18 de maio de 2014

O "Não vai ter Copa" é o resultado da insana luta político-ideológica que domina o Brasil



Essa campanha contra a Copa é um negócio inexplicável, só mesmo uma sociedade como a brasileira que perdeu totalmente seu rumo pode apelar para isso…
O futebol é a paixão dos brasileiros, desde o moleque da favela carioca até o moleque do interior do Pará, de todos os cantos do país, todos gostam de futebol, jogam intermináveis peladas nos campinhos de terra batida, o futebol é uma brincadeira, uma distração para o brasileiro, porém, a ralé que povoa o Brasil e domina a midia e a política, em busca do poder está usando o futebol para atingir seus objetivos.

E disto participam todos, a "esquerda" que não está no poder e a "direita" que está na oposição, e grande parte da midia alienada apoia pensando que está fazendo uma coisa certa.
Todos sabem que os problemas do Brasil não começaram agora com a Copa, são de muito antes dela, na atualidade o grande problema não são os gastos com a Copa que perto do que o estado brasileiro para apenas de juros por ano é fichinha!

São 265 bilhões de reais pagos anualmente apenas de juros, fora 400 a 600 bilhões de reais que são gastos para rolar a dívida.
Os gastos na construção dos estádios não são nada perto desse enorme valor, mas, vamos falar a respeito disso.

Dos estádios que foram construídos para a Copa apenas o de Manaus e o de Cuiabá não serão usados em sua totalidade depois da Copa, mas, como poderia perante o mundo que em uma Copa no Brasil a Amazônia e o Pantanal, orgulhos do Brasil e dos politicamente corretos do mundo, não participassem da Copa?

Um outro estádio que poderia ser citado como pouco produtivo é o de Brasília, mas, a capital do país teria que ficar sem jogos da Copa?

Alem disso, nada impede de no futuro um time de Brasília dispute o Campeonato Brasileiro, além disso, muitos times do Rio de Janeiro fazem seus jogos em Brasília.
Todos os demais estádios serão plenamente usados, ou será que não teremos publico no Mineirão, e nos estádios de Salvador, Recife, Fortaleza, etc?
E será que acham que os brasileiros das diversas partes do Brasil não merecem ter estádios confortáveis onde possam ir no final de semana assistir jogos de futebol e gozar da sua maior paixão, o futebol?


Os estádios do Corinthians, Atlético Paranaense e Internacional serão pagos pelos clubes, a parte de incentivos fiscais que receberam das prefeituras não é exclusiva dos clubes, é uma lei para qualquer investimento em bairros como Itaquera, não é só o Corinthians que tem esse direito, todos que investirem em Itaquera também terão esse incentivo, e é bom lembrar que é um incentivo fiscal e não dinheiro já pago como imposto pelo povo e gasto no estádio…

Muitos falam que desde o Império Romano existe política de "pão e circo" para enrolar o povo, mas, o futebol não faz parte da política de “pão e circo” e muito menos tem semelhanças com os gladiadores romanos….

O futebol é praticado pela maioria dos brasileiros homens desde criança, é uma paixão, o sujeito troca de esposa, troca de carro, etc, mas, não troca de time, joga peladas, joga no clube, adora ver jogos pela TV ou ir ao estádio torcer pelo seu time, não é como as arenas romanas onde o público nunca foi gladiador… o futebol não é assim, o futebol todos sabem qual é a emoção, forte, quando se marca um gol, o futebol no Brasil é algo muito mais forte que “circo”.

Os covardes malucos mascarados ontem queimaram figurinhas do álbum da Copa, é uma atitude que mostra que esses caras estão com a cabeça perdida, não são mais seres humanos, pois colar e trocar figurinhas é uma coisa alegre, é uma coisa que a molecada adora, uma ingenuidade gostosa, esses irracionais mascarados se puderem também queimarão gente viva.

Adultos, jovens e crianças trocando figurinhas do álbum da Copa no parque domingo de manhã
Essa é a resposta das pessoas aos ressentidos que gritam seu ódio invejoso contra a Copa




Essa é a resposta do povo brasileiro

E o grande sucesso que o álbum está tendo é mais uma prova de que os brasileiros não estão com esse ressentimento das minorias ressentidas contra a Copa.
As ruas enfeitadas que citam como sintoma de que o povo não está entusiasmado com a Copa fazem parte de outra época que não mais existe, mas, nos jogos do Brasil podemos ter certeza que vai ter muita agitação.

A torcida do Corinthians no último sábado doi para a Arena Corinthians em Itaquera para proteger o estádio, se postou em frente e encarou os covardes mascarados que não tiveram coragem para chegar nem perto do estádio, a torcida do Atlético Paranaense também já fez isso.
Esta é a resposta que as torcidas dão para aqueles que querem depredar e destruir estádios.


 
 Essa é a resposta da torcida do Corinthians...

Os serviços públicos de péssima qualidade não são por causa da Copa, já é assim a muito tempo, a causa maior na atualidade são os 265 bilhões que o estado brasileiro paga – só de juros – por ano, o que corroí o orçamento e faz sobrar muito pouco para as despesas básicas…
Esse fato, esse sistema rentista explorador que desvia grande parte dos impostos para a elite, por incrível que pareça, não é comentado na midia!
Era contra isso que deviam se revoltar, mas, parece que ninguém tem conhecimento disso…

ORÇAMENTO 
A dívida e a sua manutenção são a principal causa
dos serviços públicos serem péssimos...
e não a Copa.

Estão tentando relacionar as manifestações de Junho do ano passado com o que estão fazendo agora, mas, são situações diferentes, as manifestações de Junho de 2013 foram um acidente, só aconteceram porque – no dia 13/06/2013 – uma repórter da TV Folha foi alvejada por uma bala de borracha no olho, sua foto sentada na rua com o olho ensanguentado e o vídeo que ela fez a noite na cama do hospital toda chorosa e com o olho roxo, foi o fato que mudou o cenário e sensibilizou as redes sociais contra “a violência policial” e no dia seguinte foram as ruas aos milhares protestar – contra a violência policial – na rua foram imbuídos do “espírito revolucionário” e passaram a protestar contra tudo, porém isso, depois da morte do cinegrafista da Band, dificilmente vai acontecer novamente.
Até o “intelectual revolucionário” Caetano Veloso não quer por mais mascara…


Essa foi a motivação para que milhares fossem as ruas em Junho/2013 e não o preço das passagens


Conclusão
Essa campanha é mais uma coisa ruim para este país sem pátria...
Um país que não é uma nação e onde os políticos e as ideologias insanas lutam entre si por poder e dinheiro e não se importam com os destinos do país.
O Brasil é um país desprezado pela sua elite que não se identifica com ele.
E agora em uma demonstração da total irresponsabilidade, da total ausência de respeito ao povo, estão usando a Copa do Mundo de Futebol para tentar ganhar subsídios políticos e eleição não importando que com isso estão sujando a maior e única paixão do povo brasileiro, o futebol.


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12 de maio de 2014

A Felicidade, a Esperança, a Filosofia, e a tragédia humana



Luis Felipe Pondé escreveu hoje mais um artigo, como sempre um excelente texto filosófico, vou coloca-lo a seguir e depois fazer comentários sobre o assunto.

Luis Felipe Pondé
'Esperança do Mundo'

"Nunca confiei na felicidade", diz o personagem de Robert Duvall no filme "Tender Mercies" ("A Força do Carinho", título brasileiro bem infeliz para o filme), papel com o qual ganhou o Oscar de melhor ator em 1983.
O filme narra a derrocada de um cantor de música country e sua sofrida redenção, graças ao amor e generosidade de uma mulher.
No filme, salta aos olhos o deserto do Texas, a solidão de todas as planícies e a total ausência de qualquer metafísica barata, coisa comum hoje no cinema, seja ela moral, psicológica, ambiental ou política.
O homem e a mulher são seres abandonados no mundo e devem cuidar de suas vidas porque ninguém mais o fará.
Aliás, por falar em metafísica, a pior é a política.
Mas da política trato apenas por obrigação profissional, porque, como diz Albert Camus nos seus "Cadernos" (o primeiro tem como título "Esperança do Mundo"), ouvindo aqueles que se dedicam à política, podemos apenas concluir que as pessoas se importam pouco com esta parte das suas vidas, uma vez que todos na política mentem.
Acrescentaria, além dos políticos profissionais, os intelectuais que a ela se voltam como redenção do mundo e forma de obrigar os outros a viverem de acordo com os delírios que alimentam em seus gabinetes.
Enfim, no fundo, a política pouco me interessa.
Trato-a assim como quem deve cuidar de uma ferida —do contrário ela se infectará.
Noutro filme, "Alabama Monroe" (2012), do diretor Felix van Groeningen, a personagem feminina Elise, interpretada por Veerle Baetens, diz algo semelhante ao final: "Sempre soube que tudo aquilo não podia durar, porque a felicidade sempre acaba".
Referia-se ela ao amor por seu marido Didier e pela pequena filha morta.
Sinto-me em casa quando ouço pessoas dizerem coisas assim.
Pois se existem apenas "três ou quatro atitudes diante do mundo", como dizia em seu "Breviário da Decomposição" Emil Cioran, filósofo romeno indispensável para quem suspeita que os trágicos gregos são quem tem razão na filosofia, esta é a minha.
E seguramente a dele.
E também a de Camus.
Na mesma obra, Cioran faz um diagnóstico preciso: "A obsessão pelos remédios marca o fim de uma civilização, e, pela salvação, o fim da filosofia".
Por isso ele afirma que desistiu da filosofia quando viu que em Kant não havia nenhuma tristeza.
Os filósofos, diz Cioran, quase todos acabam bem, prova máxima contra a honestidade deles.
Sempre sinto um cheiro de mesquinharia quando ouço alguém falar de uma nova dieta.
A vida, talvez seja esta sua maior tragédia, se apequena quando não é de algum modo dada em sacrifício.
Talvez seja isso que o cristianismo queira dizer quando afirma que só quando se perde a vida se ganha a vida.
E não há saída: somos a civilização da mesquinharia.
Até Cristo deve ser saudável.
Sei que Camus considerava o suicídio o único problema filosófico ("O Mito de Sísifo").
E sei também que ele considerava um milagre um momento em que não tivesse que falar de si mesmo (caderno "Esperança do Mundo").
Detalhe: Camus usa expressões como "milagre", conhecia bem teólogos como Blaise Pascal e conceitos como o de "graça", citando-os com precisão.
Mas eu suspeito que um dos maiores problemas da filosofia, e certamente um dos maiores milagres na vida, para quem tem um temperamento que desconfia da felicidade (trágico), é justamente o problema que Camus diz "ser um bom título": a esperança do mundo.
Como ter esperança no mundo sem ter que abdicar da capacidade de vê-lo tal como é?
Por isso, sinto um halo de graça quando vejo a esperança visitar o mundo.
Afora as ilusões, só a generosidade é capaz de acolher a esperança.
Talvez o próprio Camus dê uma pista neste "Caderno", sendo ele um filósofo, e sabendo, como nós todos, que nós filósofos sofremos da vaidade intelectual como pecado capital.
Camus diz que "a obsessão em ter razão é a marca suprema de uma inteligência grosseira".
Portanto, talvez, a humildade, virtude capital para Camus, seja a esperança para a filosofia.
Ou, como dizia Santo Agostinho, o que falta ao filósofo é chorar.

Comentário:

Pondé nesse artigo mistura três temas, felicidade, filosofia e esperança, portanto, temos vários aspectos a considerar.

O problema da filosofia é que ela é feita por intelectuais, e estes, a maior parte deles, são seres alienados dominados pela ilusão de "mudar o mundo", como Pondé mencionou: "os intelectuais que a ela se voltam (a política) como redenção do mundo e forma de obrigar os outros a viverem de acordo com os delírios que alimentam em seus gabinetes." e " nós filósofos sofremos da vaidade intelectual como pecado capital.", exatamente, é isso que acontece.
Em vista disso a filosofia vive do trabalho de alguns poucos que não estão submetidos a essa desgraça.

A felicidade existe, é possível saborea-la, mas, a felicidade é como uma brisa suave que vem a vai em pouco tempo, seria um enorme egoísmo querer ser feliz todo o tempo!
Da mesma forma que é um enorme egoísmo querer viver eternamente ao lado de deus, a suprema felicidade.

A esperança é uma ilusão, mais ainda se formos ter esperança no mundo!
Ter esperança significa focar a vida no futuro e não no presente que se desenrola ao nosso redor, é quase uma fuga, não se deve ter esperança, isso não quer dizer que não iremos fazer planos para o futuro, mas planos para o futuro são muito diferentes de esperança.

Dito isso em caráter geral, vou fazer algumas observações mais específicas sobre o texto de Pondé.
Nietzsche descobriu que existiu um divisor de águas na filosofia, esse divisor foram Socrates e seu discípulo Platão, antes deles a filosofia grega tinha como fundamento a tragédia que representava exatamente as condições da natureza e da vida no planeta, que desde a pré-história sempre foi cruel para todos os seres vivos e em especial mais cruel ainda com o ser humano com a aquisição da razão.
Depois de Socrates e Platão a filosofia teve como base a ilusão, o "mundo das ideias" de Platão, que tal qual o paraíso os humanos não fazem a menor ideia de onde esteja e se porventura existe, pois não passa de uma suposição, de uma ilusão.

 Tragédia grega - a realidade da vida humana

Essa concepção ilusória levou a filosofia a desembocar na ideologia, Rousseau ao dizer que "o ser humano nasce bom e que é a sociedade que o corrompe" deu início a ideologia que almeja destruir a sociedade e fundar um "mundo melhor" que nem mesmo sabe como seria.
A ideologia, que surgiu da filosofia ilusória, nada mais é que uma revolta contra a realidade do mundo por ela (a ideologia) incorporada na sociedade.
A ideologia nada mais é que ressentimento e ódio contra a vida da forma que ela é, cruel, seres semelhantes a estes que se deixam dominar por esse ódio, no passado (e ainda no presente), tentaram com a religião aplacar sua revolta, mas, por mais que rezassem deus permanecia mudo sem dizer uma palavra, devido a esse mutismo de deus, ao qual Karl Marx, que era cristão fervoroso até 17 anos, sentiu e se revoltou, a saída foi a ideologia destruidora - o socialismo, o marxismo, o comunismo, o anarquismo e a pregação da revolução e da destruição da sociedade por eles julgada como "má".

Para desgraça da sociedade essa ideologia subversiva e oculta, perseverante, nunca desiste da "luta" apesar dos inúmeros percalços e genocídios que causou, se infiltrou em todas as instituições da sociedade ocidental, na educação, nas instituições políticas e econômicas, na ONU, no FMI,, na midia, nas redes sociais, nas ONGs, está por toda parte e ameaça a humanidade de morte, e o pior, a humanidade alienada pela "educação" que recebeu não sabe dessa ameaça.

Entretanto, a questão não é em sua essência filosófica, é pessoal, Sartre descobriu dois princípios de suma importância:

1. Nos seres humanos aconteceu o surgimento da Angústia pela aquisição da consciência da morte, que aterroriza os seres humanos.
2. "O inferno são os outros.", ou seja, a desgraça toda não está em nós, está nos outros.

Livrarem-se destes dois enormes fardos é a chave para olhar e participar da tragédia humana sem se afetar e conseguir paz interior e dignidade, que são valores pessoais e não filosóficos.

Shakespeare já ensinou aos teólogos e filósofos: "Há mais entre o céu e a terra do que pressupõe vossa vã filosofia"... mas, a vaidade pessoal dos intelectuais é imensa e sempre renovada e eles jamais aprendem.


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24 de abril de 2014

A redução do debate político em dois grupos - "esquerda" e "direita" ou "liberais" e "conservadores" é o maior exemplo da esmagadora vitória politico-doutrinária do marxismo "cultural" sobre as demais tendências políticas.




Ao ler um dos artigos de Rodrigo Constantino na Revista Veja de hoje eu fiz o comentário abaixo ao qual achei importante divulgar aqui também.

Título e link para o artigo de Rodrigo Constantino:

"Vozes da direita contra o uníssono avassalador da esquerda"

Meu comentário:

O erro absurdo e que demonstra a esmagadora vitória ideológica-doutrinária do marxismo "cultural" sobre todas as demais tendências políticas é o sucesso que conseguiu na atualidade a bipolarização da política em "esquerda" e "direita" ou em "liberais" e "conservadores"!
É espantoso q pessoas inteligentes não percebam essa armadilha cuidadosamente armada pelos "intelectuais" do marxismo "cultural" para reduzir todo o debate político nessa bipolaridade!
Todas as demais tendências políticas foram esquecidas e tudo foi colocado no mesmo saco.

 Por que o marxismo "cultural" quis chegar a isso?
Porque a preocupação dos "intelectuais" é tornar os dogmas do marxismo realidade e a redução da luta política em apenas dois grupos é a redenção do maior dogma do marxismo - a luta de classes!
Além de que, um político ao ser classificado como "de direita" ou pior ainda como sendo "conservador" já está antecipadamente derrotado aos olhos dos jovens!
Qual jovem ficaria ao lado de um "conservador"?

 Os "liberais" jovens se sobrepõem aos velhos "conservadores"

Isso era tudo q o marxismo "cultural" queria!
Essa foi a maior vitória do marxismo "cultural" sobre os demais, que com uma incrível miopia adotaram e usam essa bipolaridade criada contra eles!
É um suicídio político-intelectual, é o "cavalo de Tróia" do nosso tempo. 



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29 de março de 2014

As palavras "sexo" e "gênero" tem significados diferentes ? Meninos e meninas não devem ser chamados por "ele" e "ela" pois isso é um preconceito social ?


Seria natural se pensar que poderíamos entender da mesma forma que a palavra "sexo" significa "masculino" ou "feminino" e que a palavra "gênero" também pudesse se referir a "masculino" e "feminino", mas, não é o caso, ou, não é tão simples assim, sexo e gênero tem "significados diferentes", ou melhor, foram criados "teoricamente" significados diferentes para essas duas palavras que, em tese, se referem a mesma coisa.

A diferença "teórica" encontrada é que:

SEXO - tem sentido biológico.

GÊNERO - tem sentido sóciocultural, mas, está ligado a "sexo".



Etimologicamente a palavra "gênero" vem do latin "generu" "genus" que significa "raça" ou "classe", não tem relação com sexo ou cultura.

Entendendo as motivações

A motivação é ideológica, a atribuição "cultural" ao gênero tem "origem" nos escritos do intelectual marxista francês Michel Foulcault (1926-1984), as ideias de Foulcalut no seu conceito de "biopoder" foram usadas pelas feministas para criarem um sentido sexual para a palavra "gênero" - sem entretanto - significar sexo biológico!

O conceito de "biopoder" de Foulcault

O conceito de "biopoder" de Foulcault não tem a ver com sexo,  está intrinsecamente ligado ao marxismo.
O "biopoder" de Foulcault nada mais é que uma outra forma "filosófica" de descrever a teoria da exploração marxista de uma "classe dominante" sobre as demais.
Segundo Foulcault os estados nacionais através de diversos mecanismos de controle dominam tanto os corpos individuais como as populações.
Exatamente o que Marx falou dito com outras palavras.

As feministas

As feministas criaram a partir de uma "transformação" desse conceito marxista de Foulcault e a sua transposição e  incorporação a uma palavra - um conceito de "sexo culturalmente adquirido".

A "ferramenta teórica" que possibilita tais tipos de mágica foi inventada por Derrida e se chama "desconstrucionismo".

Esse "conceito" era necessário por razões argumentativas e doutrinárias ideológicas para com ele poder achar culpados por problemas com origens sexuais na sociedade.
O marxismo diz que a sociedade "burguesa" domina através da imposição de sua cultura "burguesa" que impede que os proletários tenham "consciência de classe", só que eles teriam que provar isso que dizem, por isso surgiram várias "filosofias" que pretendem "demonstrar" a influência cultural na formação psicológica das pessoas.
Não que essa influência não exista, existe é claro, um iraniano tem aspectos psicológicos diferentes de um mexicano, mas, tais diferenças não são da forma e com as intenções ideológicas que o marxismo pretende que sejam.

Em termos práticos tais tentativas de criar conceitos não deveriam ir em frente devido a artificialidade que contém, porém, a incessante utilização de tais "conceitos" nas universidades e escolas pelos "professores" marxistas popularizou seu uso.
Portanto, "gênero" é um conceito artificial, mas que, ideologicamente se tornou eficiente e teve seu uso sendo disseminado em todos os ramos da sociedade ocidental.

Vamos apresentar a seguir um resumo de um artigo explicando como surgiu esse "conceito" de "gênero".

Michel Foucault: Feminismo

Os corpos das mulheres são julgados inferiores com referência a normas e ideais com base na capacidade física dos homens e, por outro, as funções biológicas são recolhidos em características sociais .
Embora tradicionalmente os homens foram pensados ​​para serem capazes de transcender o nível biológico através do uso de suas faculdades racionais, as mulheres tendem a serem definidas inteiramente em termos de suas capacidades físicas para a reprodução e maternidade.
Em um esforço para evitar essa fusão da categoria social da mulher com funções biológicas (essencialismo), o feminismo desenvolveu uma teoria da construção social baseada na distinção entre sexo e gênero.
A distinção sexo/gênero representa uma tentativa das feministas para cortar a conexão entre a categoria biológica do sexo e categoria social de gênero.
De acordo com este ponto de vista da construção social, o gênero é o sentido cultural que vem ligado ao corpo sexuado.
Uma vez que o gênero é entendido como culturalmente construído, é possível evitar a idéia essencialista de que o gênero deriva do corpo natural em qualquer forma.
No entanto, a distinção entre os sexos biológicos e o papel do gênero culturalmente construídos desafia a noção de que a composição biológica de uma mulher é seu destino social, implica uma dissociação problemática dos gêneros culturalmente construídos de corpos sexuados.
O efeito dessa dissociação é que o corpo sexuado passa a ser visto como irrelevante para a identidade cultural de gênero de um indivíduo.
É essa consequência desconcertante de uma distinção entre sexo e gênero que levou algumas feministas a se apropriar da teoria do corpo e da sexualidade de Foucault.
Foucault afirma que a relação entre poder e sexualidade é deturpada quando a sexualidade é vista como uma força natural incontrolável que o poder simplesmente se opõe, reprime ou constrange.
Em vez disso, o fenômeno da sexualidade deve ser entendida como construída por meio do exercício de relações de poder.
Baseando-se na teoria de Foucault da sexualidade e o papel desempenhado pela categoria do sexo nessa teoria as feministas têm sido capazes de repensar o gênero, não como os significados culturais que estão ligados a um sexo.


Meninos e meninas....


Na Suécia, Noruega, Finlândia, Islândia, com a excelente qualidade de vida que atingiram, uma grande parte do povo perdeu a noção da realidade e passou a viver em função de ilusórios anseios de busca de igualdade entre os seres humanos.

Desenvolveu-se lá na Escandinávia uma integrante característica da personalidade humana, ao saírem da pobreza e diminuírem as desigualdades entre as pessoas e atingirem uma igualdade social e econômica jamais vista nas sociedades humanas ... eles não se deram por satisfeitos e continuaram em frente em busca de mais igualdade em todos os aspectos da vida humana e não mais apenas no social e econômico!
Isto também acontece em grande parte da Europa Ocidental.
Substituíram o abrigo da religião que tiveram no passado pela ilusão da busca incessante por igualdade entre humanos em todos os aspectos, até no sexo.
Querem transformar os seres humanos em anjos.

No aspecto sexual os europeus ocidentais, os que tem altos padrões de qualidade de vida, começaram a criar pré-escolas onde buscam implantar uma "cultura" de sexo neutro nas crianças para se contrapor a "cultura" até hoje existente na humanidade de que "menino brinca com carrinho e menina com boneca".

O que será que estão fazendo?  Brincando?

Nestas escolas os europeus também aboliram o uso dos pronomes "ele" e "ela", quando vão se referir a um menino usam um termo neutro, tal como "colega" ou "friend", "freund", "vän" (amigo/a), isso também é feito para as meninas.
Os brinquedos "masculinos" e "femininos" são colocados nos lugares onde as crianças brincam todos misturados para que as crianças escolham suas preferências.
Eles não fazem nada para que uma menina desenvolva características femininas e meninos masculinas, isso está fora de questão, seria um "preconceito cultural", apesar dos meninos terem pênis e as meninas vaginas.... 

Todo o programa escolar dá prioridade e ênfase para o estabelecimento de sexo neutro.

Nelas apesar da criança ter pênis ela não pode ser chamada de "menino" nem de "ele" porque isso seria uma forma "cultural" de induzir na criança uma formação psicológica masculina.
Mesma coisa para as meninas, apesar de elas terem vagina e jeitinhos típicos de meninas elas não podem ser chamadas de "ela" ou de "menina" isso seria um preconceito cultural induzindo a criança a ser feminina.

Nota. Esta é uma conduta que vai contra os interesses da espécie a qual pertencemos, que é produzir machos e fêmeas que possam procriar e assim perpetuar a existência da espécie.
Para a espécie não interessa que meninos não sejam masculinos, a espécie depende disso para continuar a existir... se todos os meninos resolverem serem meninas a espécie se extinguirá em uma geração!
Portanto, essa ação dos suecos é contra a vida, contra a principal finalidade da existência dos indivíduos humanos, que é gerarem filhos e assim contribuírem para a permanência da espécie.

Abaixo apresento um resumo de um artigo sobre a pré-escola Egalia em Estocolmo na Suécia.

Site da Egalia, uma pré-escola que acima de tudo dá prioridade para a igualdade de gênero.


Pré-escola "sem sexo" da Suécia
Por Cordelia Hebblethwaite BBC News

O parque infantil Egalia tornou-se o mais recente campo de batalha na unidade da Suécia para a igualdade de género.
Alguns o chamaram de "loucura de gênero" , mas a pré- escola Egalia em Estocolmo diz que seu objetivo são crianças livres de expectativas sociais com base no seu sexo.
Na aparência a escola em Sodermalm - um bairro classe média da capital sueca - é igual a qualquer outra.
Mas observe com atenção e você vai notar uma grande diferença.
Os professores evitam usar os pronomes "ele" e "ela" quando falam das crianças.
Em vez disso, eles se referem as crianças como "amigos", por seus primeiros nomes, ou como "hen" - um pronome sem gênero emprestado do finlandês semelhante a "colega".
Mudando a sociedade?
No entanto, não é apenas a linguagem que é diferente.
Os livros foram cuidadosamente selecionados para evitar apresentações tradicionais de papéis de gênero e parentalidade.
A maioria dos brinquedos habituais e jogos que encontraríamos em creches estão lá esparramados no chão - bonecas, tratores, poços de areia, e assim por diante, mas eles são colocados deliberadamente lado a lado para incentivar uma criança a brincar com o que ele ou ela escolher.
No Egalia meninos são livres para vestir-se e brincar com bonecas, se é isso que eles querem fazer.
Para a diretor do pré-escola trata-se de dar às crianças uma escolha mais ampla, e não limitá-las às expectativas sociais com base no sexo .
"Queremos dar todo o espectro da vida, não apenas metade.
É por isso que estamos fazendo isto.
Queremos que as crianças conhecam todas as coisas na vida, não apenas parte dela ", disse a diretora.
A política de identidade
No ano passado, um casal sueco provocou um rebuliço na mídia ao anunciar que havia decidido manter o sexo de seu filho em segredo, até mesmo dos familiares.
Houve um caso semelhante recentemente no Canadá com um bebê chamado Storm.
"Todas as meninas sabem que são meninas, e todos os meninos sabem que são meninos. Não estamos trabalhando com o gênero biológico. Estamos trabalhando com a coisa social."
A Suécia leva a sério as questões de gênero a já vários anos o governo tem voltado sua atuação para as pré-escolas .
Conselheiros de gênero são agora comuns em escolas, e é parte do currículo nacional o trabalho contra a discriminação de todos os tipos.
A Suécia é frequentemente elogiada como sendo um dos países mais igualitários do mundo quando se trata de sexo, mas há críticos em casa que pensam que as coisas foram longe demais.
Porém, a escola Egalia - que é financiada pelo Estado - está se tornando popular e possui uma longa lista de espera.
A idéia de trabalhar com crianças em pré-escolas - entre as idades de um e cinco anos de idade - é ajudar a moldá-las logo cedo, mas muitos duvidam que existam efeitos duradouros.

Links sobre o assunto:



Comentários:

Estas formas de interpretar a realidade tiveram como origem o marxismo "cultural" com a sua doutrinação socialista em escolas da sociedade ocidental a já 70 anos.
Na Escandinávia o regime usado é chamado de "social-democracia", mas, este sistema inicialmente liberal foi ocupado pouco a pouco por socialistas e já a algum tempo é uma forma de socialismo disfarçada.
Este tipo de sociedade consegue sobreviver porque vende tecnologia para o resto do mundo que não a possui, 50% do PIB desses países é destinado a exportação, com esse dinheiro extra eles podem comprar tudo que precisam e viver uma boa vida, porém, como aconteceu na Islândia em 2009 que com a crise de 2008 teve suas exportações bastante diminuída e entrou em crise, faliu e precisou de ajuda do FMI.
Essa boa vida das sociais-democracias é mantida em função das suas exportações, o que pode se configurar em uma forma de exploração das nações mais pobres... se tal dependência dos pobres desaparecer as sociais-democracias perderão a sua boa vida.

Links para consulta sobre o PIB e exportações:
http://www.indexmundi.com/sweden/gdp_%28purchasing_power_parity%29.html
http://www.indexmundi.com/sweden/exports.html
http://www.indexmundi.com/ireland/gdp_%28purchasing_power_parity%29.html
http://www.indexmundi.com/ireland/exports.html

Essa doutrinação marxista nas escolas produziu os "politicamente corretos" os quais em uma "evolução" deram origem a essas pessoas da Europa que querem anular a própria natureza humana, o próprio sexo, para se situarem em um pedestal cultural superior em relação aos demais, é uma variação da religião, um desejo de ser "bom" para obter o "reino dos céus".

Na Noruega o governo leva centenas de jovens todos os anos para uma ilha e os mantém lá por uma semana (aquela ilha onde um atirador matou dezenas de jovens), e durante essa semana aplicam lavagem cerebral nos jovens para que eles percam o ímpeto juvenil em busca de mudanças e permaneçam fieis a sociedade socialista camuflada que existe no país.

Mas, na minha opinião, esse comportamento é apenas mais uma desesperada ação humana para fugir da realidade e da morte.

Milhares hoje no mundo se suicidam, são mais de 700 mil suicídios por ano no mundo atualmente!
E a Suécia, a Noruega, a Finlândia, a Islândia, esses países onde a maior parte da população perdeu a noção da realidade, apesar da excelente qualidade de vida e igualdade que possuem, são onde as pessoas mais cometem suicídio!

Suicídios nas principais nações do mundo

Pobres criaturas essas que querem educar seres humanos para serem "neutros" sexualmente.... estão desesperadas.

Isto é uma indicação que a boa vida e a igualdade em excesso não são boas para o ser humano, o ser humano precisa de algo que o motive para viver, o ser humano precisa da adrenalina, da competição real para melhorar de vida, e para isso precisa trabalhar, estudar, lutar por sua vida.
O ser humano precisa de motivação para viver, e se o obrigarem a viver igual a todos os demais ele pouco a pouco perde a vontade de viver.



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