A alienação

A alienação

sexta-feira, 28 de março de 2014

As palavras "sexo" e "gênero" tem significados diferentes ? Meninos e meninas não devem ser chamados por "ele" e "ela" pois isso é um preconceito social ?


Seria natural se pensar que poderíamos entender da mesma forma que a palavra "sexo" significa "masculino" ou "feminino" e que a palavra "gênero" também pudesse se referir a "masculino" e "feminino", mas, não é o caso, ou, não é tão simples assim, sexo e gênero tem "significados diferentes", ou melhor, foram criados "teoricamente" significados diferentes para essas duas palavras que, em tese, se referem a mesma coisa.

A diferença "teórica" encontrada é que:

SEXO - tem sentido biológico.

GÊNERO - tem sentido sóciocultural, mas, está ligado a "sexo".



Etimologicamente a palavra "gênero" vem do latin "generu" "genus" que significa "raça" ou "classe", não tem relação com sexo ou cultura.

Entendendo as motivações

A motivação é ideológica, a atribuição "cultural" ao gênero tem "origem" nos escritos do intelectual marxista francês Michel Foulcault (1926-1984), as ideias de Foulcalut no seu conceito de "biopoder" foram usadas pelas feministas para criarem um sentido sexual para a palavra "gênero" - sem entretanto - significar sexo biológico!

O conceito de "biopoder" de Foulcault

O conceito de "biopoder" de Foulcault não tem a ver com sexo,  está intrinsecamente ligado ao marxismo.
O "biopoder" de Foulcault nada mais é que uma outra forma "filosófica" de descrever a teoria da exploração marxista de uma "classe dominante" sobre as demais.
Segundo Foulcault os estados nacionais através de diversos mecanismos de controle dominam tanto os corpos individuais como as populações.
Exatamente o que Marx falou dito com outras palavras.

As feministas

As feministas criaram a partir de uma "transformação" desse conceito marxista de Foulcault e a sua transposição e  incorporação a uma palavra - um conceito de "sexo culturalmente adquirido".

A "ferramenta teórica" que possibilita tais tipos de mágica foi inventada por Derrida e se chama "desconstrucionismo".

Esse "conceito" era necessário por razões argumentativas e doutrinárias ideológicas para com ele poder achar culpados por problemas com origens sexuais na sociedade.
O marxismo diz que a sociedade "burguesa" domina através da imposição de sua cultura "burguesa" que impede que os proletários tenham "consciência de classe", só que eles teriam que provar isso que dizem, por isso surgiram várias "filosofias" que pretendem "demonstrar" a influência cultural na formação psicológica das pessoas.
Não que essa influência não exista, existe é claro, um iraniano tem aspectos psicológicos diferentes de um mexicano, mas, tais diferenças não são da forma e com as intenções ideológicas que o marxismo pretende que sejam.

Em termos práticos tais tentativas de criar conceitos não deveriam ir em frente devido a artificialidade que contém, porém, a incessante utilização de tais "conceitos" nas universidades e escolas pelos "professores" marxistas popularizou seu uso.
Portanto, "gênero" é um conceito artificial, mas que, ideologicamente se tornou eficiente e teve seu uso sendo disseminado em todos os ramos da sociedade ocidental.

Vamos apresentar a seguir um resumo de um artigo explicando como surgiu esse "conceito" de "gênero".

Michel Foucault: Feminismo

Os corpos das mulheres são julgados inferiores com referência a normas e ideais com base na capacidade física dos homens e, por outro, as funções biológicas são recolhidos em características sociais .
Embora tradicionalmente os homens foram pensados ​​para serem capazes de transcender o nível biológico através do uso de suas faculdades racionais, as mulheres tendem a serem definidas inteiramente em termos de suas capacidades físicas para a reprodução e maternidade.
Em um esforço para evitar essa fusão da categoria social da mulher com funções biológicas (essencialismo), o feminismo desenvolveu uma teoria da construção social baseada na distinção entre sexo e gênero.
A distinção sexo/gênero representa uma tentativa das feministas para cortar a conexão entre a categoria biológica do sexo e categoria social de gênero.
De acordo com este ponto de vista da construção social, o gênero é o sentido cultural que vem ligado ao corpo sexuado.
Uma vez que o gênero é entendido como culturalmente construído, é possível evitar a idéia essencialista de que o gênero deriva do corpo natural em qualquer forma.
No entanto, a distinção entre os sexos biológicos e o papel do gênero culturalmente construídos desafia a noção de que a composição biológica de uma mulher é seu destino social, implica uma dissociação problemática dos gêneros culturalmente construídos de corpos sexuados.
O efeito dessa dissociação é que o corpo sexuado passa a ser visto como irrelevante para a identidade cultural de gênero de um indivíduo.
É essa consequência desconcertante de uma distinção entre sexo e gênero que levou algumas feministas a se apropriar da teoria do corpo e da sexualidade de Foucault.
Foucault afirma que a relação entre poder e sexualidade é deturpada quando a sexualidade é vista como uma força natural incontrolável que o poder simplesmente se opõe, reprime ou constrange.
Em vez disso, o fenômeno da sexualidade deve ser entendida como construída por meio do exercício de relações de poder.
Baseando-se na teoria de Foucault da sexualidade e o papel desempenhado pela categoria do sexo nessa teoria as feministas têm sido capazes de repensar o gênero, não como os significados culturais que estão ligados a um sexo.


Meninos e meninas....


Na Suécia, Noruega, Finlândia, Islândia, com a excelente qualidade de vida que atingiram, uma grande parte do povo perdeu a noção da realidade e passou a viver em função de ilusórios anseios de busca de igualdade entre os seres humanos.

Desenvolveu-se lá na Escandinávia uma integrante característica da personalidade humana, ao saírem da pobreza e diminuírem as desigualdades entre as pessoas e atingirem uma igualdade social e econômica jamais vista nas sociedades humanas ... eles não se deram por satisfeitos e continuaram em frente em busca de mais igualdade em todos os aspectos da vida humana e não mais apenas no social e econômico!
Isto também acontece em grande parte da Europa Ocidental.
Substituíram o abrigo da religião que tiveram no passado pela ilusão da busca incessante por igualdade entre humanos em todos os aspectos, até no sexo.
Querem transformar os seres humanos em anjos.

No aspecto sexual os europeus ocidentais, os que tem altos padrões de qualidade de vida, começaram a criar pré-escolas onde buscam implantar uma "cultura" de sexo neutro nas crianças para se contrapor a "cultura" até hoje existente na humanidade de que "menino brinca com carrinho e menina com boneca".

O que será que estão fazendo?  Brincando?

Nestas escolas os europeus também aboliram o uso dos pronomes "ele" e "ela", quando vão se referir a um menino usam um termo neutro, tal como "colega" ou "friend", "freund", "vän" (amigo/a), isso também é feito para as meninas.
Os brinquedos "masculinos" e "femininos" são colocados nos lugares onde as crianças brincam todos misturados para que as crianças escolham suas preferências.
Eles não fazem nada para que uma menina desenvolva características femininas e meninos masculinas, isso está fora de questão, seria um "preconceito cultural", apesar dos meninos terem pênis e as meninas vaginas.... 

Todo o programa escolar dá prioridade e ênfase para o estabelecimento de sexo neutro.

Nelas apesar da criança ter pênis ela não pode ser chamada de "menino" nem de "ele" porque isso seria uma forma "cultural" de induzir na criança uma formação psicológica masculina.
Mesma coisa para as meninas, apesar de elas terem vagina e jeitinhos típicos de meninas elas não podem ser chamadas de "ela" ou de "menina" isso seria um preconceito cultural induzindo a criança a ser feminina.

Nota. Esta é uma conduta que vai contra os interesses da espécie a qual pertencemos, que é produzir machos e fêmeas que possam procriar e assim perpetuar a existência da espécie.
Para a espécie não interessa que meninos não sejam masculinos, a espécie depende disso para continuar a existir... se todos os meninos resolverem serem meninas a espécie se extinguirá em uma geração!
Portanto, essa ação dos suecos é contra a vida, contra a principal finalidade da existência dos indivíduos humanos, que é gerarem filhos e assim contribuírem para a permanência da espécie.

Abaixo apresento um resumo de um artigo sobre a pré-escola Egalia em Estocolmo na Suécia.

Site da Egalia, uma pré-escola que acima de tudo dá prioridade para a igualdade de gênero.


Pré-escola "sem sexo" da Suécia
Por Cordelia Hebblethwaite BBC News

O parque infantil Egalia tornou-se o mais recente campo de batalha na unidade da Suécia para a igualdade de género.
Alguns o chamaram de "loucura de gênero" , mas a pré- escola Egalia em Estocolmo diz que seu objetivo são crianças livres de expectativas sociais com base no seu sexo.
Na aparência a escola em Sodermalm - um bairro classe média da capital sueca - é igual a qualquer outra.
Mas observe com atenção e você vai notar uma grande diferença.
Os professores evitam usar os pronomes "ele" e "ela" quando falam das crianças.
Em vez disso, eles se referem as crianças como "amigos", por seus primeiros nomes, ou como "hen" - um pronome sem gênero emprestado do finlandês semelhante a "colega".
Mudando a sociedade?
No entanto, não é apenas a linguagem que é diferente.
Os livros foram cuidadosamente selecionados para evitar apresentações tradicionais de papéis de gênero e parentalidade.
A maioria dos brinquedos habituais e jogos que encontraríamos em creches estão lá esparramados no chão - bonecas, tratores, poços de areia, e assim por diante, mas eles são colocados deliberadamente lado a lado para incentivar uma criança a brincar com o que ele ou ela escolher.
No Egalia meninos são livres para vestir-se e brincar com bonecas, se é isso que eles querem fazer.
Para a diretor do pré-escola trata-se de dar às crianças uma escolha mais ampla, e não limitá-las às expectativas sociais com base no sexo .
"Queremos dar todo o espectro da vida, não apenas metade.
É por isso que estamos fazendo isto.
Queremos que as crianças conhecam todas as coisas na vida, não apenas parte dela ", disse a diretora.
A política de identidade
No ano passado, um casal sueco provocou um rebuliço na mídia ao anunciar que havia decidido manter o sexo de seu filho em segredo, até mesmo dos familiares.
Houve um caso semelhante recentemente no Canadá com um bebê chamado Storm.
"Todas as meninas sabem que são meninas, e todos os meninos sabem que são meninos. Não estamos trabalhando com o gênero biológico. Estamos trabalhando com a coisa social."
A Suécia leva a sério as questões de gênero a já vários anos o governo tem voltado sua atuação para as pré-escolas .
Conselheiros de gênero são agora comuns em escolas, e é parte do currículo nacional o trabalho contra a discriminação de todos os tipos.
A Suécia é frequentemente elogiada como sendo um dos países mais igualitários do mundo quando se trata de sexo, mas há críticos em casa que pensam que as coisas foram longe demais.
Porém, a escola Egalia - que é financiada pelo Estado - está se tornando popular e possui uma longa lista de espera.
A idéia de trabalhar com crianças em pré-escolas - entre as idades de um e cinco anos de idade - é ajudar a moldá-las logo cedo, mas muitos duvidam que existam efeitos duradouros.

Links sobre o assunto:



Comentários:

Estas formas de interpretar a realidade tiveram como origem o marxismo "cultural" com a sua doutrinação socialista em escolas da sociedade ocidental a já 70 anos.
Na Escandinávia o regime usado é chamado de "social-democracia", mas, este sistema inicialmente liberal foi ocupado pouco a pouco por socialistas e já a algum tempo é uma forma de socialismo disfarçada.
Este tipo de sociedade consegue sobreviver porque vende tecnologia para o resto do mundo que não a possui, 50% do PIB desses países é destinado a exportação, com esse dinheiro extra eles podem comprar tudo que precisam e viver uma boa vida, porém, como aconteceu na Islândia em 2009 que com a crise de 2008 teve suas exportações bastante diminuída e entrou em crise, faliu e precisou de ajuda do FMI.
Essa boa vida das sociais-democracias é mantida em função das suas exportações, o que pode se configurar em uma forma de exploração das nações mais pobres... se tal dependência dos pobres desaparecer as sociais-democracias perderão a sua boa vida.

Links para consulta sobre o PIB e exportações:
http://www.indexmundi.com/sweden/gdp_%28purchasing_power_parity%29.html
http://www.indexmundi.com/sweden/exports.html
http://www.indexmundi.com/ireland/gdp_%28purchasing_power_parity%29.html
http://www.indexmundi.com/ireland/exports.html

Essa doutrinação marxista nas escolas produziu os "politicamente corretos" os quais em uma "evolução" deram origem a essas pessoas da Europa que querem anular a própria natureza humana, o próprio sexo, para se situarem em um pedestal cultural superior em relação aos demais, é uma variação da religião, um desejo de ser "bom" para obter o "reino dos céus".

Na Noruega o governo leva centenas de jovens todos os anos para uma ilha e os mantém lá por uma semana (aquela ilha onde um atirador matou dezenas de jovens), e durante essa semana aplicam lavagem cerebral nos jovens para que eles percam o ímpeto juvenil em busca de mudanças e permaneçam fieis a sociedade socialista camuflada que existe no país.

Mas, na minha opinião, esse comportamento é apenas mais uma desesperada ação humana para fugir da realidade e da morte.

Milhares hoje no mundo se suicidam, são mais de 700 mil suicídios por ano no mundo atualmente!
E a Suécia, a Noruega, a Finlândia, a Islândia, esses países onde a maior parte da população perdeu a noção da realidade, apesar da excelente qualidade de vida e igualdade que possuem, são onde as pessoas mais cometem suicídio!

Suicídios nas principais nações do mundo

Pobres criaturas essas que querem educar seres humanos para serem "neutros" sexualmente.... estão desesperadas.

Isto é uma indicação que a boa vida e a igualdade em excesso não são boas para o ser humano, o ser humano precisa de algo que o motive para viver, o ser humano precisa da adrenalina, da competição real para melhorar de vida, e para isso precisa trabalhar, estudar, lutar por sua vida.
O ser humano precisa de motivação para viver, e se o obrigarem a viver igual a todos os demais ele pouco a pouco perde a vontade de viver.



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