Um copo de água em uma cantina de escola custa 1 real por exemplo, e dificilmente alguém ali estará com tamanha sede que vá pagar 2 reais pelo copo de água.
A utilidade marginal neste caso não funciona.

Mas se um grupo de estudantes da escola for fazer um passeio e a água acaba, e eles ficam com sede, pagarão 2 reais pelo mesmo copo de água a um vendedor ambulante.
Ai surge a utilidade marginal.

Chegamos ai a uma possibilidade de estabelecer um conceito, essa utilidade marginal surge "por fora", não faz parte da mercadoria, ela esta "a margem" (fora) do valor real.
Em determinadas situações essa utilidade entra para dentro co cenário e muda o valor da mercadoria.


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